23/10/2009

O "ufanismo' do Sr. Clovis

Esta é a síndrome da qual padecemos: temos medo de, ao apontarmos as conquistas de Lula, sermos vistos como ufanistas ou coisa e tal. Deste medo o Sr. Clovis não padece.

O problema é que ao fechcar os olhos para este Brasil desconhecido por nós, senti-me totalmente por fora quando dias atrás o Sr. Clóvis, porteiro do prédio onde moro apontou as realizações de Lula, uma a uma, em várias áreas:
Educação: várias escolas, muito mais do que se contruiu em décadas neste País.

Estradas: ferrovias em andamento, com o projeto do trem-bala em andamento
Segurança pública: atuação firme da PF
Habitação: fim do sistema da Era FHC, quando mais se pagava o financiamento mais se devia (ele me informou que realizou seu sonho, comprou um apartamento vizinho do prédio onde mora, a prestaçao menor do que ele iria pagar por um aluguel).
Etc
Etc

Pensei cá comigo mesmo: ué eu acompanho vários blogs todos os dias, eu não deveria estar informado sobre estes dados?
Foi quando perguntei ao porteiro onde ele colheu tais informações.

Ele: eu tenho um caderninho. Vou anotando tudo que o Lula faz.

Eu: onde você viu isso?
Ele: nos jornais e na Televisão.

Eu: mas a televisão esconde estes dados.
Ele: anoto o que posso, eles não comentam, falam rapidinho e anoto.

Foi quando vi que a blogosfera não é tão eficiente assim como o caderninho do Sr.Clovis, este é o nome dele.

Não basta apenos defendermos Lula dos ataques da mídia.
A blogosfera tem a obrigaçao de mostrar o que esta sendo feito, sem medo de ser chamada de ufanista ou coisa e tal.

Sob pena de passarmos a ser vistos, não como uma fonte de informação mas apenas como espaço de desabafo.

Vi hoje blogueiros ditos de esquerda pegando como gancho o espírito conciliatório de Lula, manifestado numa entrervista à Folha, para pichá-lo. Escreveram que ele(Lula) fez muitas concessões para a burguesia, como se a ruptura fosse possível.

Até o Azenha caiu nesta armadilha. Mas outros, como por exemplo Luis Nassif que, neste post, usou o humor para desconstruir a isca oferecida pelo Partido da Imprensa.

Foi justamente este espírito conciliatório de Lula que proporcionou, por exemplo, o PROUNI, o Bolsa Família, o aumento do comércio exterior, as relações com outros países, etc etc.

Isto é pouco?

Para quase 200 milhões de pessoas que precisam ser alimentadas o Brasil vai muito bem e obrigado.

Resta aos blogueiros não terem medo nem vergonha de dizer isso.
Que façam como o Sr. Clovis.
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Bessinha e a transposição de Zé Serra

Clique aqui e saiba mais sobre outras transposições de Zé Serra
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Clique aqui para ir à CPI do Judas

Sobre as grandes discussões contemporâneas

O comentário abaixo foi feito por Edson Medeiros na postagem de Rato, no blog do Luis Nassif - link ao final.

É o grande assunto nacional, estão todos comentando. Marina da Silva tb se pronunciou, vamos ouvi-la, ou melhor, lê-la (tá certo isso ai?):

Ah! Atentem para o último parágrafo onde se fala do PMDB. Foi a segunda entrevista que eu li que tem a mesma pergunta a primeira foi na entrevista com a CNBB.

Vai tentando Folha, vai tentando, alguém ainda cai nessa …

Da Folha Online

Foi uma metáfora infeliz, diz Marina Silva sobre declaração de Lula

A senadora Marina Silva (PV-AC) classificou nesta quinta-feira como uma “metáfora infeliz” a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha, Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. “Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”, afirmou Lula.

“Nem todas as metáforas são felizes e essa é uma metáfora infeliz. Obviamente que Jesus já nos mostrou que a aliança com Judas, quando a gente já sabe que ele é Judas, não deve ser feita. Jesus apostou que Judas poderia fazer diferente o tempo todo, mas quando ele se declarou Judas, não houve mais um lugar naquele momento. Foi uma metáfora infeliz”, afirmou Marina.

