Atualização - em 30/6/2016, para incluir pesquisa IBOPE que, por ser favorável a Lula, não deu no JN apesar de ser notícia de interesse da população: e saber que a TV Globo, cuja função é verbalizar a realidade para as massas, é concessionária de serviço público e, como tal, é obrigada a prestar um serviço de jornalismo de qualidade, o que quer dizer, antes de tudo, ser imparcial, certo.
Preâmbulo
Aos fatos....
A prisão de Lula é fruto da não tão recente embora desconhecida doutrina americana da deslegitimação do voto e da democracia, o que tem resultado em golpes de Estado e prisão de candidatos do campo progressista que ameacem a hegemonia do Império e suas políticas regressistas.
O voto não vale mais...
Me lembro de uma época em que a área rural votava em peso no....PFL.
Naquela época, tudo bem: estava descartado o golpe: o voto era válido, etc etc...
O que aconteceu para que, de repente, o voto passasse a ser uma ameaça aos donos do mundo, senão a partir do momento em que bolivianos, argentinos, peruanos, equatorianos, uruguaios, venezuelanos e outros povos descobriram que o voto era uma arma de acesso à cidadania desde que votassem em plataformas progressistas, ou seja, não alinhadas aos interesses da banca, ou seja, das oligarquias nacionais e internacionais?
No mínimo estranho e questionável: se os donos do poder não querem que usemos o voto como arma, querem o que mesmo: que o povo tenha como única opção a arma?
O voto como arma...
Num texto que inclui nesta coletânea de links sobre o tema, Hillary Clinton, à época Secretária de Estado dos EUA, esboçou a doutrina no golpe, estávamos em 2009, quando ficamos sabendo na sequência e, via Júlio Assange/Wikileaks, o quanto os EUA tramava nos porões para dominar paises, mercados e territórios, sendo o Brasil, que se tornava uma grande potência, um fator incômodo para a hegemonia americana.
No que deu a doutrina da deslegitimação do voto.
O não voto atingiu 51% na Colômbia....60% no Egito.....52% no TO: e elegeu, no Brasil e mundo afora, os piores dos piores: João Dória, que fez sua campanha criminalizando a politica e os políticos, bem como afirmando tratar-se ele próprio de um "não político," ao assumir o cargo de prefeito de SP, foi bastante rápido na política de implantação do Estado mínimo para o povão e máximo para o barão...como assim, como alguém que se candidata a um cargo político pode deixar de dizer que não há outra saída senão pela política, entendida esta como a ágora onde se discute a polis, no caso, substituída pela não politica, uma tática para a deslegitimação da democracia, princípio que deu alicerce para derrubada de governos progressistas e eleitos pelo povo de onde deveria emanar, segundo a CF, todo o poder, ou seja, a soberania.
