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23/11/2009

Mais um desabamento em SP

Dias atrás pedestres andavam pelas ruas de SP quando o chão se abriu, buracos enormes engoliram as pessoas.
Fosse a Marta a prefeita o buraco teria ficado famoso e lembrado a todo momento como "O Buraco da Marta"
Dias depois foi a vez do metrô desabar, matando várias pessoas.
Há uns dois dias, um shoping center foi ao chão, ferindo vários cidadãos.
Há pouco tempo desabou também um viaduto, sendo que o Google apagou as fotos da tragédia para asssim ser preservada a imagem de Zé Serra como "grande gestor".
Agora foi a fez do desabamento do cenário do Chiclete com Banana
Por coincidência, o prefeito de São José dos Campos é Eduardo Cury (PSDB)
Deve ser este o jeito tucano-demo de governar
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Caso Battisti: Lula tem “perfeito embasamento constitucional”

A concessão da extradição de um estrangeiro que se encontre no território brasileiro, para atender a um pedido formulado pelo governo de um Estado estrangeiro, é um ato de soberania do Estado brasileiro, que deve ser praticado com absoluta independência e tendo por base jurídica superior às disposições da Constituição brasileira.

Por Dalmo Dallari*, no Jornal do Brasil

Evidentemente, devem ser levados em conta, na decisão do pedido, os compromissos assumidos pelo Brasil, tanto por meio de adesão a documentos internacionais como pela assinatura de tratados, mas o atendimento de tais compromissos não tem prioridade sobre a obrigação jurídica de respeitar e aplicar a Constituição brasileira. Agradar ou desagradar ao governo solicitante da extradição é um dado secundário no exame das disposições constitucionais, não devendo ter qualquer peso na decisão de conceder ou não a extradição.

Tudo isso deve ser levado em conta na decisão que será tomada pelo presidente da República relativamente ao pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, formulado pelo governo da Itália. Na última sessão do Supremo Tribunal Federal, que tratou da questão, foram tomadas duas decisões fundamentais.

A primeira reconhecendo a legalidade formal do pedido de extradição, ficando assim afastada a hipótese da existência de alguma ilegalidade que impedisse a apreciação do pedido. A Lei número 6.815, de 1980, que dispõe sobre a situação jurídica do estrangeiro no Brasil, diz no artigo 83 que nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade do pedido.

Como bem assinalou a eminente ministra Carmen Lúcia, o pedido de extradição começa e termina no Poder Executivo mas passa obrigatoriamente pelo Supremo Tribunal Federal, que, no desempenho de sua função precípua, que é a guarda da Constituição, verifica previamente se estão satisfeitos os requisitos legais. Essa decisão não é terminativa, não resolve se o pedido de extradição será ou não atendido, mas é de extrema importância para salvaguarda da Constituição e dos direitos que ela assegura.

A segunda decisão do Supremo Tribunal Federal foi no sentido de reconhecer que a palavra final sobre o pedido de extradição cabe ao presidente da República. É importante assinalar que o Supremo Tribunal Federal não determinou, nem poderia fazê-lo, que o presidente conceda ou não a extradição. Em termos constitucionais, a decisão sobre essa matéria enquadra-se no âmbito das relações internacionais do Brasil.

E a Constituição é bem clara e objetiva quando estabelece, no artigo 84, que “compete privativamente ao presidente da República manter relações com Estados estrangeiros”. Diariamente os jornais brasileiros dão notícia de encontros, negociações e decisões no âmbito internacional, nas mais diversas áreas de atividades, como a economia, o meio ambiente, a proteção da saúde, o respeito aos direitos humanos e muitas outras questões que se colocam no relacionamento entre os Estados. E em todos esses casos o Brasil é representado pelo Poder Executivo, que tem na chefia suprema o presidente da República, a quem compete, privativamente, manter relações com Estados estrangeiros.

Assim, pois, já tendo o reconhecimento da inexistência de ilegalidades, por força da decisão do Supremo Tribunal Federal, cabe ao presidente da República fazer a avaliação do conjunto de circunstâncias que cercam o pedido de extradição, levando em conta, sobretudo, as disposições da Constituição brasileira.

No caso em questão, em que o governo italiano pede a extradição de Cesare Batistti, existe um ponto essencial: os crimes de que Battisti foi acusado já foram qualificados anteriormente, pelo governo italiano, como crimes políticos. Com efeito, numa das ações do grupo a que pertencia Battisti foi morto um homem, Torregianni, e seu filho, que se achava no local, foi gravemente ferido, sendo obrigado, desde então, a locomover-se em cadeira de rodas.