Questionada se o PMDB –que nesta semana fez um pré-acordo com o PT para as eleições de 2010– seria o Judas, Marina ressaltou que existem muitas pessoas sérias dentro do partido e que, se o assunto for generalizado, poderia cometer injustiças.

(…)

Fonte: Folha/UOL

Clique aqui para ler a postagem na íntegra

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O discurso de Lula

Por Ricardo Amaral


O problema com Lula não é falar demais; é ser ouvido por milhões
Como se esperava, a boa entrevista do Lula ao Kennedy Alencar repercute na imprensa por causa de duas irrelevâncias, destacadas pela edição da Folha: uma frase descontextualizada sobre jornalismo e uma comparação exagerada com Jesus Cristo. É mais do mesmo. Esse pessoal acha que Lula fala demais e fala bobagem. Só este ano já foram 220 entrevistas e outros tantos discursos nas mais diversas circunstâncias. É natural que deixe escapar frases infelizes, comparações inadequadas, exageros e injustiças. E daí? O dado objetivo é outro: Lula fala para dezenas de milhões, com objetividade e clareza; é ouvido e assimilado como nenhum outro presidente foi antes dele. Por isso incomoda tanto; por isso tentam repercutir o acessório e escamotear o conteúdo.

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Lula é um tipo raro de político, especialmente para o convencionalíssimo padrão retórico brasileiro. Ele se expressa com sinceridade, em público e no particular. Seu discurso é uma poderosa arma política, porque costuma dizer não só o que as pessoas comuns querem, mas o que elas precisam ouvir. Para arriscar uma comparação: o Winston Churchill da Batalha da Inglaterra (já ouço o espocar dos ovos). Grandes líderes percebem que a palavra sincera pode ser mobilizadora.

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O comum na política é a frase evasiva; é contornar o conflito para não agravar a realidade. Só raramente grandes políticos brasileiros usaram a retórica de forma eficaz. Leonel Brizola, depois do exílio, teve grandes momentos, mas o exemplo que me vem agora é Ulysses Guimarães, na promulgação da Carta de 1988. “Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”, ele disse, na cara dos generais, lembrando ao país que a obra da redemocratização ainda não estava completa.

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Fernando Collor estava certíssimo quando disse que nossa indústria automobilística só produzia “carroças”. De maneira consequente, lancetou uma ferida do orgulho nacional e obrigou a indústria a avançar. Também estava sendo sincero quando comparou a inflação a “um tigre que se abate com um tiro só”. O problema aí é que ele estava redondamente enganado, e quem pagou pelo erro foi o país.

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Ser sincero não é para qualquer um. Fernando Henrique se arriscou duas vezes nesse terreno e saiu-se mal nas duas. No caso dos “caipiras”, ele se referia a uma parcela de críticos provincianos ou com uma visão colonizada do mundo. Não estava errado, mas tentou ser coloquial e pareceu preconceituoso. No caso dos “vagabundos” detentores de aposentadorias precoces, indignas e injustas, tinha toda razão, mas tropeçou na péssima retórica (FHC é um conversador cativante de inteligência excepcional, mas um orador confuso e péssimo escritor). Nos dois casos, os demagogos fizeram a festa.

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Por experiência própria, Lula já deveria ter aprendido a evitar comparações de inspiração religiosa. A impressão que elas deixam costuma oscilar entre o messianismo e a blasfêmia. Futebol, agricultura e família sempre serão territórios mais seguros para a metáfora politica.

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Lula disse que, para governar o Brasil, Jesus Cristo teria de entrar em acordo com o partido de Judas. A comparação é de mau gosto, mas está bem próxima da realidade politica e institucional do país. Não dá para esperar que esse sistema (do qual Lula é parte necessária) se transforme por dentro. É mais consequente expor o problema como ele é (como Lula fez) e discutir como superá-lo (de fora para dentro), do que pedir a opinião do bispo. Se for pra discutir no campo, digamos, moral, que tal perguntar aos chefes do PMDB como eles se sentem no papel de Judas? E o pessoal do DEM?

