01/11/2011

Dom Dadeus, arcebispo de Porto Alegre afirma que o Judicário é corrupto e emenda: Quando vai começar a faxina por lá?

Por ZCarlos, no ContextoLivre

Após condenação, arcebispo de Porto Alegre acusa Judiciário de corrupção

Arcebispo questionou quando começará uma faxina no Judiciário
Indignado com uma condenação do Tribunal de Justiça de São Paulo, o arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, acusou o Judiciário de corrupção.

— O problema da corrupção no Brasil tem sua base exatamente ali, no Judiciário. Todos sabem disso, mas poucos têm coragem de denunciá-lo. Nossa presidente começou a faxina no Executivo. Quando será a vez do Judiciário, onde o problema é muito mais grave? — disse o arcebispo.
"Se o judiciário quiser me prender, que o faça", completou. 

Dom Dadeus foi condenado, juntamente com a diocese de São João da Boa Vista (SP), a pagar indenização de R$ 940 mil a uma família de Mogi Guaçu (SP).

Entre 1999 e 2000, Grings, então bispo em São João da Boa Vista, escreveu artigos criticando uma família de ter recorrido à Justiça pedindo indenização sobre terras invadidas.

A família decidiu acionar na Justiça também Grings e a arquidiocese, em ação cuja sentença agora anunciada encerra o caso – ou seja, não cabe mais recurso. 

A entrevista coletiva de Dom Dadeus, que se iniciou às 14h, teve como objetivo o anúncio de "fato relevante". Na sua fala, ele começou dizendo que "chegou ao fim mais um capítulo da agressão do Judiciário contra a Igreja Católica".

No final da tarde, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) divulgou nota de indignação quanto à declaração de Dom Dadeus. "É necessário que a cidadania perceba que um país, para ser substancialmente democrático, deve contar com um Poder Judiciário laico, imparcial e independente", diz a nota, que é assinada pelo presidente da associação João Ricardo dos Santos Costa.

Confira na íntegra a nota da Ajuris:
"A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) vem a público manifestar toda a indignação da Magistratura gaúcha em face das declarações do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings, que atribui ao Poder Judiciário a condição de ente corrompido, impulsionado por ter sido condenado em ação de indenização por fato que lhe foi imputado, ocorrido na cidade de Mogi Guaçu (SP).
Esta prática adotada pelo Arcebispo está cada vez mais disseminada no Brasil, notadamente quando o Judiciário decide em desfavor de segmentos que desfrutam de poder diferenciado na sociedade.
É necessário que a cidadania perceba que um país, para ser substancialmente democrático, deve contar com um Poder Judiciário laico, imparcial e independente. Lamentavelmente, alguns quadros da vida pública ainda não se deram conta do quanto é importante tal condição para uma nação.
Reiteramos que a postura inquisitorial do Arcebispo é inaceitável. Da mesma forma, registramos o grande respeito que temos pela Igreja Católica, e todas as outras religiões.
Entretanto, não podemos admitir que qualquer religioso, em nome de sua crença, insulte pessoas e instituições de forma arbitrária, numa quase retrospectiva da inquisição medieval.
A Ajuris sempre exigirá pronta apuração de qualquer irregularidade no Poder Judiciário, mas não admitirá a ofensa generalizada e irresponsável, de qualquer autoridade, simplesmente pelo fato de ter seus interesses contrariados por decisão judicial. Repudiamos tal comportamento pelos evidentes danos que causa à democracia".
 FONTE: http://contextolivre.blogspot.com/2011/10/apos-condenacao-arcebispo-de-porto.html

Comentando no post "Resposta da Turma do Chapéu"

Thiago Faria de Souza: A resposta da Turma do Chapéu

SPIN na Rede disse:

A minha turma é outra
Lilana Lima disse:
Puxa,   A D  O R E I! A foto linda do nosso presidente... e a deixa: a minha turm é outra: A Turma do Boné! Valeu!
SPIN na Rede disse:
 
Amigos e amigas,  essa bela foto do Lula é pura história, exatamente por isso você não encontra nenhum vídeo das emissoras de TV, será que estão querendo que esqueçamos? Lembro-me que os meios de comunicação fizeram o maior escarcéu por causa do gesto de Lula que,  recém chegado ao Poder,  ainda era um mistério para o pig.

Por conta do gesto de Lula, o chororô tomou de conta das redaçoes de jornais, TV e rádios com discursos que atavavam o presidente sob a alegação de que ele(Lula), com aquele gesto, estaria "manchando" o cargo de presidente. Se fosse um chapéu da UDR, tudo bem.  E não foi apenas um gesto: Lula retirou da pobreza absoluta milhões de pessoas. Grande Lula, eterno presidente.