Um dado fundamental é que, desde então, o governo italiano vem pagando pensão mensal ao jovem Torregianni, por reconhecer que ele foi vítima de crime político. A legislação italiana prevê esse pensionamento somente para vítimas de crime político, excluídas as vítimas de crime comum.

E nos termos expressos do artigo 5º, inciso 52, da Constituição, “não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião”. Como fica evidente, o Presidente da República deverá decidir se concede ou não a extradição de Cesare Battisti, mas sua decisão não poderá ser arbitrária, devendo ser consideradas, obrigatoriamente, as disposições da Constituição brasileira.

O fato de existir um tratado de extradição assinado pelos governos do Brasil e da Itália não se sobrepõe à Constituição, não tendo qualquer fundamento jurídico uma eventual pretensão do governo italiano de fazer prevalecer o tratado sobre a Constituição. Ao que tudo indica, deverá ser essa a decisão do presidente da República, que terá perfeito embasamento constitucional.

Obviamente, essa decisão irá desagradar ao governo italiano, podendo-se esperar uma enxurrada de ofensas grosseiras ao Brasil e ao seu governo, como já ocorreu anteriormente, quando se anunciou que o pedido de extradição dependia de exame do Supremo Tribunal Federal e de posterior decisão do chefe do Executivo. Mas a decisão de negar a extradição não terá qualquer consequência jurídica negativa para o Brasil, que, pura e simplesmente, terá tomado uma decisão soberana, no quadro normal das nações civilizadas, regidas pelo direito.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=119836
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Minha opinião

Este texto de Dallari encerra a questão, pois que a esclarece de uma vez por todas.
Segue esta publicação da Carta Maior

“Judiciário não pode capturar prerrogativas do Executivo”

Em entrevista à Carta Maior, o ministro da Justiça, Tarso Genro, fala sobre o caso Battisti e suas repercussões políticas. Para ele, esse debate vai além de questões técnicas sobre a extradição, envolvendo visões diferentes sobre a democracia, o Estado de Direito e a Soberania. Tarso Genro critica a tentativa de alguns juízes do STF de avançar sobre prerrogativas do Executivo e estranha o silêncio na mídia sobre os precedentes existentes no Supremo, que apóiam a decisão contrária à extradição, e também sobre outras concessões de refúgio feitas pelo Ministério da Justiça, como as dadas a dezenas de bolivianos, ligados à oposição de direita, que realizaram ações armadas contra o governo Evo Morales.

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Gugu trava máquina do IBOPE

Até as Organizações Globo tem seu dia de apagão

Por Sérgio Troncoso

Ibope trava quando Gugu estava a dois passos de bater Globo

Como um mistério sobrenatural, o Ibope travou neste domingo (22), por volta de 22h, justamente quando o Programa do Gugu estava subindo bem, deixando a Record com 14 pontos contra 16 da Globo.

E, para quem não sabe, Ibope, para a televisão, é como bússula para navio em navegação. A maquininha dos números começou a dar problema a partir das 20h15, quando os resultados apareciam com cerca de 8 minutos de atraso. Às 21h, o atraso chegava a 20 minutos na tela.

Às 22h o Ibope desapareceu. Coincidentemente, Luciano Huck apareceu no Twitter falando cobras e lagartos, afirmando que o Programa do Gugu copiava o Caldeirão dele. Como se na televisão isso fosse novidade. Ai, Huck, com tanta hora para reclamar, vai fazer isso bem quando o Ibope para?