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Lula disse também que, para ele, o papel da imprensa é dar notícias, sejam denúncias, sejam elogios, e não misturar preferência partidária com texto informativo. Resumiu parte desse pensamento numa frase infeliz: “Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar.” O mancheteiro devia ser condecorado com a Ordem da Jarreteira, aquela que tem como dístico “Honni soit qui mal y pense” (numa tradução livre: a maldade está na cabeça de quem a aponta).
Desde o impeachment de Collor, faz-se praça de que a imprensa investiga, denuncia, julga, condena e pune todos os poderes instituídos, sem perder o equilíbrio, a objetividade, a imparcialidade e o senso de justiça. Ufa! Mesmo quando se presta a manipulações políticas rasteiras, a imprensa precisa acreditar que está fiscalizando a República. Podia ser apenas uma ilusão, mas virou vício. Nossa imprensa quer ser protagonista da política sem ter de pagar o preço da definição partidária. Muito a favorece, nesse desvio, a mediocridade dos atores políticos, oposição e governo. A maioria compactua com essa visão distorcida da imprensa, por oportunismo, ou se rende a ela por covardia.

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Lula pode ter errado na forma, quando incorporou o autoconceito da imprensa “fiscal da República”, antes de negá-lo. Mas acertou de novo no conteúdo: nossos jornais estão misturando posição partidária com notícia, o que é notório pela pauta e pela hierarquização dos conteúdos. A demonstração cabal do que Lula diz é a repercussão da entrevista ã Folha. Ele falou sobre câmbio, juros, previsão de crescimento do PIB, os caso Vale e Oi, as relações com outros partidos, política externa, Dilma, Serra e um vasto etcétera. Mas nossa imprensa só fala de si. E de Judas. Dá mesmo a impessão de que não querem que Lula seja ouvido.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/24/o-discurso-de-lula/

O teatro infantil de O Globo

Luis Nassif - em seu blog
Sabe o que dói, dói de verdade, é saber o que estão passando os jornalistas de O Globo, sendo submetidos a esse vexame diário, a essa humilhação reiterada. A rapaziada mais nova se comporta como os jovens turcos, saindo à caça sem medo do ridículo. Mas e os que pensam em jornalismo, o Estado Maior de editores, repórteres mais experientes? Estudaram anos, ralaram, para serem submetidos a essa manipulação sem nenhuma arte, nenhuma sutileza.
Kamel conseguiu dois feitos extraordinários: transformar Patricia Kogut na única colunista com espaço cativo na home de O Globo (de dia, de noite, pelo computador, pelo celular) e reduzir aquele que estava a ponto de se transformar no melhor jornal do país a isto que se vê hoje em dia.
Ah, tem outra matéria também sobre Judas.
Aqui o texto que motivou este comentário de Luis Nassif
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Celso Lungaretti: De Lula-lá a Pilatos