Como eu havia previsto, não localizei o vídeo que trata do assunto, o Alexandre Garcia e Miriam Leitão cuspindo fogo no "Mau Dia Brasil".

Achei este artigo sobre o caso:

NO LUGAR DE PRESIDENTE COM O BONÉ DO MST


 Lucília Maria Sousa Romão (1), e
Soraya Maria Romano Pacífico (2)

“As pernas da tradição não conseguem acompanhar os movimentos dos braços da novidade”. (Carlos Drummond de Andrade).

Ao pontuar que “a palavra é o fenômeno ideológico por excelência”, Bakhtin nos apresenta o mote para analisar os desdobramentos do encontro dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)  com o presidente Lula, fato ocorrido em 2 de julho de 2003. Na ocasião, Lula recebeu de presente uma cesta com produtos da reforma agrária, uma bola produzida nos assentamentos e um boné, que usou por alguns instantes. Foi o suficiente para que o sinal de alarme do terrorismo midiático soasse alto: a notícia sobre o encontro e, sobretudo, a imagem do boné na cabeça presidencial correram como rastro de pólvora pelas redações dos principais órgãos de imprensa, pelos sites novidadeiros de fofocas, pelos bastidores do Congresso Nacional e pelas conversas informais na rua. Estava dada a cena enunciativa para que o fato boné aparecesse como avalanche de perigo, desrespeito às leis do país, ameaça à democracia e à paz social e afronta ao Estado de direito. 

Tais sentidos, determinados por condições de produção bastante especiais, (o MST não visitava o Planalto desde 18 de abril de 1997), precisam ser pontuados, afinal o pavor ao Movimento deriva de uma construção histórica dominante, que sempre prezou em colocar os camponeses e lavradores politicamente organizados no lugar de malfeitores, bandidos e ladrões, que invadem propriedades privadas, agridem a Constituição federal e criam instabilidade e caos no campo. Narrados dessa forma, os sem-terra ocupam no imaginário nacional, o sítio simbólico dado pela ruptura da democracia e do Estado civilizado e representam o lugar da barbárie, da ausência das leis e da desordem social. A mídia, pelas ligações umbilicais que mantém com a classe dominante, em geral, tem se comportado como o grande e principal amplificador dos sentidos apresentados acima. 

Nesse artigo, pretendemos interpretar alguns recortes de reportagens, manchetes e artigos, veiculados em jornais, revistas, listas de discussão e sites eletrônicos, que contam o encontro Lula/MST, ou seja, o mesmo acontecimento é observado de diferentes posições, indicando que as palavras são afetadas pelo lugar social que o sujeito ocupa em uma conjuntura historicamente datada.

 Tendo pontuado o que está naturalizado sobre o MST (incluindo o seu ícone mais divulgado, o boné vermelho), iniciamos a interpretação do nosso primeiro recorte. O nosso ponto de partida é o artigo de Jorge Bornhausen, publicado no jornal Folha de S.Paulo em 03/07/2003, cujo título “O boné da insensatez” situa a loucura como um atributo daqueles que usam o boné (leia-se aqui integrantes do MST). Assim, o presidente é falado como demente, sem razão, nada lúcido, privado de juízo e de bom senso. Logo no início, o texto estabelece a seguinte comparação:

Antes que se completassem 24 horas, o mesmo boné que aparecia na cabeça de um homem preso na zona da mata de Pernambuco por saquear um caminhão de cargas apareceu na cabeça do presidente da República (...) o presidente da República e o MST assumem a causa comum, ou seja, estão embarcados na mesma nau insensata que inquieta a nação”.

Sob a forma da repetição, amarra-se um ponto no bordado ideológico, que faz o sujeito colocar o MST como ilegal e criminoso e seus integrantes e/ou usuários do boné merecedores de prisão. Aos poucos, esse sentido é deslocado ao presidente, que, para esse sujeito, na condição de primeiro mandatário jamais poderia ter colocado o símbolo de uma quadrilha na cabeça. 

Sabemos que o discurso dominante é produto da historicidade, que construiu e ainda constrói a criminalização da luta camponesa e indica apenas que a luta de classes não mudou: as capitanias hereditárias de ontem continuam a existir sob a forma de latifúndios e os senhores de outrora tiveram sua designação alterada, mas em nada mudaram o seu poder concentrado no/pelo latifúndio e as estratégias de defesa de seus privilégios.