FONTE: Luis Nassif

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20/11/2009

Caso Battisti não causará crise entre Brasil e Itália, diz Genro

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta sexta (20) que não teme uma crise diplomática entre a Itália e o Brasil caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decida pela não extradição do ex-ativista e escritor italiano Cesare Battisti. O governo brasileiro concedeu abrigo a Battisti, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que ele deve ser extraditado, mas ao mesmo tempo deixou a palavra final para o presidente da República.
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Tarso Genro citou as declarações de alguns ministros italianos que, segundo ele, deixam claro o caráter político do pedido. "Eu tenho observado a declaração de alguns ministros italianos. São declarações que não só confirmam que é uma questão política entre dois Estados, como também que o Battisti cometeu delitos políticos no âmbito daquela violência que se desencadeou na Itália naquele período", afirmou Tarso Genro, referindo-se aos anos de 1977 e 1979, quando Battisti teria supostamente cometido os crimes pelos quais foi condenado à prisão perpétua."
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As declarações demonstram que há uma nítida visão persecutória de alguns ministros, de alguma parte do governo italiano. É uma visão mais de ´vendetta´ (vingança) do que de cumprimento de pena de algum crime que alguma pessoa cometeu há 36 anos", disse.
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Tarso Genro foi além, disse que as declarações feitas pelos ministros italianos são grosseiras e que até autorizariam qualquer pessoa, que estivesse nas mesmas condições do Battisti, a pedir novamente o refúgio político.
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"Se faltava alguma prova de que o fato é político e que existe o interesse persecutório, as palavras desses ministros, grosseiras muitas vezes, demonstram que a tese do meu despacho está correta", completou.
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Algumas das declarações que irritaram Tarso Genro teriam sido feitas pelo ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa. Em novembro do ano passado, La Russa se referiu a Battisti como terrorista e declarou: "Cesare Battisti será objeto da minha atenção quando estiver em prisões do nosso país".
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Outra declaração que provocou as autoridades brasileiras e chegou a ser citada pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, foi feita pelo deputado Ettore Pirovano, do partido conservador Liga Norte. Ao comentar o refúgio político concedido por Tarso Genro, o deputado ironizou: "Não me parece que o Brasil seja conhecido por seus juristas, mas sim por suas dançarinas. Portanto, antes de pretender nos dar lições de direito, o ministro da Justiça brasileiro faria bem se pensasse nisso não uma, mas mil vezes", disse o deputado italiano que faz parte da base do governo.
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Tarso Genro destacou semelhanças entre o caso do italiano e o de Olga Benário Prestes, militante comunista alemã, de origem judia, que foi entregue pelo governo de Getúlio Vargas para forças nazistas. E morreu em 1942, na câmara de gás no campo de concentração de Bernburg."
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O caso da Olga Benário foi uma decisão tecnicista na época do governo de Getúlio Vargas. Ela tinha sido acusada de ações militares e, naquele momento, o regime da época entendeu que não era crime político. Um raciocínio tecnicista que não levou em consideração a natureza das disputas políticas", afirmou."
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Se existe alguma analogia ou não entre os dois casos eu não seria capaz de responder neste momento, mas que tem uma certa semelhança tem. Contextos históricos não são iguais, mas o que está se discutindo, em última análise, é se um militante de ultra esquerda que aos 22 anos, há 36 anos, em um contexto de violência, era ou não um militante político. Na minha opinião sim. Pessoas que cometeram atos dessa natureza na Itália estão abrigados hoje em vários países do mundo, inclusive aqui no Brasil", considerou.
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Fonte: Agência Brasil
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A lição de Umberto Eco contra o fascismo eterno

Da Redação - Carta Maior
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O caso Cesare Battisti é, além de um teste privilegiado para se saber se a democracia, no Brasil, já conseguiu efetivamente fincar alguma relação real com a nossa história, uma ocasião que pode nos ensinar, de modo igualmente privilegiado, algumas lições sobre o significado do fascismo, bem como de sua sempre alegada ausência no Brasil e nos dias que correm, mundo afora, como na Itália de Berslusconi. Que a homenagem que o atual ministro da Defesa italiano prestou aos soldados fascistas de Mussolini no ano passado sirva para desfazer enganos quanto à natureza do compromisso democrático do atual Executivo italiano. Um texto memorável de Umberto Eco ilumina este debate.

Há duas palavras cujo uso abundante contrastam de modo radical com seu alto grau de importância: são elas a democracia e o fascismo. Esta última palavra tem frequentado menos o noticiário do que deveria, talvez pense alguém realmente comprometido com a democracia. Já a palavra democracia abunda tanto como se esvazia de qualquer relação com a realidade, sobretudo na perspectiva monolítica da imprensa das grandes famílias do Brasil. O caso Cesare Battisti é, além de um teste privilegiado para se saber se a democracia, no Brasil, já conseguiu efetivamente fincar alguma relação real com a nossa história, ocasião que pode nos ensinar, de modo igualmente privilegiado, algumas lições sobre o significado do fascismo, bem como de sua sempre alegada ausência no Brasil e nos dias que correm, mundo afora, como na Itália de Berslusconi.
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Decisão do STF foi chocante e ilógica, diz Celso Bandeira de Mello


Por Marco Aurélio Weissheimer - na Carta Maior

O voto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, desempatando a votação no caso Battisti a favor da extradição e defendendo que o presidente da República deveria se curvar a ela abriu uma polêmica no meio jurídico. Em entrevista à Carta Maior, o professor Celso Antônio Bandeira de Mello classifica a postura do presidente do STF, Gilmar Mendes, de chocante e ilógica. "O princípio que está por trás do habeas corpus e da extradição, ou no caso da prisão perpétua, é o mesmo: favorecer a liberdade quando o tribunal está dividido. Neste sentido, a decisão do STF é chocante e fere a lógica mais comezinha", diz o jurista.
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A Folha e o samba do rábula doido

Por Luis Nassif - em seu blog

Depois que Otávio Frias Filho assumiu a Folha – com a morte de Otávio Frias de Oliveira – a Folha se transformou em uma mixórdia ideológica e editorial.

