16/02/12

Da década de 70 à ignorância dos dias atuais

Foi muito interessante reconstituirmos esta trajetória da cultura brasileira, uma linha do tempo iniciada  com o mutirão sobre o modernismo século passado.
Como diria o insuspeito André Araújo, ficou para trás, lá pelo pelo começo do século passado, o tempo em que uma parte da elite estudava e gostava de arte, o que provocou,  por exemplo,  a Semana de 22. 
"(...) houve uma deterioração extraordinaria da vida cultural em São Paulo a soi disant elite economica de hoje, os noveaux riches da sucata, não tem um só livro em casa, podem ter 100 marcas de whisky mas não tem um livro, revista na mesa Caras e Contigo e olhe lá, se falarmos em Mario de Andrade vão pensar que é um locutor de futebol.

A São Paulo da Semana modernista, do grupo Santa Helena, do TBC, da Vera Cruz, do Museu do Ipiranga, de Tarsila, de Monteiro Lobato, essa São Paulo ficou para trás. Hoje é a São Paulo dos shoppings e das agencias de automoveis importados da Av.Europa. E é isso ai e nada mais. (..)" 
Assis, bom comentário. A ditadura do pensamento, através de uma espécie sutil de censura,  limita a liberdade expressão de classes marginalizadas, ninguém quer sair por aí sendo o que se é, pois isso implica em ser espancado ou morto nas ruas ou ser abordado a toda hora pela polícia, se for negro então. Há sim uma padronização, uma forçação de barra no sentido da anulação do indivíduo em prol da massificação de um padrão determinado pelos meios de comunicação. Estas figuras abaixo,  parecem ser uma pessoa só mas não é o caso, são personagens de um reality show de mulheres ricas, socialites de SP, que transmitem para o restante do Brasil esta ideologia bestializadora. Enfim, nós nos deitamos com Mário de Andrade e acordamos com Silas Malafaia. Triste fim. 

Em tempo:

O título desta postagem deveria ter sido Deixando para trás a década de 70 para pousarmos nos dias atuais: A ignorância nos armários da Justiça

Só para encerrar o mutirão, ao contrário do que pensa Gullar, não vejo que o artista tem a obrigação de produzir um objeto ao invés de se expressar enquanto indivíduo livre. Até imagino uma cidade-estado na qual a instância máxima é o Poder Curador, de curar, no lugar do Judiciário, de julgar. Quando ouço advogados nos balções do Forum pedindo certidões narrativas fico me perguntando se a tal certidão não poderia ser alguma coisa escrita por algum paciente em processo de cura, ou seja, tendo um médico como interlocutor ou receptor da sua criação que, como disse, não teria que ser necessariamente uma pintura ou um desenho, sendo isso (um quadro) apenas uma consequência, claro, dentro da demanda expressiva do habitante da cidade-estado. Daí pensar noutra coisa quando espero atendimento observando aquela infinidade de armários do Judiciário que,  repito, deveriam servir para guardar outros conteúdos que não contendas entre as pessoas, quem sabe o acerto do indivíduo com ele mesmo, isso antes de tudo, nos arquivos a  vida e não a morte, essa história é meio longa, tenho que sair agora, se der na telha continuo depois, fui

P.S.- Explico: Sou advogado, há quem me reconheça como artista mas não sei, sou tão bagunçado, minhas obras não sei onde se encontram. Poderiam estar nos armários da Justiça mas não estão. Preciso de uma máquina fotográfica, os armários da Justiça serão jogados fora: Tudo será digitalizado.Talvez a arte seja isso: Pura incerteza. Talvez Ferreira Gullar esteja certo. Não sei ao certo. Agora sei. Não preciso produzir várias obras para ser isso ou aquilo, uma apenas é suficiente: Um abraço,

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Isto é um arquivo ou armário ou avião ou ave ou olho ou ser

Relato de sonho

O spin enviou a seguinte mensagem de email para uma spin médica, membro do Poder Curador(ex-Judiciário), com a qual sonhou ou olhou ou foi nesta noite:
Desenvolvo uma atividade narrativa ou demonstrativa que compreende interagir em lugares específicos.
Eu: Você pode fazer parte, como receptora, deste processo artístico ou narrativo ou pictórico ou sensorial ou transportador?
Ela: Sim.
(Em seguida ela forneceu-me seu endereço de email: @ieda) Acordei.
Agora sei, segue anúncio:
Precisa-se de um(a) spin médico(a) ou receptor(a) ou interlocutor(a) ou amparador(a).
Ops, tem aquele que foi meu receptor na década de 80, será que rola, vai saber. Tags: , O que é isto, só ou 1 ou anamnese ou liberdade absoluta ou laboratório de persona(gem)
*** Lugares de produção ou local onde o processo acontece

Mensário de Urano 2010: 8 de Agosto a 19 de Outubro (Campanha pela eleição de Dilma Roussef)

Canteiro de obras


  • Como elaborar um projeto cultural
  • Elaboração de projeto/Captação de recursos
  • Financiamento de projetos (Para facilitar a tradução use o Google Chrome)

  • Já me acostumei com o meu curador ou médico, há anos não o vejo, preciso restabelecer contatos para poder voltar a criar tendo-o como interlocutor íntimo ou privado, sei lá, ele fez uma cirurgia errada em mim, como voltar a um médico no qual você não confia, que tal um filósofo clinico. Vou ver.

  • RECUPERANDO COISAS PERDIDAS. RECONSTITUIÇÃO

    No decorrer de vários anos postei conteúdos, textos e vídeos,, em vários portais de video, não me lembro com quais nomes, a intenção neste momento é encontrar tal material uma vez que as 70 caixas de coisas minhas que eu guardava durante anos, num ataque de limpeza, joguei tudo fora
  • Peguei o embalo e resolvi deletar vários blogs, no momento me lembro de alguns: A História de Idéia, Curandéia...


    Última página

    O acesso é proibido. Trata-se de um armário virtual para guardar coisas particulares do SPIN, tais como documentos, contas pagas e a pagar, números de telefones, compromissos, etc. Caso apareça algum(a) voluntário(a) que possa ajudar cuidar das minhas coisas, desde já, sinto-me muito grato.