         Observamos que o interdiscurso, ou seja, a memória discursiva sobre a luta dos camponeses e a sua criminalização constituem peças-chave interpretativas para a investigação de alguns efeitos de sentidos apresentados hoje. Diz o autor:

O presidente da República, no mínimo, contemporizou com os saques e desordens assumidamente realizados pelo MST, por pessoas usando o boné comum (...) Ora, todo mundo está cansado de saber que o MST não tem nada a ver com os sem-terra e a reforma agrária. Todos sabemos  que o MST é um movimento político revolucionário que apenas usa a grave questão campesina para efeito de propaganda e, principalmente, de financiamento, pois recolhe uma porcentagem considerável de todo o dinheiro que o governo repassa aos assentados; que o MST tornou-se massa de manobra de aluguel, usada por grupos que precisam de equipes táticas treinadas em sabotagens, como se viu na semana passada no Paraná; que o MST ameaça provocar uma nova guerra de Canudos (a loucura crudelíssima que há um século explodiu no sertão da Bahia) no Pontal do Paranapanema, em São Paulo; que o MST tende a se ampliar agregando o que, na linguagem da própria esquerda radical, chamam de lúmpen urbano, com toda a carga de risco que tal mobilização representa para o país sem meios, como está sentindo o próprio governo do PT, para implementar programas sociais compensatórios pela desigualdade de renda ”.

Só mesmo fazendo uma escavação arqueológica dos sentidos aqui construídos a partir do já-dito é que chegamos à identificação de alguns genéricos “Todo mundo está cansado” “Todos sabemos” e, assim, com frases disponibilizadas como verdades absolutas e com força de lei, o autor apresenta a sentença que se pretende jurídica: “MST tornou-se até massa de manobra de aluguel” e “MST ameaça provocar nova guerra de Canudos”. Retornam aqui todos os sentidos de baderna, desordem, ilegalidade, loucura e crime, que ora já definimos.
         Alinhada à mesma retórica, a manchete Lula coloca boné de movimento sem-lei, diz líder do PFL” aparece no jornal eletrônico Terra (TV.terra.com.br/jornaldoterra), do dia 02/ julho de 2003. Chama-nos atenção a seqüência “boné de movimento sem-lei”, cuja marca da preposição “de”, sem a presença do artigo, indica que o “movimento” é de qualquer um, não existindo elemento restrito e definitivizador. É como se o sujeito desse discurso falasse de conceitos abstratos e não sujeitos que fazem leis e as respeitam (ou não). A lei aqui é narrada como patrimônio de uma única classe, no caso, aquela detentora da terra. É, portanto, posse de quem tem posses. O lugar destinado ao MST é dado pela ausência de leis: como se o Movimento e os sem-terra não tivessem regras e estatutos internos; como se a organização política desse movimento popular não existisse e como se os usuários do boné não se submetessem à Constituição Federal, vivendo como fora-da-lei. 

Tal síntese não se fixa apenas na manchete, no interior da notícia o deputado federal José Carlos Aleluia (BA), líder do PFL na Câmara, ocupa o lugar daquele que condena brutalmente o fato de o presidente Lula usar o boné do MST, apenas por alguns instantes, voltamos a ressaltar. Vocifera ele: “O encontro em si poderia ter sido para buscar a paz, mas o presidente, ao colocar na cabeça um símbolo do MST, resolveu se afastar de todo o resto da sociedade brasileira e incorporar o sentimento do MST”. Há aqui um efeito de distanciamento entre a sociedade em geral e o  MST; entre o presidente com e sem boné; entre o boné do MST e “o boné de movimento sem-lei”. Há uma tentativa de atribuir a Lula os sentidos veiculados e despertados pelo boné, deixando-o em situação de oposição à sociedade brasileira. A expressão “o boné do MST” marca uma delimitação de posse, afinal o dono do boné é o MST e a ele cabem todas as responsabilidades da causa política que os sem-terra sustentam. Desta forma, a implicação do ônus e da ilegalidade tem como destinatário o movimento popular. No caso em questão, ao enunciar “o boné de movimento sem-lei”, o sujeito cria uma proximidade entre Lula e o MST. Ambos são emparelhados na mesma condição e, entre os dois nomes, circula o sangue quente da desordem, da ilegalidade e do perigo em uma transfusão irreversível.   

“Lula extrapolou” é um artigo de Antônio Canuto, que recebemos por e-mail da Via Campesina, organização que agrega as lutas camponesas em diversos paises e que constitui um circuito de dados e uma rede eficaz de informação, que geralmente não circula nos órgãos da grande mídia. Em tom de ácida ironia, o autor recorre a sentidos naturalizados sobre o papel do presidente e a sua representação no país. Identificamos aqui que esse lugar no país é historicamente marcado por uma classe detentora de privilégios, representada por um pólo de poder, que está distante dos trabalhadores, sem-terra e excluídos. 