Faço minhas as palavras de Lênin em Esquerdismo, doença infantil do comunismo
"(...) O extremismo esquerdista, em reação às capitulações social-democratas, rejeitava quaisquer compromissos: "uma tese pueril, que é inclusive difícil de levar a sério". Acrescenta ainda Lênin: "...toda história do bolchevismo, tanto antes quanto depois da Revolução de Outubro, está repleta de manobras, de acordos e de compromissos com outros partidos, sem excluir os burgueses". "Há compromissos e compromissos". Na realidade é preciso distinguir entre o compromisso que é capitulação diante da hegemonia do adversário, renúncia da própria autonomia política, e o compromisso que se tornou indispensável em função do nível das forças em luta, a fim de preservar as próprias fileiras e conseguir avançar, apoiando-se nas forças possíveis de serem unidas.(...)"
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Quem acompanha a blogosfera sabe que muitas vezes os comentários são muito mais inteligentes do que o próprio texto de um determinado autor, uma prova de que já se foi a era em que quando se publicava um artigo o mesmo continuava como saber incontestável.
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O texto encontra-se no final dos comentários.
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Diogo Costa (22/10/2009 - 16:28)
Gostaria de saber qual a alternativa política, econômica e social que o Sr. Lungaretti propõe para a situação atual do quadro político brasileiro. Ele talvez pense que o Brasil de 2009 é a Rússia de 1917... É muito fácil criticar e não propor alternativas viáveis, e por viáveis entenda-se não aquilo que é o nosso desejo, mas sim o que se pode fazer de acordo com a correlação de forças reais existentes na sociedade.Obrigado pelo espaço. Só para constar, sou comunista (da IV Internacional), filiado ao PT, e da tendência Democracia Socialista.
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jose carlos lima (22/10/2009 - 17:29)
Por Miguel do Rosário - em seu blog'
(...)aquele jeito ongueiro e reacionário de ser, que tanto prejudicou a esquerda durante a era da redemocratização. Aquela esquerda cabelo-no-suvaco, rancorosa, acadêmica, pusilânime na relação com a imprensa, eclesiástica, desprovida de astúcia, desleal, vaidosamente midiática, perdeu espaço para uma outra, com mais jogo de cintura, mais graça, experiente, popular, culta sem ser pedante, valente no enfrentamento da imprensa, leal, astuta, uma esquerda de mulheres bonitas e homens espirituosos. (...) Por isso insisto que a política não se resume às disputas mais visíveis - mas acontece também nos subterrâneos de cada consciência. Na literatura, na ciência, nas artes, na TV, no cinema. Na blogosfera, estamos bastante conscientes dessa competição: quem escreve melhor, quem leu mais livros, quem argumenta com mais elegância, tudo isso conta na guerra silenciosa e terrível que se trava no íntimo de milhões de mentes ainda inseguras quanto a seu caminho. Há toda uma geração de poetas no Brasil que lêem e admiram o senhor Olavo de Carvalho, que é um imbecil e um louco. (...)"
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Ronaldo Sanches (22/10/2009 - 18:09)
Foi assim que começou o golpe de 64, do qual o Lugaretti também foi vitima. A esquerda radical em vez de apoiar o Jango só sabia criticar, bem ao gosto da direita golpista, que agradeceu.
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22/10/2009 - 18:48)
Lungaret, meu filho, não foi só você que lutou contra a ditadura não, e o fato de ter lutado não lhe dá o direito de agir como o PIG, que coisa mais feia pinçar uma frase de uma oração e dar a ela o sentido que lhe convém. Marxistas Leninistas não fazem isso:FOLHA - A crítica básica do Serra é a seguinte: o Banco Central jogou fora na crise um bilhete premiado, que seria a oportunidade de baixar mais os juros sem custo. Agora, a crise acabou, a taxa está alta, pode ter que aumentar e jogou fora o bilhete premiado?LULA - Vivi os dois lados. Quando se é oposição, você acha, pensa, acredita. Quando é governo, faz ou não faz. Toma decisão. O Serra participou de um governo oito anos. Tiveram condições de tomar decisões e não tomaram. Obviamente, qualquer um que for presidente, tem o direito de tomar a posição que bem entender. É como jogador bater pênalti. Brincando todo mundo marca gol. Na hora do pega para capar, até pessoas como o Zico e o Sócrates perderam pênalti.
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francisco (22/10/2009 - 18:55)
cnbb não pensa, agrega um monte de politicos de direita.
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Renato Lira (22/10/2009 - 20:56)
Uma sugestão ao Celso:Candidate-se a presidente pelo PSOL; ou PSTU; ou PCO, ganhe a eleição e governe com essa ideologia purista, matusquela, ludista, sans-cullotte.E governe apenas com o apoio da base composta pelos citados partidos.E adote a guilhotina para abate quem reclamar de seu "governo progressista, revolucionário e salvador da pátria" para mostra ao "pelego Lula" como se faz.E mude o nome para Celso Robespierre Lungaretti.EVOÉ!!!
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Emília (22/10/2009 - 21:43)