Antes, cultivava uma espécie de anarquismo de centro-esquerda. Atacava todos mas, nos grandes temas, adotava uma posição que se poderia chamar de progressista. Era uma anarquia previsível e aceita por seus leitores.

Com o afastamento do seu Frias, Otavinho decidiu atrelá-la ao pensamento neocon e ultraliberal – vinte anos depois da onda neoliberal ter começado e quando já estava em fase agônica. Terceirizou sua linha editorial para a Veja.

As consequências estão aí, nesse editorial sobre a votação do Supremo.

O STF conclui que a decisão de extraditar ou não é um ato de vontade do Executivo. Simplesmente se curva ao que a Constituição determina. Aliás, talvez Otávio não saiba, mas o STF é o guardião da Constituição. E mesmo nessa composição medíocre atual, a maioria decidiu acatar a Carta Magna.

O que diz o editorial da Folha?
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O caso das fotos apagadas pelo Google a pedido de Zé Serra

Imagine um país onde a impensa passe a pautar as instituições e os partidos políticos e até fazer oposição e determinar o que os artistas podem e não podem fazer.
A última novidade foi a instauração, na imprensa, de um departamento de censura.
Como a imprensa está empenhanda em construir a imagem de Zé Serra como um grande gestor, as imagens do desabamento do viaduto do "Rouboanel" estavam provocando danos.
Por isso as imagens do Google relativas ao assunto foram apagadas.
Para quem quer dar olhada nas imagens censuradas, o FBI as publicou.
Será mesmo que ninguém morreu neste acidente?
Até o momento as reporcagens sobre este fato foram de uma formidável assepsia, nada de sangue, pessoas feridas ou mortas.
E viva o "grande gestor" Zé Serra.
mais-fotos-do-apagao-do-rodoanel-do-serra/

Isto também
ja-que-os-sites-de-busca-nao-mostram-ai-vao-mais-fotos-do-apagao-do-rodoanel-do-serra/

Isto
josias-de-souza-nao-escreveu-besteira-sobre-o-apagao-do-rodoanel-do-serra/

Isto
organizacoes-serra-google-yahoo-altavista-bing-sera-a-proconsult-de-2010-em-acao/

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Abaixo a censura no Google: veja as fotos do apagão do robanel

Por Paulo Henrique Amorim - em seu blog

Em tempo: antigamente, bastava dar três telefonemas: para o Dr Roberto (Marinho), Seu Frias e para o Ruy Mesquita. (O Robert(o) Civita vinha no bolo. Não precisava perder tempo com um telefonema pra ele.) E a censura funcionava. Assim se fizeram os tucanos de São Paulo. Exemplo: Fernando Henrique pôde ficar 18 anos sem reconhecer o filho . Hoje, hoje a censura tem que ser também 2.0. Se não, não funciona ….
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Hoje é Dia da Consciência Negra


A conversa de Lula e dona Canô

Por Nilson Fernandes - no blog do Luis Nassif

Nassif, li esta notícia no Diário de Pernambuco.
Na terça, à noite, Lula tomou a iniciativa e ligou para a casa da família de Caetano. “Atendi e do outro lado veio a mensagem da secretária: “Boa noite, é do gabinete do presidente, ele queria falar com a dona Canô”, relata Rodrigo, que atendeu a ligação. ” Passei para o quarto, onde minha mãe estava”. De acordo com ele, a ligação durou “pouco mais de cinco minutos”. Lula disse que soube que dona Canô queria falar com ele e quis tranquilizá-la, “não fique chateada, não fique preocupada, porque gosto muito da senhora e gosto do Caetano também”, disse, de acordo com Rodrigo. “Está tudo bem, essas coisas acontecem”. O presidente também manifestou o desejo de “dar um abraço” na matriarca hoje, quando estará em Salvador para participar das comemorações do dia da consciência negra. ” Minha mãe foi dormir mais tranquila e emocionada”, diz Rodrigo, que disse não saber se será possível promover o encontro entre o presidente e ela. ” Agora, definitivamente, esse assunto está esclarecido com todos as partes e encerrado.