Perguntamos: a quem serve o presidente? O que se espera que um homem nesse lugar coloque na cabeça, ou seja, quais ícones podem “tatuar” o corpo de um estadista no trono do poder? Para quem o presidente deve governar? É preciso recorrer ao interdiscurso para constatar que, na posição de presidente, é aceito o uso de botton, boné, lenço, chapéu e camiseta de sociedades ruralistas, de criadores de nelore, de uniões de proprietários de terras e de siglas de latifundiários. Nenhuma delas deflagra susto, medo ou pavor. Ao contrário, no âmbito do poder, elas circulam como pratas da casa, adereços do cenário político e peças necessárias à produção do país. Estranho e pavoroso é ostentar emblemas da plebe; expor ícones da senzala e deixar à mostra vestígios dos que se encontram na zona perigosa da pobreza e da indignação.

         Nesse sentido, ao colocar o boné do MST, o presidente atuou como o tenor que desafina durante a ópera. Comportou-se como aquele que quebra os protocolos do lugar que ocupa e que destoa do circuito de ações que o poder permite. Daí “extrapolou”, foi além do pólo constituído como permitido para a sua condição e ultrapassou a fronteira suportável da transgressão. Excedeu-se no limite do proibido e conjugou sua imagem à  falta de bom-senso. Por não atuar dentro das convenções e sentidos que o seu papel impunha, o presidente virou notícia bombástica, pois no discurso da democracia, facilmente entendido como engodo, reza a ladainha de que o presidente, eleito por todos, deve governar para alguns, para os poucos detentores  da terra e do capital. O boné do MST na cabeça presidencial é a metáfora invertida de todo esse processo, pois representa a evocação do movimento popular na esfera do poder constituído. Usá-lo é a síntese da insanidade e do perigo, porque fere aquilo que se entende pertinente e adequado para o cargo de presidente eleito e coloca em evidência aqueles sentidos de reivindicação, que sempre foram solapados pelo discurso dominante.

         Marcamos que, em diversas outras ocasiões, Lula usou o boné do MST ao longo de sua trajetória sindical, militante e de candidato, mas foi a primeira vez que o fez do lugar de presidente. “Voltarei a usar o boné do MST, diz Lula” é o recorte que escolhemos no endereço www.folha.uol.com.br, data de 12/07/2003, em que o presidente se pronuncia a respeito do caso: “Já devo ter tirado mais de 200 fotos com o chapéu do MST na cabeça: vou continuar pondo”. Ao se referir ao passado, o sujeito, no lugar de sindicalista, líder operário e simpatizante da reforma agrária, ganha voz, identificando o momento e as condições anteriores à eleição. Vale destacar que naquele momento em que Lula angariava apoios políticos; transitava com feroz arsenal de crítica a ruralistas e postava-se como candidato capaz de fazer a reforma agrária no país. “Já devo ter tirado” materializa lingüisticamente tal trajeto político, cuja essência lutadora marcou os anos de chumbo, as greves do ABC paulista e as primeiras candidaturas de Lula: existe aqui o efeito de sentido de resistência com a marcação da quantidade bastante dilatada de vezes em que ele se apresentou ao lado da sigla MST, afinal foram “mais de 200 fotos”! 

A insistência do gesto de usar o boné do Movimento e a permanência dos sentidos que ele esboça (a saber, a reforma agrária, condenação do latifundiário, simpatia à luta popular) retornam na forma de um futuro impreciso e indeterminado, silenciado momentaneamente pelo lugar que o sujeito ocupa. Há uma interdição no presente, que faz a frase “Voltarei a usar o boné do MST” significar um passo a ser dado não se sabe quando. O futuro verbal direciona os sentidos de boné e derivados para outra temporalidade, pois no presente não é estratégico para o sujeito-presidente se indispor com ruralistas nem com o setor do agronegócio. Esse jogo de posições, embora silenciado, significa e tece uma urdidura de sentidos sobre o estigma que existe em se filiar aos círculos populares, longe dos salões da corte palaciana. Melhor dizendo, a seqüência “voltarei a usar o boné” nem desagrada ao MST nem aos latifundiários: o controle dos sentidos e as zonas de interdição e legitimação do sujeito-presidente demarcam mais do que performances pessoais, delineiam representações discursiva e ideologicamente determinadas.

