16/01/2010

Saiti (Saiti - I , 2/70)

Surgiu uma palavra
Saiti...
Foi assim
Estava escrito Dessaitização
Ao salvar a palavra, por algum motivo uma parte foi apagada
E ficou Saitização
Saiti
Este será o nome deste blog daqui prá frente
Para que a morte de Zilda Arns não seja em vão
E as outras histórias?
Como achá-las?
As outras histórias não existem
Tudo é Saiti
Saiti Tudo
Saititudo
Saiti
(Texto em construção)
Voltei
Eu havia saído para salvar coisas
A capa do presente
É que haverá uma mudança
E antes da mudança a salvação
Eu havia saído para salvar Tudo

Dessaitização (Saiti - I, 1/70)

Para que não seja sem sentido a morte de Zilda Arns
O fim da história
O recomeço da história
A continuidade
O texto inacabado
Que texto?
O anterior
Este (clique aqui e leia-o com atenção, inclusive os comentários, um por um)
Vistes que o texto está inacabado
Não sei ao certo, talvez o autor tenha esquecido de encerrá-lo
Ou terá sido de propósito
Tentei acabá-lo mas o acabamento não ficou bom
Um momento, a realidade me chama
É Lúcia, spin faxineira, humana
Não que ela tenha me chame
Apenas cobrei-me, o meu silêncio
Que falta de suavidade da minha parte
Ela chegou e até o momento, por causa deste texto, não lhe dirigi nenhuma palavra
Neste momento não convêm
Não quero espantar as palavras
Tenho que
O que mesmo

Haiti: antes e depois do terremoto

O artigo publicado no Viomundo o ajudará na compreensão da tragédia haitiana

A incapacitação do Haiti

por Ashley Smith, no Counterpunch

Ajuda ao Haiti sempre foi usada para avançar os interesses imperiais. Isso é óbvio quando você vê como os Estados Unidos e o Canadá trataram o governo de Aristide em contraste com o regime golpista. Os Estados Unidos e o Canadá tiraram quase toda a ajuda de Aristide. Mas depois do golpe eles abriram a torneira de dinheiro para algumas das forças mais reacionárias da sociedade do Haiti.

Devemos portanto agitar contra qualquer tentativa dos Estados Unidos e de outros poderes de usar essa crise para impor seu programa a um país prostrado.

Deveríamos ficar atentos ao papel das ONGs internacionais. Enquanto várias ONGs estão tentando enfrentar a crise, os Estados Unidos e outros governos estão dando dinheiro a elas como forma de enfraquecer o direito do Haiti à autodeterminação. As ONGs internacionais não prestam contas ao estado do Haiti ou à população do Haiti. Assim, o dinheiro da ajuda enviado através delas enfraquece o controle que os haitianos tem sobre sua própria sociedade.

O governo Obama deveria imediatamente suspender o banimento de Aristide do Haiti, assim como do partido dele, o Fanmi Lavalas, de participar do processo eleitoral. Afinal, um conhecido traficante de drogas e golpista, Guy Philippe, e seu partido, a Frente para a Reconstrução Nacional (FRN), foram autorizados a participar do processo eleitoral. Aristide e seu partido, em contraste, são ainda a força política mais popular do país e deveriam tem direito de participar de eleições livres e justas.

Os Estados Unidos também deveriam suspender as deportações de haitianos que fugiram do país por causa da crise e dar a eles status temporário de refugiados. Isso permitiria a qualquer haitiano que fugiu do país por causa da crise política e social desde o golpe, os furacões e agora o terremoto a permanecer legalmente nos Estados Unidos.

Além disso, devemos exigir que os Estados Unidos parem de impor seu planos neoliberais. Os Estados Unidos dilapidaram a sociedade do Haiti por décadas. Em vez do Haiti dever aos Estados Unidos, outros países e instituições financeiras internacionais, o reverso é verdadeiro. Os Estados Unidos, a França, o Canadá e as Nações Unidas devem ao povo do Haiti reparações pelo ataque imperial ao país.

Com esses fundos e espaço político, os haitianos seriam finalmente capazes de começar a construir seu próprio futuro político e econômico -- o sonho da grande revolução dos escravos de 200 anos atrás.

Aqui o artigo na íntegra
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15/01/2010

Haiti: vá de retro cônsul dos infernos

Por Renato Rovai, na Revista Forum

Quem ainda não assistiu pode evitar. Mas se for curioso ou quiser entender o que significa “elite branca e preconceituosa” em qualquer parte do mundo, pode assistir a este vídeo do SBT onde o cônsul do Haiti em São Paulo explica a tragédia vivida pelo seu povo como algo ligado à macumba.

Textualmente o escroto diz: "A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido. Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo, o africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano está fodido”.

Ainda não escrevi nada sobre a tragédia do Haiti porque falta fôlego. É uma sensação estranha ver um povo tão sofrido ter de sofrer ainda mais por conta de uma catástrofe natural.