Acho que tem alguma coisa errada aí.Esse texto deve ser ou do Jabor, ou do Clovis Rossi, ou da Catanhede, ou do Alexandre Garcia, ou da Miriam Leitão, ou do Reinaldo Azevedo, ou do Diogo Mainardi, ou do Olavo Carvalho, ou do Merval Pereira, ou do Sardemberg, ou do Boris Casoy, ou do Kamei, ou da Dora Kramer, ou do Noblat, ou de algum outro integrante desse mesmo time. Jamais uma pessoa verdadeiramente politizada, lúcida e comprometida com a luta pela justiça social escreveria esse monte de asneiras.Somente uma pessoa muito direitista ou cegada pelo fanatismo ideológico pode produzir um texto desse.
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adenilde petrina (22/10/2009 - 21:47)
até onde eu sei Judas fazia parte do partido dos zelotas que queria derrubar o domínio romano na Judéia e se juntou a Jesus na expectativa de que este fizesse a tal revolução e expulsasse os romanos de vez. Porém a proposta de Jesus era outra: uma revolução bem maior e Judas não entendeu daí a traição. E quanto aos políticos demo tucanos? eles traem mesmo o país e ao povo.... são falsários... com Judas daria até prá fazer aliança porque ele queria a potencia invasora fora de seu país e talvez uma vida melhor pro seu povo. Quanto a tucanos, demonhos, udr e outras cobras peçonhentas não é possivel aliança política. Eu entendí o Lula direitinho: tem traíras que são piores que Judas. Judas traiu porque tinha um projeto de seu grupo... ele queria os romanos fora, da mesma maneira que a gente quer fora esse políticos oportunistas e essa imprensa golpista. A gente sonha com um país mais justo e com menos desigualdade social e sem esses traidores do povo. A gente respeita judas que queria expulsar invasores, mas tambem quer um Jesus que quer mudar a mente do povo: pois o povo consciente é protagonista de seu destino.Jesus não era bobo. Chega de falsidades.
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Roberto Locatelli - São Paulo (22/10/2009 - 21:59)
Cheguei a divulgar a página de Celso Lungaretti em meu blog. Mas depois a tirei da lista, justamente por opiniões como essa.Como se não bastasse uma mídia furiosamente anti-Lula, como se não bastasse a truculência do coroné Gilmar Dantas, como se não fosse suficiente a traição de Marina, vem o Lungaretti querendo apedrejar o Governo Lula também.Sugiro que ele se junte a ex-esquerdistas como Demétrio Magnoli, Paulo Moreira Leite e outros. Acho que ele vai se identificar com eles.
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Fabio Passos (22/10/2009 - 22:52)
Leiam no excelente blog Georges Bourdoukan...
"Numa sociedade cuja cultura ainda é feudal e onde o exemplo das Capitanias Hereditárias é praticado diariamente, está mais do que na hora uma ação objetiva.Esse é um sistema que produz a cada dia, milhares, centenas de milhares de novos escravos pelo mundo, que nada mais são do que os excluídos, que vivem pior do que animais, já que estes não têm problemas com moradia ou alimentação.Alguém já viu uma ave sem ninho? Ou uma raposa sem toca? Seres humanos sem-teto há aos milhões; seres humanos sem-terra há aos milhões.É claro que seria ingênuo supor que um sistema planetário vai permitir qualquer mudança substancial sem que haja uma ruptura. A História é cheia de exemplos.Ruptura exige sacrifícios.Ninguém vai entregar os anéis em nome da solidariedade num sistema que faz da exploração e da exclusão prioridade única.Ninguém vai rasgar o mísero papel que lhe dá direito a latifúndios sem fim em nome da solidariedade.Ninguém vai compartilhar sua empresa com os funcionários só porque eles são a verdadeira razão da existência dessa empresa.A questão que se coloca é simples. Haverá coragem para a ruptura? Ou é mais fácil deixar tudo como está para ver como é que fica? Em todo o mundo, o que se vê é o sistema ruindo. E, se nada for feito, o planeta vai ruir com ele."
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Jair de Souza (22/10/2009 - 23:00)
Particularmente, acho que Lula poderia ter avançado mais do que fez nestes anos de governo. Gostaria que ele estivesse sendo muito mais agressivo em suas posturas relacionadas às oligarquias. Mas, daí a considerar que dá no mesmo ter Lula no governo ou FHC vai uma distância infinita. Apesar de meus gostos e desejos, tenho de reconhecer que não tem sido fácil para Lula governar em contra de quase toda a elite oligárquica do país e seus meios de comunicação. Lula governa sem contar com forças populares fortes e organizadas que pudessem forçá-lo a ir mais a fundo e, ao mesmo tempo, apoiá-lo quando dos contragolpes das oligarquias e de seus agentes. É muito fácil dizer que Lula deveria renacionalizar a Vale do Rio Doce e os demais bancos e empresas públicas entregues por FHC ao capital imperialista. Lula também não conta com um respaldo real nas forças armadas, as quais poderiam facilmente ser cooptadas para iniciativas golpistas no primeiro indício de que estaria havendo um rompimento com as estruturas sociais existentes. Se realmente queremos que haja avanços substanciais, o primeiro que devemos fazer é organizar e fortalecer os setores populares para deixar claro a Lula e a todos que há força suficiente para garantir o avanço. Caso contrário, embora façamos uso de um linguajar de esquerda, estaremos na verdade sendo funcionais para a direita oligárquica antipovo. A quem serviu o esquerdo-moralismo de Heloísa Helena nas eleições passadas? Seguramente, não às forças populares!
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Nonato (22/10/2009 - 23:40)
Não concordo com uma palavra sequer desse senhor, mas defenderei até o fim seu direito de dizê-las....blá, blá, blá, ......