FONTE: Luis Nassif
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19/11/2009

Mello interrompeu escalada golpista

Por Maria Inês Nassif - no blog do Luis Nassif

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao pedido de extradição do ex-militante da esquerda armada Cesare Battisti, feito pelo governo italiano, marca o auge de uma escalada “autonomista” do tribunal, entendida não como exercício de autonomia na decisão judiciária em relação a pressões externas contra liberdades individuais e coletivas, mas como o exercício de um poder de Justiça que se sobrepõe aos demais poderes constituídos. O voto do ministro Marco Aurélio Mello, que na semana passada empatou a votação do plenário – desempatada ontem, contra Battisti, pelo voto do presidente do tribunal, Gilmar Mendes -, é um alerta sobre essa escalada. Para Mello, a invasão do STF à seara do governo federal, em uma decisão sobre política externa, remete “à pior ditadura, a do Judiciário”, porque é uma ação inconstitucional praticada pelo tribunal cuja maior prerrogativa constitucional é a de zelar pela Carta Magna.
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Legislação dá a Lula poder de negar extradição de Battisti
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O tratado de extradição entre Brasil e Itália permite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva negar a entrega do ex-ativista italiano Cesare Battisti ao seu país de origem, basta demonstrar que ele poderá correr o risco de ser submetido a "atos de perseguição e discriminação por motivo de opinião política", o que de fato acontece. O tratado foi assinado em Roma em 1989 e ratificado pelo Congresso em 1993.
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Minha opinião

Esta decisão do STF reconhecendo a prerrogativa do Executivo de conceder refúgio
e não a "ditadura do judiciário" (este termo aspado é do ministro Marco Aurélio Mello) deveria ter sido unânime.
É bastante preocupante que 4 ministros tenham entendido que tal prerrogativa não é do presidente.
É que está claro na Constituição Federal que conceder refúgio a estrangeiro é uma das atribuições do presidente, no entanto 4 ministros, por uma questão político-ideológica, decidiram ao contrário do que determina o preceito constitucional.
O STF existe prá que?
Prá proteger ou prá rasgar a Constituição?
A não ser que o STF seja composto por leigos em assuntos jurídicos.
Honduras é aqui?
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18/11/2009

Gilmar Mendes vota pela extradição de Battisti

Conforme era aguardado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, votou nesta quarta (18) a favor do pedido de Extradição do italiano Cesare Battisti. Na última sessão, a votação terminou empatada em 4 a 4, cabendo ao presidente da Corte o voto de minerva. Os ministros agora estão discutindo os termos da excução da decisão.

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“Tenho que o contexto em que praticados os quatro crimes de homicídio atribuídos a Cesare Battisti rigorosamente permite classificar como comuns as condutas”, disse Mendes, divergindo do parecer do ministro Marco Aurélio para quem o italiano merece a condição de refugiado político.

Com o posicionamento de Mendes, o Supremo, quanto ao mérito, foi favorável à extradição de Battisti, por cinco votos a quatro. Dois ministros decidiram não votar alegando questões de foro íntimo: José Antônio Dias Toffolli e Celso de Mello. Resta ainda decidir se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será obrigado a acatar essa decisão. Nessa decisão, todos os ministros votarão.

Essa apreciação é necessária na medida em que a matéria refere-se a uma questão internacional, que envolve relações entre o Estado brasileiro e a Itália e, por isso, de competência do chefe do Executivo.

Em recente viagem à Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou que deverá acatar a decisão do STF, caso o tribunal assim determine. Lula disse em pronunciamento à imprensa, ao lado do primeiro ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que “se a decisão da Suprema Corte for determinativa não se discute, cumpre-se”. Lula, no entanto, não disse qual seria sua posição caso o STF remetesse a ele a decisão sobre o caso. “Eu não posso discutir hipóteses de uma coisa que está em julgamento”, argumentou recentemente.

Da Sucursal de Brasília com informações do STF e Agência Brasil
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Caso Cesare Battisti: Folha esquece o outro lado

Por Celso Lungaretti - no Observatório da Imprensa


"É uma dor canalha/ Que te dilacera/ É um grito que se espalha/ Também pudera/ Não tarda nem falha/ Apenas te espera/ Num campo de batalha/ É um grito que se espalha/ É uma dor/ Canalha." (Walter Franco, Canalha)

O jornal da ditabranda continua dando repulsiva contribuição ao linchamento judicial e consequente assassinato do escritor Cesare Battisti, que já declarou preferir a morte à desonra de ser entregue como troféu a Silvio Berlusconi.