Esta entrevista tem de ser vista por pais, filhos, conjuges, irmãos, parentes e amigos daqueles que morreram para que eles saibam o nível dos que estão representando os interesses do seu país na maior cidade da América Latina.

Esse cônsul precisa sair daqui o quanto antes. E se não vier a fazê-lo por convocação do governo do seu país, sugiro que o movimento negro daqui assuma esta luta em nome do povo negro de lá. E faça protestos na frente do consulado exigindo sua volta imediata.

É importante ser solidário com o povo haitiano e fazer campanhas para enviar alimentos e ajuda humanitária. Mas também é preciso ajudar aquele povo a derrotar sua elite tacanha que levou o país a ser o mais miserável das Américas.

Vá de retro cônsul dos infernos.

FONTE: revistaforum

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Direitos humanos e a gritaria da mídia


Por Altamiro Borges, em seu blog

Violadores contumazes dos direitos humanos

Uma leitura honesta, sem as manipulações midiáticas, comprova que o decreto é civilizador e garante a defesa dos mais elementares direitos humanos. Ele não tem nada de autoritário. “No mundo todo, em um estado democrático de direito, liberdade de expressão que atente contra os direitos humanos não é liberdade de expressão. É infração constitucional e, em alguns casos, também é crime regulado pelo Direito Penal. Assim deve ser tratada”, afirma Rogério Tavares.

No mesmo rumo, o professor Laurindo Lalo Leal Filho critica a gritaria da mídia. “É só se falar em algum tipo de ação da sociedade para evitar os abusos freqüentemente cometidos pelos meios de comunicação que seus controladores, imediatamente, pulam... Isto ocorre porque programas veiculados diariamente por grande parte das emissoras de rádio e TV do Brasil são violadores contumazes dos direitos humanos. Basta ver como são tratados os negros nas telenovelas, os homossexuais nos programas de auditório e os pobres nos espetáculos policialescos”.
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Aqui o texto na íntegra
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Lula diz que ninguém deve ter medo da democracia



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (15) que a
criação da Comissão da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos
Humanos (PNDH-3), não pretende fazer uma caça às bruxas e que não há motivos
para ter medo de apurar a verdade da história do país. As declarações foram
feitas em entrevista TV Mirante, do Maranhão, onde o Presidente participou de
inauguração da refinaria da Petrobras.


No Brasil, algumas pessoas ainda têm medo, vêm com discurso do regime autoritário, coisa que é inadmissível. Ninguém pode ter medo da democracia exercitada em sua plenitude, disse o Presidente.

O que está criando caso é a Comissão da Verdade, ou seja, neste país não há porque ninguém ter medo de a gente apurar a verdade da história do Brasil. E você pode fazer com a forma tranquila e pacífica que nós estamos fazendo. Não se trata de caça às bruxas, trata-se apenas de você pegar 140 pessoas que ainda não encontraram os seus parentes que desapareceram, e que essas pessoas possam ter o direito de encontrar o cadáver e enterrar.

O presidente esclareceu que em seu governo foram feitas 63 conferências nacionais, tais como de saúde, educação e direitos humanos, e que as diretrizes que compõem o programa foram amplamente discutidas nesses encontros.

O que é importante é que as pessoas aprendam que quando você joga a sociedade para fazer um debate, você não pode fazer censura no debate na sociedade.

Lula disse ainda que na democracia as pessoas falam aquilo que pensam e completou: Depois se consegue construir o bom senso, que é o caminho do meio, que é sempre o que prevalece.

Na última segunda-feira, o presidente se reuniu com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, para pôr fim aos desentendimentos em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos, quando assinou um decreto criando um grupo de trabalho para tratar da criação da comissão e retirou do texto o termo repressão política, que desagradava os militares.

Fonte: vermelho
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Blog do Planalto: a imprensa mente

O Blog do Planalto e a caça aos balões

Por Luiz Eduardo Brandão, no blog do Luis Nassif

O blog do Planalto agora resolveu responder à altura às manipulações da imprensa. Esta manhã, traz duas respostas, ao Globo e ao Estadão.

Aqui a postagem na íntegra
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Haiti: Quem é que privatizou o estado?

No blog Viomundo

por Bill Quigley, no Huffington Post

What the Mainstream Media Will Not Tell You About Haiti: Part of the Suffering of Haiti is "Made in the USA" (O que a mídia corporativa não vai te contar sobre o Haiti: Parte do sofrimento é Made in USA)

Parte do sofrimento no Haiti é "Feito nos Estados Unidos". Se um terremoto pode danificar qualquer país, as ações dos Estados Unidos ampliaram os danos do terremoto no Haiti.

Como? Na última década, os Estados Unidos cortaram ajuda humanitária ao Haiti, bloquearam empréstimos internacionais, forçaram o governo do Haiti a reduzir serviços, arruinaram dezenas de milhares de pequenos agricultores e trocaram apoio ao governo por apoio às ONGs.