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Continue lendo
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Atualização

Celso Lungaretti (23/10/2009 - 11:18)
Detesto intervir em discussões de leitores sobre artigos que escrevo, pois é espaço alheio e eu já me manifestei na minha tribuna.

Mas, é muito irritante essa mania dos autoritários e monolíticos, de desqualificarem o adversário, ao invés de confrontarem honestamente sua verdadeira argumentação.

Eu realmente não acredito na democracia burguesa como solução para os problemas brasileiros, mas sim na organização autônoma dos cidadãos, contra o capitalismo e contra o Estado. Sou 100% coerente com a minha opção política pelo anarquismo.

Isto não quer dizer que pregue a entrega do poder para este ou aquele. Apenas que tanto importa, para um anarquista, quem esteja gerindo o estado burguês, se esse estiver priorizando os interesses burgueses.

Desde que fiz minha opção revolucionária, aos 16 anos, sempre li e ouvi que o que realmente define o caráter de um governo é sua política econômica.

A do Lula, tanto quanto a do FHC, é a política que fez com que os bancos ganhassem tanto quanto nunca antes haviam ganhado neste país. São os mais rentáveis do mundo.

Corri todos os riscos de lutar contra a pior ditadura que o Brasil já conheceu, aos 17 anos de idade. Saí mais morto do que vivo, com uma lesão que carrego até hoje, para nunca esquecer. Vários amigos e companheiros queridos morreram.

Hoje, aos 59 anos, luto com outras armas, mas a mesma convicção. E percorro o País motivando as novas gerações a escolherem um caminho mais solidário, em palestras e outros eventos.

Ao autor

Caro Lungaretti, dizer-se adepto do anarquismo é muito vago e não apaga incompreensões do leitores em relação ao seu texto.

Sim, houve exagero por parte dos leitores, no entanto isto ocorreu por sua culpa ao não deixar claro no seu texto seu ideário, pois que sem isso o seu texto coincide com os textos que estão hoje na midia imprensa da direita.

Na tentativa de entender oseu ideário, que até então ausente no seu texto, baseado nas referências que você mesmo apontou, penso que deva ser esta a sua base teórica, posso estar enganado.
http://www.rio.rj.gov.br/arquivo/anexo/anarquismo_texto_agcrj.pdf

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Discutindo a metáfora

Por Luis Carlos Azenha - em seu blog

"(...)A falsa polêmica sobre as declarações de Lula de que, se necessário, Jesus faria acordo com Judas em nome da governabilidade, não deixa de ser reveladora da estreiteza de nosso debate político. Querendo marcar pontos junto à opinião pública, opositores distorcem as declarações para dizer que Lula "fala com Cristo", cometeu algum tipo de heresia ou foi infeliz na metáfora.

Politicamente, Lula falou uma verdade incômoda para todos os progressistas e todos os candidatos à presidência da República que se apresentam como progressistas. Não dá para governar o Brasil sem alianças que impliquem na rendição prévia aos interesses da elite brasileira que descrevi acima. Os limites da mudança são dados antes mesmo de cada eleição presidencial.