Seu editorial, no dia da segunda sessão de julgamento do pedido de extradição italiano (12/11), foi mais aberrante ainda do que os produzidos para bajular a ditadura militar quando esta impunha o terrorismo de Estado ao país e trucidava os heróicos resistentes.

O título já disse tudo: "Extraditar Battisti". Como regente do coral dos linchadores, a Folha de S.Paulo ditou sua palavra de ordem aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

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Inácio Arruda reforça apelo da filha de Prestes a Lula em favor de Battisti

O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) reforçou, em pronunciamento nesta quarta-feira (18), o apelo feito pela filha do falecido líder comunista Luiz Carlos Prestes, Ana Leocádia, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor do italiano Cesare Battisti. Condenado pela Justiça italiana por quatro assassinatos cometidos na década de 70, quando militava em uma organização de esquerda, Battisti teve sua extradição pedida pela Itália e aprovada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Inácio Arruda atribuiu a decisão do Supremo também à pressão exercida pela mídia. Ele recordou as palavras do ministro Ricardo Lewandowski: "o Supremo Tribunal Federal estava decidindo em função da pressão midiática".

- Não era uma pressão popular; não foi um cerco ao Supremo Tribunal Federal, mas uma pressão direta de órgãos e veículos de comunicação do Brasil - afirmou.

Na defesa do asilo à Battisti, Inácio Arruda salientou que a luta entre os partidos de esquerda e de direita na Itália dos anos 70 levou a "escolhas equivocadas" feitas por um grupo político que queria assumir o poder. No Brasil, recordou, também ocorria na ocasião forte enfrentamento de movimentos contrários à ditadura militar, em favor da democracia e de um Estado não subordinado.

Inácio Arruda disse que se Olga Benário, mãe de Ana Leocádia e companheira de Prestes, estivesse viva hoje, seria entregue novamente aos nazistas como, de fato, aconteceu durante a ditadura de Getúlio Vargas.

FONTE: Senado
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Caberá a Lula a decisão final sobre extradição de Battisti

Por cinco votos a quatro o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quarta (18) o pedido de extradição feito pelo governo italiano do ex-ativista Cesare Battisti. Entretanto, pelo mesmo placar, a Corte entendeu que a última palavra sobre a entrega ou não de Battisti à Itália é do presidente da República. Votaram contra a extradição de Battisti os ministros Cármen Lúcia, Eros Grau, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio.
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Os ministros Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie foram derrotados ao defenderem a obrigatioriedade do presidente acatar a decisão do Supremo. A defesa de que Lula teria que respeitar a decisão do STF foi feita pelo relator da extradição, o ministro Cezar Peluso.

Segundo ele, não existe no ordenamento jurídico brasileiro norma que dê ao chefe do poder Executivo o poder discricionário de decidir sobre extradições deferidas pelo STF.

Lula já havia afirmado em entrevista na Itália que se a decisão fosse determinativa, ele iria cumprir. No entanto, não disse qual seria sua posição caso o STF remetesse a ele a decisão sobre o caso. “Eu não posso discutir hipóteses de uma coisa que está em julgamento”, argumentou.

O julgamento foi polêmico em todas as fases, inclusive na proclamação do resultado, quando os ministros divergiram sobre o que haviam acabado de votar. Os ministros passaram a discutir se o voto de Eros Grau era a favor ou contra a decisão do presidente. Até serem interrompidos por Eros Grau. “Acho que a pessoa mais indicada pela dizer o que eu disse sou eu. Vou resumir meu voto para que depois não haja embargo de declaração. Eu voto com os quatro ministros que não vincularam a decisão do presidente a decisão do Supremo de extraditar”, disse Eros Grau.

Da Sucursal de Brasília com informações do STF e Agência Brasil
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Adiada votação de proposta que criminaliza a homofobia

Como estado laico, não teocrático, o Brasil tem que obedecer aos preceitos de cidadania para todos. Sem esta separação estado x religião, nem o divórcio teria sido aprovaado no Brasil.

Por isso votei SIM ao projeto, na enquete do Senado.

Clique aqui para votar

Os evangélicos montaram uma grande campanha para que a homofobia não seja penalizada. Durante os cultos e através de campanahs na internet, este religiosos fizeram propaganda pela aprovação do NÃO à penalização da homofobia.
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Adiada votação de proposta que criminaliza a homofobia

(...)

O dispositivo que mais preocupa os parlamentares opositores ao projeto é o que define pena de até três anos de prisão para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceitos semelhantes. Depois de observar que os livros sagrados de diversos credos condenam o homossexualismo, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) avaliou que, nos termos previstos no projeto, os religiosos estariam impedidos de fazer qualquer menção a isso.