Representações de poder e resistência tão marcadas que, quando levadas à exaustiva divulgação midiática, correm o risco de fazer cabeças rolarem. O Portal do Diário Vermelho (site www.vermelho.org.br/diário) apresenta um texto de opinião de autoria de Bernardo Joffily, cujo título é: “O boné do MST e a cabeça presidencial”. Observamos que “cabeça” evoca vários efeitos de sentido: o primeiro, sentido literal do órgão do corpo em que o boné foi depositado. Outro, que exige um gesto de interpretação, ou seja, “cabeça” indicia o conjunto de idéias que compõem o projeto político do presidente. O cabeça do país, autoridade máxima legitimada por eleições diretas e merecedora da confiança do eleitorado, perdeu a cabeça quando usou o boné, e aqui “cabeça” engendra os sentidos de lucidez, razão, bom senso como já discutimos anteriormente. A suposta perda da credibilidade, transferida ao presidente, está marcada no texto citado acima”

O presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), fazendeiro Antonio Ernesto de Salvo, opinou que a imagem da Presidência ‘ficou maculada’ quando Lula pôs na cabeça o boné. O artigo do banqueiro/senador Bornhausen [já interpretado anteriormente], presidente do PFL, concluiu que ‘ o presidente da República e o MST assumem a causa comum, ou seja, estão embarcados na mesma nau insensata que inquieta a nação’. Qualificou o gesto de ‘insensatez’, ‘temeridade’, ‘nenhuma pode ser considerada mais grave’, ‘síndrome de Estolcomo’. O deputado Antonio Caiado (PFL/GO), ex-presidente da UDR e membro da bancada ruralista, achou que ‘esse gesto leva toda a população a entrar em estado de total perplexidade’. Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Jutahy Magalhães Júnior (BA), Lula ‘quebrou o protocolo e não combate as invasões de terra’. Já o líder tucano no Senado, Arthur Virgilio (AM), sempre mais estridente desde os tempos de Fernando Henrique, viu no gesto ‘uma sinistra e perigosa escalada que o governo tolera de maneira licenciosa, por vezes indecorosa, da agressividade do MST’.”

Pelo que se vê, a grande mídia divulga os sentidos que constroem uma imagem negativa do MST e do gesto do presidente; controla a polissemia na tentativa de manipular o gesto de leitura do internauta, e direciona as representações lingüísticas, visuais e simbólicas para uma região naturalizada como a única possível de ser dita e narrar o fato. O que nos chama atenção é que na rede eletrônica, em geral, há um apagamento das condições históricas de produção dos dizeres; silenciadas elas aparecem como se os fatos não estivessem ancorados em uma sociedade, no nosso caso, desigual no quesito distribuição de renda e de terra. O virtual tampona a realidade de modo a expor apenas fragmentos de sentidos. 

A emblemática foto Lula com boné do MST, reproduzida abaixo, apareceu estampada em quase todos os jornais e revistas impressos e/ou eletrônicos, isso sem falar da divulgação dela na obesa programação televisiva. A imagem do presidente de terno e gravata, vestido formalmente e ocupando uma sala no Palácio da Alvorada, se contrapõe ao boné vermelho, tão usado nos barracos de lona preta, onde famílias inteiras insistem em sobreviver como refugiados dentro de seu próprio país. Está montada a radiografia da desigualdade: o confronto entre posições de classe, que tem como metáfora o corpo de Lula. Na cúpula política, incorpora-se um símbolo da base. O boné tatua a marca dos silenciados; dos que tiveram sua vez negada; daqueles que não são ouvidos fora do período eleitoral e cuja dor sempre pode e deve ser adiada. Pensamos que, dialeticamente, o boné inclui na cabeça presidencial os que são excluídos - seu fiel e histórico eleitorado - na mesma proporção em que promove a expulsão de Lula do lugar da credibilidade e confiabilidade por parte dos representantes da classe dominante. Para sintetizar, a fotografia condensa o jogo de poder derivado da luta de classes, e só a referência a este termo cunhado pela teoria marxista já provoca celeuma nacional.

Os artigos e notícias aqui interpretados nos apontam a direção de que as condições históricas de produção do dizer determinam o jogo tenso entre o poder instituído e legitimado e aquele que resiste de maneira marginal. Também indicam que a mídia enuncia de uma posição política, que nunca é neutra dentro do contexto de disputa e confronto de poderes. Configurada como o grande megafone da classe dominante, ela tende a ser hostil aos movimentos populares em geral, como o foi quando Lula era apenas um solitário líder sindical na estrada. Também tende a sentenciar julgamentos preconceituosos e sensacionalistas nas suas páginas, em cujo funcionamento-discurso os significantes retornam sob a forma do mesmo; repetem o já-dito; silenciam a desigualdade social e deslizam para outras formas de condenação da luta camponesa e do MST. Em suma, a narrativa do boné e todos os seus desdobramentos retratam quão naturalizado pela ideologia é o estigma atribuído ao Movimento; quão retrógrada politicamente é a elite agrária do país e como a posição do presidente é restritiva no tocante a atitudes “revolucionárias”, ainda que colocar o boné não tenha nenhuma relação com a realização da reforma agrária (é preciso ressaltar que, no primeiro ano de governo, Lula assentou apenas 30% do que era sua meta para o referido período).