E a sociedade brasileira, cada vez mais conectada e informada, tem pressa. Vivemos uma profunda crise social, da qual os meios não se dão conta por estarem unicamente interessados em noticiar para e em defesa da elite política e econômica. A crise sai nos jornais via noticiário policial: explosões de violência nos morros do Rio, confrontos nos trens de subúrbio cariocas, enfrentamentos entre moradores e a polícia em Heliópolis e outros bairros de São Paulo. A questão social sempre foi e continua sendo tratada essencialmente como um problema de polícia, no Brasil. A simples existência das polícias "militares" é uma demonstração clara disso.

Um aspecto pouco analisado da recente entrevista do presidente Lula diz respeito ao fato dela ter sido dada logo depois do fechamento da aliança PT-PMDB. Lula escolheu a Folha de S. Paulo, um jornal que tem entrada junto ao empresariado paulista. Em minha modestíssima opinião, o recado dele aos empresariado paulista foi claro:

Sou um realista político e jamais endossarei rupturas. É melhor mudar com Dilma do que embarcar em "aventuras". Vocês sabem muito bem que nem de esquerda eu sou.

À direita a oposição entendeu e tentou usar algumas opiniões e metáforas presidenciais para desqualificar o conteúdo da mensagem. À esquerda a mensagem de Lula foi entendida e causou desconforto por Lula ter prometido, indiretamente, que Dilma será mais do mesmo: um reformismo cauteloso que manterá intocados os interesses essenciais da elite brasileira.

Politicamente, a manobra de Lula é muito inteligente. Ele ocupa o centro político, incorpora a "moderação" diante dos "radicais" à esquerda e à direita. O único problema é saber se as demandas sociais, que se multiplicam junto com as tecnologias de informação, cabem dentro do velho molde de uma aliança entre o PTB e o PSD em pleno século 21.(...)"

A esquerda morreu. Viva a esquerda.
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Por Miguel do Rosário - em seu blog
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"(...)Acredito que Azenha e Lungaretti representam um segmento importante da opinião na blogosfera, e por isso, quando os cito, penso em todo um gupo.
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Outra observação: eu gostei do texto do Azenha. O debate com o texto dele é uma contribuição crítica. No caso do Lungaretti, com perdão da palavra, achei apenas uma diatribe adolescente. O fato dele ter 59 anos não significa nada. Os romanos tem uma frase que diz que cabelos brancos significam apenas velhice, não sabedoria.
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Não quero dizer que Lungaretti não seja sábio, mas que esse post em particular, na minha opinião, é uma tolice e não vou comentar agora. Amanhã, talvez, falo o que eu penso do anarquismo e como ele tem sido usado e abusado como refúgio de nefelibatas. Eu já me declarei anarquista e já li os clássicos do anarquismo e terei algumas palavrinhas sobre isso. Adianto apenas que Lungaretti ecoa um saudosismo que é muito mais cultural e, porque não, sexual, do que político. Quando ele fala em "idealistas" que acreditaram em Lula, ele se refere à meia dúzia de bêbados de botequim que, de qualquer maneira, provavelmente nem nunca votaram no metalúrgico. (...)"
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Segue abaixo link para ótimo texto sobre o discurso de Lula
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22/10/2009

Não seja um PO***

*** OP quer dizer Perdedor de Oportunidades

Caro Miguel do Rosário,

Você merece.
Parabéns, estou feliz com a solidariedade dos leitores.

Dias atrás vi na TV Brasil a Leida Nagle debatendo com um grupo de jovens empreendedores. O segredo deles foi aproveitar oportunidades, seja aquilo que as pessoas lhes ofereceram, ate a crise virou oportundiade para eles alavancarem seus ganha-pães,

Muitos que acompanham o mundo pela blogosfera não gastam mais dinheiro com assinaturas tipo Veja, Folha, etc, grana que poderia ser reservada para reforçar a blogosfera que, com certeza, será o motor impulsor deste novo Brasil.