- Eu não posso ensinar o que está na Bíblia a alguém de minha igreja? Serei proibido? O texto diz que o homossexualismo é uma abominação, mas estarei incitando o ódio se fizer tal menção? - indagou Crivella.

Clareza em questão

Já no início da reunião, o senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que o substitutivo havia sido aprovado antes na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) de maneira "inexplicável", tendo sido colocado em votação sem divulgação e acordo prévio, o que foi negado pela senadora Fátima Cleide. Tanto ele quanto Crivella fizeram questão de assinalar que são contrários à discriminação contra os homossexuais. A discordância seria apenas com relação à falta de clareza da proposta, que daria margem a interpretações e punições exageradas.

- Não adianta tentarem passar o recado de que somos homofóbicos, pois não somos - reagiu Magno Malta.

Serys Slhessarenko (PT-MT) concordou com o novo debate, contanto que depois disso o projeto não permaneça engavetado. Conforme a senadora, o país precisa avançar no combate à intolerância e à violência contra os homossexuais. Na defesa do substitutivo, Patrícia Saboya (PDT-CE) leu artigo assinado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em que ele destaca que o Brasil está no quinto lugar no ranking da homofobia, com os mais de cem assassinatos de homossexuais. De acordo com o ministro, os homossexuais pagam impostos, votam, sujeitam-se a normas legais, mas, ainda são "vítimas de preconceitos, discriminações, insultos e chacotas".

FONTE: Senado
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Do mensário netuno2009 do Eduardo Guimarães



Por Eduardo Guimarães - em seu blog

O vídeo acima mostra jornalistas de diversos veículos interrogando o público que compareceu à pré-estréia do filme sobre a vida de Lula. Repórteres se amontoaram sobre os presentes ao evento para discutir se a história de Lula pode render dividendos eleitorais ao próprio e à sua candidata à própria sucessão, a ministra Dilma Rousseff.

A impressão que se tem de matéria tão "peculiar", na qual o diretor do filme tem que explicar por que escolheu o tema, é a de que voltamos ao tempo da ditadura, quando a classe artística tinha que "explicar" conteúdo político em obras culturais. Só que, desta vez, não são os militares que pedem explicações, mas supostos "jornalistas".
FONTE: Eduardo Guimarães

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Minha opinião

Após assistir ao vídeo onde o jornalista coloca o diretor do filme contra a parede, vejo que estamos diante de um quadro muito mais grave: a imprensa brasileira quer substituir, também, os artistas, a estética, o contéudo do que deve não deve ser criado neste País.

Além de fazer o papel de legisladora, juiza, opositora, militar, etc, a imprensa quer mandar também na arte.

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Do mensário netuno2009 de Zé Serra

Empresa colombiana que fez negócios com tucanos em São Paulo quer mais sopa no mel em 2010
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O blecaute que deixou metade do Brasil no breu - e toda a imprensa golpista cheia de energia - teria sido meticulosamente urdido e cuidadosamente operado. O curto-circuito que derrubou as redes de transmissão de eletricidade no país, na terça-feira, ocorreu no exato momento em que o governador tucano Zé Chirico e o narcopresidente terceiro-mandatista da Colômbia, Alvaro Uribe, juntaram as pontas dos fios desencapados que seguravam.
Curioso é que, logo nos primeiros momentos da falta "de luz", o conluio dos sabotadores com a máfia midiática já estava evidenciado, com batalhões de repórteres mobilizados em pontos estratégicos - fora a frota de helicópteros. Num átimo, os corvos demotucanos de sempre saíram das trevas para dar elucidativas entrevistas ao lume de velas. Raras vezes vimos tamanha "agilidade" na cobertura de um evento de tal magnitude.
Os primeiros sinais de que algo estranho estava acontecendo vieram da insuspeita ANDE -Administración Nacional de Electricidad, do Paraguai. Segundo o engenheiro Luis Alberto Villordo, diretor da instituição, o evento ocorreu por causa de um curto-circuito registrado em uma linha de transmissão de 500kV localizada na zona de São Paulo, que produziu a queda de 11.000 MW.
Coincidentemente, a "zona de São Paulo" em questão está sob a "jurisdição" da CTEEP – Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, controlada pela ISA Capital do Brasil que, por sua vez, é controlada pela Interconexión Eléctrica S.A. E.S.P. (“ISA”), uma companhia de capital misto, sediada na Colômbia, controlada pelo governo daquele país, e que detém 59% do seu capital social total. A atividade principal da ISA é a operação e manutenção de redes de transmissão de energia, além da participação em atividades relacionadas com a prestação de serviços de energia elétrica. Além de possuir investimentos em transmissão de energia na Colômbia - e no Brasil, a ISA "investe" também na Venezuela, no Equador, no Peru e na Bolívia.
Veja aqui, segundo a própria empresa, como o governo tucano entregou, de mão beijada, a rede de transmissão elétrica paulista.
Analistas ouvidos por este Cloaca News não confirmam, mas não descartam, a hipótese de o blecaute ter sido provocado para desgastar politicamente o Governo Lula e prejudicar a virtual candidatura da Ministra Dilma Rousseff, o grande empecilho ao devaneio presidencial de José Serra. Segundo os analistas, Serra no Planalto garantiria aos colombianos a possibilidade de fazer muito mais negócios com o Brasil, e de adquirir, a preço de banana nanica, o restante do setor elétrico de nosso país.
FONTE: Cloaca News
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Do mensário netuno2009 do João