Assim, chegamos ao nosso último recorte, um artigo de Marcelo Barros que correu e-mails e listas de discussão de esquerda, cujo título é: “O perigoso boné do presidente”. Com data de 24/07/2003, o autor expõe sentidos que dialogam com o que temos discutido até aqui. Sintetiza ele, entre irônico e inconformado, que: “Os meios de comunicação de massa (cujos proprietários, evidentemente, não defendem seus próprios interesses e agem apenas pelo bem comum) se encarregarão de mostrar que o culpado das atuais desordens sociais que correm no Brasil é o MST e não o crescente desemprego urbano e acelerada ocupação capitalista do campo”.

O perigoso e ameaçador boné deixa de ser narrado como símbolo do MST e tem a sua posse atribuída ao presidente. Um efeito dominó faz circular em cadeia os sentidos de gravidade, alarme e risco emprestados do movimento popular: primeiro em relação ao presidente, depois à governabilidade política e econômica e, por fim, a todo o país. Temos aqui uma coreografia discursiva, que sem querer acertou na cabeça.

Bibliografia:
BARROS, Marcelo. “O perigoso boné do presidente”. E.mail recebido em 24/07/2003. 
BORNHAUSEN, Jorge. “O boné da insensatez. Folha de S.Paulo em 03/07/2003
CANUTO, Antonio. “Lula extrapolou”. Via Campesina (e.mail).
JOFFILY, Bernardo. “O boné do MST e a cabeça presidencial”. www.vermelho.org.br/diário.

Resumo:
O propósito do artigo é o de interpretar diferentes falas retiradas de alguns recortes de reportagens, manchetes e artigos, veiculados em jornais, revistas, listas de discussão e sites eletrônicos, que contam o encontro Lula/MST.
Palavras-chave: ideologia, recortes, presidente, MST.

1-Professora doutora do Departamento de Física e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto-Universidade de São Paulo.

2-Professora doutora do Departamento de Psicologia e Educação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto-Universidade de São Paulo.

FONTE: http://www.achegas.net/numero/dezesseis/lucilia_soraya_16.htm

31/10/2011

Os que preferem morrer sufocados em seus tumores sociais

Por Cláudio Ribeiro, em seu blog

A medicação que alimenta as esperanças de Lula: o reconhecimento de seu povo

A veiculação nacional da descoberta de um câncer na laringe de Lula, tornou possível descortinar um ódio de classe que alguns mantinham adormecido, aguardando o momento para liberar todo o sentimento desprezível de desejar o mal a outrem.