Esta grana que foi economizada com o cancelamento das Folhas, Globo, Estadões e Vejas, poderá ser investida na blogosfera, mediante a ajudar aos blogs independentes que, é claro, não recebem ajuda das "Vales" da vida, pois como se se sabe, a Vale, apeser de ter participação estatal, é dominada por tucanos e o que eles tem aprontado na Vale nós já sabemos, só falta uma CPI para tornar pública a sujeira.

Então esqueçamos da Vale ajudando a nossa blogosfera, muito pelo contrário, o que a Vale puder fazer para nos prejudicar, fará,
Anuncios-da-vale-um-novo-mensalão

Lembro-me que, por ocasião da primeira eleição de Lula, primeira ou segunda, não me lembro ao certo, existia um blog muito bom, o nome era "informante", um ponto de encontro de todos nós.

Num belo dia o blog parou de ser atualizado sem maiores explicações até ser deletado. Seus editores não vieram a público contar o que estava ocorrendo, ficamos sabendo depois que era por questão financeira.

Ao invés de encerrrar o blog, o pessoal do "informante' deveria ter vindo a público, ter aberto o jogo e pedido ajuda, como fez o Miguel do Rosário, ao invés de sumir sem deixar rasto.
Lembro-me que também Agência Carta Maior passou por uma crise e quase fechou, no entanto veio a público dizer o que estava ocorrendo, recebeu ajuda e continuou.

Voltando ao caso do "informante".

Ao inves de sumir, o pessoal do "informante" deveria ter feito ao menos uma campanha estabelecendo como meta adquirir 1000 leitores que pagassem, cada um, 1 real cada.
Este valor, que não deixaria ninguém mais pobre, seria programado pelos leitores em suas contas correntes para cair auto0mática e mensalmente na conta do blog durante 12 ou mais meses.

1a. meta: alcançar 50 assinantes.
2a. meta: 100 assinante
3a. meta: 150 assinantes....e assim por diante.

Ontem estive conversando com o porteiro do prédio onde moro.
Ele me contou tantas obras que o Lula fez e está fazendo, em todas as áreas, educação, ferrovias, casas (que na Era FHC quanto mais o comprador pagava mais devia, lembram-se?),

Senti-me bastante desatualizado, ele me contou muita coisa, foi quando vi que não existe nenhum blog cujo recorte seja mostrar somente as obras de Lula, ou seja, abordando somente este assunto, trazendo números, fotos das obras, etc.
Exisste esta demanda porque a imprensa brasileira não mostra, a não ser quando Lula vai às obras, como fez recentemente no canteiro da transposição do Rio São Francisco o que, por sinal, quase provocou um golpe de estado comandado por Gilmar Dantas, digo Gilmar Mendes, o eterno garoto de recado de FHC.
Falando nisso, o Gilmarzão já decretou a prisão domiciliar de Lula por causa da sua visita ao São Francisco?
Voltando ao assunto do blog dirigido a mostrar as obras de Lula...
Alguém se habilita?
Da minha parte não posso porque ralo o dia todo, já tenho um blog que não estou dando conta de atualizar, não por questão financeira, isso não, mas por falta de tempo mesmo, tenho que bater ponto em horas marcadas.
Falando nisso, tenho que sair agora, correndo para bater o ponto.

21/10/2009

Direita abusada

Zé Agripino Mala é um escárnio, aquela voz impostada, Gilmar Mendes não fica atrás,

agora ele (Gilmar) quer que Lula viaje pelo País que o elegeu. Isto não ocorreu nem na ditadura militar. É inconcebível que se negue ao presidente de um País o direito de ir e vir. Pelo visto, Micheletti está fazendo escola. Honduras é aqui? Este texto sobre o assunto no portal Vermelho é bastante elucidativo.

Resposta de Marco Aurélio

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, foi um dos mais veementes na resposta à Gilmar Mendes. Segundo Garcia, o presidente do STF deveria se resguardar e se manifestar apenas nos julgamentos que comanda. ( Grifo nosso)

- O presidente do STF, em geral, deve falar nos autos, não deve falar em outras ocasiões, na minha modestíssima opinião - disse Marco Aurélio à Agência Brasil
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