25/10/2009

Contra a CPI do MST

Por Luis Nassif - em seu blog

O novo desenho do país está dado.
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Tem que ser suficientemente amplo e plural para caber a grande empresa e o pequeno empreendedor, o sistema financeiro e os movimentos sociais, o agronegócio e a agricultura familiar, as políticas industriais e a Bolsa Família.
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Esse é o desenho de país moderno que se pretende. E peça chave nessa montagem é o repúdio a toda forma de radicalização, parta de quem partir.
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O MST é um movimento jovem. Como todo movimento político infante, tem a fase de radicalização. E tem a fase do amadurecimento.
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Conheci a Universidade MST uns dois anos atrás e fiquei impressionado com o trabalho que fazem. Nas poucas conversas que tive com o Stédile me pareceu um intelectual sólido e um belo organizador de um mundo à parte – com a cultura MST, as pequenas propriedades do MST.

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Comentário meu

O objetivo da CPI do MST é barrar a reforma agrária.

O problema gerado pela falta de reforma agrária perpassa todos os momentos da nossa história até agora, envolvendo muitos de nossos personagens, como por exemplo Virgulino Ferreira da Silva, o bandido Lampião.
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Hoje assisti a um vídeo (vide postagem anterior), muito interessante, o qual registra o encontro de Lampião com o fotógrafo e cineasta libanês Benjamin Abraão, autor das únicas imagens do cangaceiro. Benjamin conviveu por 6 meses com o bando de Lampião, onde fica visível a relação de Lampião com a imprensa, a preocupação com a forma como a imprensa da época o descrevia, bem como a percepção, por parte do narrador, que Lampião seria outro se tivesse ido oportunidades, ou seja, se tivesse nascido noutro país.
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"Lampião ou Virgulino Ferreira da Silva foi mais uma vitima da má distribuição de renda e das injustiças cometidas no sertão nordestino brasileiro. Ainda, muito cedo convive com os desmandos dos coronéis que tinham o habito de confiscarem as terras alheias.
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Lampião tornou-se um mito para muitos sertanejos, para quem o cangaço representava uma alternativa de ascensão social, o personagem criado em cima de suapessoa está ligado aos interesses dos poderosos que temiam pela reforma agrária e pela distribuição de seus bens aos pobres de riqueza e de espírito."
FONTE: http://www.lampiao.sertaonet.com.br/
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