O resultado? Pequenos agricultores fugiram do campo e migraram às dezenas de milhares para as cidades, onde construiram abrigos baratos nas colinas. Os fundos internacionais para estradas e educação e saúde foram suspensos pelos Estados Unidos. O dinheiro que chega ao país não vai para o governo mas para corporações privadas. Assim o governo do Haiti quase não tem poder para dar assistência a seu próprio povo em dias normais -- muito menos quando enfrenta um desastre como esse.

Alguns dados específicos de anos recentes.

Em 2004 os Estados Unidos apoiaram um golpe contra o presidente eleito democraticamente, Jean Bertrand Aristide. Isso manteve a longa tradição de os Estados Unidos decidirem quem governa o país mais pobre do hemisfério. Nenhum governo dura no Haiti sem aprovação dos Estados Unidos.

Em 2001, quando os Estados Unidos estavam contra o presidente do Haiti, conseguiram congelar 148 milhões de dólares em empréstimos já aprovados e muitos outros milhões de empréstimos em potencial do Banco Interamericano de Desenvolvimento para o Haiti. Fundos que seriam dedicados a melhorar a educação, a saúde pública e as estradas.

Entre 2001 e 2004, os Estados Unidos insistiram que quaisquer fundos mandados para o Haiti fossem enviados através de ONGs. Fundos que teriam sido mandados para que o governo oferecesse serviços foram redirecionados, reduzindo assim a habilidade do governo de funcionar.

Os Estados Unidos tem ajudado a arruinar os pequenos proprietários rurais do Haiti ao despejar arroz americano, pesadamente subsidiado, no mercado local, tornando extremamente difícil a sobrevivência dos agricultores locais. Isso foi feito para ajudar os produtores americanos. E os haitianos? Eles não votam nos Estados Unidos.

Aqueles que visitam o Haiti confirmam que os maiores automóveis de Porto Príncipe estão cobertos com os símbolos de ONGs. Os maiores escritórios pertencem a grupos privados que fazem o serviço do governo -- saúde, educação, resposta a desastres. Não são guardados pela polícia, mas por segurança privada pesadamente militarizada.

O governo foi sistematicamente privado de fundos. O setor público encolheu. Os pobres migraram para as cidades.

E assim não havia equipes de resgate. Havia poucos serviços públicos de saúde.

Quando o desastre aconteceu, o povo do Haiti teve que se defender por conta própria. Podemos vê-los agindo. Podemos vê-los tentando. Eles são corajosos e generosos e inovadores, mas voluntários não podem substituir o governo. E assim as pessoas sofrem e morrem muito mais.

Os resultados estão à vista de todos. Tragicamente, muito do sofrimento depois do terremoto no Haiti é "Feito nos Estados Unidos".

FONTE: viomundo
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Fábio Konder Comparato: o empresariado nacional tomou para si os meios de comunicação

Trecho da entrevista do professor da USP, advogado e jurista Fábio Konder Comparato à Agência Brasil

ABr: Vários veículos de comunicação disseram e repetiram que o PNDH 3 revoga a Lei da Anistia. Por que houve uma reação tão contundente da mídia contra o programa?

Comparato: A democracia exige a educação política do povo. Numa sociedade de massa essa educação se faz pelos meios de comunicação de massa. Eles ocupam um espaço público (rádio e televisão). O público significa espaço do povo não é do Estado nem de particulares. Nós conseguimos essa proeza no Brasil: esse espaço público foi apropriado por empresários. Eles são donos da televisão, donos do rádio e, por conseguinte, do espaço de comunicação pública. A Constituição exige, por exemplo, que toda a concessão pública seja precedida de licitação. Eu gostaria que você me lembrasse qual foi o caso de licitação de rádio e televisão aqui no Brasil. Politicamente, a grande arma que tem o empresariado nacional é a posse praticamente exclusiva desse espaço com o povo e do povo entre si. Então, não pode haver educação política. Toda vez que se fala em regulamentar o artigo 220 da Constituição [que no capítulo 5 trata da Comunicação Social] gritam que estão sendo massacrados pelo Estado e falam de censura. Esse é o principal problema da democracia hoje no Brasil. O país é o único do mundo onde não há lei de imprensa.

ABr: O senhor avalia que o momento pré-eleitoral também reverbera nas discussões sobre o PNDH?

Comparato: Provavelmente. Eu não vejo outra razão. Os pontos polêmicos do programa já constavam nas edições anteriores do PNDH e eram tratados de maneira mais incisiva e abrangente. Eu não me lembro que tivesse havido tanta celeuma, não houve nenhuma aliás, quando da publicação dos dois programas do governo Fernando Henrique. Isso está cheirando à campanha eleitoral antecipada.

Aqui a entrevista na íntegra
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