Lúcia Hipólito, da CBN, só não disse o aquilo que pensava em seu comentário nefasto e irônico sobre a doença de Lula: "bem feito".
Outros menos conhecidos comemoraram pelas redes sociais e vlogues que desejavam que o presidente piorasse e morresse.
A doença desses grupos é  um mal muito mais difícil de cura que o de Lula, que os médicos trataram de analisar com chances superiores a 80% de êxito no tratamento.  O que assola estas pessoas é o câncer do desrespeito, do menosprezo e do preconceito.
Mas de onde vem tanto rancor e fel contra o ex-metalúrgico?
Em 2002 quando venceu as eleições presidenciais, em sua quarta tentativa, Lula ascendeu ao governo central em uma missão das mais difíceis. Encontrou um país quebrado, com o patrimônio público dilapidado, desemprego em níveis assustadores, desconfiança global da capacidade do país honrar suas dívidas e uma inflação crescente.
Quando as urnas ecoaram a voz do povo, acreditavam aqueles que não votaram no petista que Lula fracassaria e, consequentemente, tal derrota no exercício de seu mandato significaria uma dura lição da elite pensante deste país sobre as pessoas comuns, que, bem aplicada, não permitiria, em muitas décadas, que um homem ou uma mulher vindo do povo e comprometidos com suas aspirações sociais, não conseguiriam ascender ao poder.
A certeza de FHC seria a redenção da elite quatro anos depois
Durante a campanha de 2002 comentava-se nos bastidores da política que FHC já não acreditava na vitória de seu candidato, Serra, devido a desaprovação de seu governo pela grande maioria da população, mas este sentimento vinha acompanhado de uma certeza, absoluta, de que a vitória de Lula significaria a sua redenção quatro anos mais tarde.  Um mal necessário.
Simples: Lula fracassaria e FHC retornaria para o colocar o país novamente nos trilhos, ou seja, a vitória de Lula não seria um derrota, tanto para FHC, quanto para a elite deste país, seria um razoável processo de espera para o retorno definitivo e consagrador nas urnas.
Ou em termos mais reais, a grande lição sobre "os atrevidos", gente como Lula, que, vindos de baixo, ousaram governar quem estava acostumado a mandar nesta terra.
A elite, política e econômica deste país, aguardou este momento.  Que não se confirmou.
Lula venceu, o medo, a desconfiança e promoveu o Brasil para todos que o mundo inteiro reconhece e respeita.
Ódio surgido do sucesso inesperado
O ódio como resultado do sucesso de quem não poderia ser bem sucedido.
O ódio contra quem deveria obedecer ordens e não ousar subverter as "velhas prioridades" de estado.
O ódio rancoroso e despeitado de quem foi desmascarado em sua histórica incapacidade de governar para quem mais precisava do estado brasileiro.  Assim como Getúlio e Juscelino, bem antes de Lula, também provaram ser possível ao presidente da república governar para a maioria.   Baseado nas escolhas políticas, por decisões de governo e apoio nas bases sociais.
A elite e sua certeza em 2002 simbolizam a frustração de quem achou que Lula fosse incapaz de contornar todas as adversidades deixadas para seu governo, que o seu naufrágio seria inevitável e que o povo clamaria pela volta daqueles que, travestidos de salvadores da pátria, condenaram o país ao retrocesso durante várias décadas.
O sucesso de Lula, acompanhado de reconhecimento interno e externo, fizeram crescer uma radical campanha midiática contra seu governo, muitas vezes ultrapassando os limites do respeito e da civilidade.
Não foi pouco comum observar manifestações preconceituosas contra o ex-presidente na mídia.
Os leitores deste tipo de imprensa se alimentaram de tais provocações e retroalimentaram seus articulistas preferidos com a identificação recíproca da ode ao desrespeito e ao preconceito contra tudo que Lula simbolizava: os mais pobres, os nordestinos, excluídos.
O que se tem lido estes dias, em comentários de leitores nestes espaços conservadores ou mesmo na tinta carregada de desprezo ao povo brasileiro de alguns colunistas e comentaristas políticos, é uma reação, cada vez mais doentia, contra o progresso de um Brasil que avança na direção que entendem errada e que, sob qualquer pretexto e oportunidade, como na descoberta do câncer de Lula, precisa ser atacada, desmerecida, ironizada, alterada o quanto antes, a qualquer custo, sem obedecer qualquer princípio ético ou regra de sociabilidade.
O sucesso do governo de Lula fez surgir um tumor, em uma pequena parcela da sociedade brasileira, cada vez mais resistente e agressivo.
Um pequeno grupo condenado as trevas do desgosto social e da descrença de um país que se mostra menos injusto e mais promissor, prefere morrer sufocado em seus tumores sociais.


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Urubu D

Grande urubu branco exibe suas asas

Aviso D. Para seu facebook


Selvageria contra Lula foi "ensinada" pela imprensa


Autor: Weden. No LNO
Não há porque o jornalista Gilberto Dimenstein se espantar com a falta de educação de leitores da Folha em relação à doença de Lula. Nem pode se supreender quando olhar as caixas de comentários dos portais do Estadão, do Globo e da Veja, por exemplo.

A selvageria, que se esconde muitas vezes sob o manto do anonimato, nada mais é do que a continuidade do primitivismo jornalístico praticado por muitos dos seus próprios colegas de trabalho, seja na Folha, seja nos outros veículos acima citados.

O modo como os blogueiros selvagens da Veja - com especial atenção aos dois leões de chácara  Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes - se referem ao ex-presidente, e o ódio que eles encarnam, não é muito diferente do modo como alguns representantes de uma classe média deseducada - felizmente, minoritária - se refere àquele que saiu do poder com 80% de aprovação.

Exercícios de falta de educação e decoro jornalístico podem ser encontrados em editoriais - um espaço que, por definição, deveria representar a voz respeitosa dos veículos - do Globo, da Folha e do Estadão, com xingamentos e referências sem escrúpulos a Luis Ignácio da Silva.

Assim como a repulsa mostrada por comentaristas e parajornalistas contra os eleitores de Lula resultou num clima de xenofobia e preconceito jamais observado publicamente neste país, a voz carregada de nojo e ódio de uma Lucia Hipólito - que  não conseguiu esconder o júbilo pela doença de Lula - ou de um Arnaldo Jabor, ou ainda de um Merval Pereira, produzem seus ecos no comportamento de leitores que não conheceram a civilidade e as regras de comportamento do espaço público.

Autores desqualificados produzem ou pelo menos atraem leitores desqualificados. Antes de se envergonhar dos leitores, Gilberto Dimenstein deveria se envergonhar de alguns nomes que compartilham com ele o mesmo ambiente midiático.

FONTE: www.advivo.com.br/blog/luisnassif/selvageria-contra-lula-foi-ensinada-pela-imprensa

Mais no Luis Nassif Online:

Da BBC/Folha:  A doença de Lula na imprensa internacional
Arthur Fonseca Filho: Os educadores e o ENEM
Nassif: A Era da Blogosfera
Carta Capital: O politicamente incorreto
Agência Brasil: O protocolo de combate à homofobia

30/10/2011

A Deiscência da Escrita. #Forçalula

Afaste-se da imagem para vê-la com nitidez

O artista e fotógrafo Huy Lam, nascido no Vietnan e com sede em Toronto, não utiliza pincel e nem tintas para pintar suas obras de arte. Incrivelmente, ele utiliza palavras e frases minúsculas repetidas vezes, para criar lindos retratos de pessoas famosas e ícones da arte.

O retrato do artista Vincent Van Gogh  é o meu preferido, nele o artista repete a palavra ‘genius’ por várias vezes e em vários tons de cores para conseguir dar semelhança ao pintor. Um trabalho de paciência, talento e habilidade que foram gastos 40 horas para completar a imagem.

Vários outros retratos belíssimos  como Heath Ledger  o ‘Coringa’, Bob Marley e a imagem clássica da glamourosa Marilyn Monroe, que levou cerca de 65 horas para ser concluído, estão na galeria de fotos.
Aprecie este lindo trabalho de arte, retratos de famosos feitos com palavras por Huy Lam.

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A Deiscência do Silêncio. #Forçalula



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Luis Nassif: Como seria um Brasil sem Lula?

Câncer do Lula: o que esperar do PiG. O Sírio é o QG do Golpe

Paulo Henrique Amorim, em seu blog

O Sírio tem mais furo que esparadrapo



Como no câncer da Dilma, a partir de agora, brotarão do PiG (*) 1001 especialistas em câncer, com prognósticos funestos.

Deve-se esperar imediatamente um fluxo interminável de informações “cientificas”, provenientes do Hospital Sírio Libanês.

Dali saiu o “furo” do câncer da Dilma.

Ali mataram Romeu Tuma por antecipação, o que ajudou a eleger o Aloysio 300 mil.

O Sírio é um baluarte do PiG.

Tem mais furo do que esparadrapo.

No campo propriamente político, os colonistas (**) de sempre, primeiro, passarão mel no Lula.

Porque ninguém ousa, de frente, desafiar um mito: Lula saiu do poder com uns 85% de aprovação popular.

Isso dá dois FHC  e meio Cerra.

Aí, pelas costas, no off, nas fontes não identificadas, virá a tentativa de desmanche.

“Matar” Lula e Dilma, com um tiro (ou câncer) só.

Pode parecer torpe, amigo navegante.

Quem seria capaz de tal baixeza ?

Este ansioso blogueiro responde: o PiG será capaz disso e tudo o mais.

Depois do “adeus 2014 ” do Aloysio 300 mil, um câncer que tire o Lula do campo político, em 2012, 2014 e para sempre – isso seria uma dádiva dos céus.

O PiG vai investir no câncer do Lula.

E todo cuidado é pouco com o Sírio.

Ali se instala, a partir de hoje, a sede do Golpe.

É a Vila Militar do PiG 2012.

Carlos Lacerda é o chefe da enfermaria.

Em tempo: saiu no Blog do Planalto: 

Em nota, presidenta Dilma Rousseff deseja rápida recuperação ao ex-presidente Lula


A presidenta Dilma Rousseff divulgou hoje (29) nota à imprensa em que deseja a “rápida recuperação do presidente Lula”. No texto, ela diz que como “Presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora” estará ao lado dele com apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo.


Leia abaixo a nota oficial.


Em meu nome e de todos os integrantes do governo, junto-me neste momento ao carinho e à torcida de todo o povo brasileiro pela rápida recuperação do presidente Lula.


Graças aos exames preventivos, a descoberta do tumor foi feita em estágio que permite seu tratamento e cura. Como todos sabem, passei pelo mesmo tipo de tratamento, com a competente equipe médica do Hospital Sírio Libanês, que me levou à recuperação total. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula.


O presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. Tenho certeza de que, com sua força, determinação e capacidade de superação de adversidades de todo o tipo, vai vencer mais esse desafio. Contará também, para isso, com o apoio e a força de D.Mariza.


Como Presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei a seu lado com meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo.


Dilma Rousseff

Presidenta da República Federativa do Brasil

Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.