Por João Vergílio G. Cuter - no blog do Luis Nassif

Carta a um comuna sobre Battisti

Carta que enviei a meu amigo Patrick (nome de guerra), ex-comuna, grande sujeito, coração enorme, que me escreveu por ocasião de seu 53º aniversário, fazendo uma defesa apaixonada da extradição de Cesare Battisti:

Patrick,

Parabéns, seu comuna de meia tijela. Cinquenta e três? Eu ainda estou curtindo minha “boa idéia” – ou, pelo menos, tive que engolir a dita cuja de um só trago, como se fosse um copo de 51.

Quanto ao Battisti, meu velho, eu não o extraditaria. Seu passado faz parte de um mundo que morreu, e que é impossível julgar com os olhos do presente. Naquele mundo doido, muitas pessoas foram levadas a pensar que qualquer ato (até mesmo um assassinato) estava justificado pelo ideal de uma sociedade igualitária. Uma espécie de loucura coletiva arrastou milhares de jovens às piores barbaridades, mobilizando (aí está o paradoxo) seus melhores sentimentos. Abandonavam a família, os amigos, a carreira em nome de um ideal de justiça. Eram movidos, enfim, por uma lógica que é inatingível pelos raciocínios de hoje. Sempre achei aquilo uma sandice completa, mas reconheço que, naquela época, eu julgava essa sandice com outras lentes. Compreendia quando alguém me falava que havia uma guerra em curso no mundo todo entre o “bem” do socialismo e o “mal” do capitalismo, e que essa guerra às vezes fazia vítimas inocentes. Achava esse raciocínio uma loucura porque não conseguia ver no “socialismo real” (lembra disso?) a mais pálida sombra do ideal que movia pessoas desse tipo, e também porque não acreditava no poder humano de planejar a história, como se fosse um arquiteto. Apesar disso, conseguia me pôr no lugar dessas pessoas, e compreender o ponto de vista ético a partir do qual elas falavam. Hoje, para compreendê-las (e para me compreender, nesse passado) tenho que forçar minha imaginação política a viajar para um tempo que já morreu. Cesare Battisti, a rigor, não pode ser extraditado, pois extraviou-se no tempo. O que existe, hoje, é uma sombra carregando na memória, um pouco incrédulo, a sombra de um mundo extinto. Sem nenhuma comemoração, discretamente, eu o deixaria em paz. Eu estava certo, no final das contas, e ele, errado. E daí? Já não errei tantas vezes, eu também?

Se vivesse no início do século XX, não torceria pela condenação dos feitores que abriam o lombo dos escravos no chicote, por mais que a imaginação da dor me levasse a odiá-los. Tentaria compreender que a página estava virada, e aquele velho derrotado, no banco dos réus, nada tinha a ver com o jovem forte que fazia muitos tremerem à sua passagem. Se algum negro, por vingança, o quisesse assassinar, eu não moveria o dedo mínimo para impedi-lo. Mas não tentaria escrever eu mesmo o último ato da tragédia, introduzindo nela um gran finale. Onde acaba uma pessoa, Patrick? Nos seus pensamentos mais recôndidos? Na última célula do dedão do pé? Ou num ponto indefinido da cultura que a circunda?

- Dov’è Battisti? – Battisti non c’è. È già spinto. Lascialo morire.

Parabéns novamente, seu larápio.

Saudades,

João

FONTE: Blog do Luis Nassif
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Do mensário netuno2009 de Miguel do Rosário

Por Miguel do Rosário - em seu blog

limiares

verdade que o tédio,
procura as cores,
e as plantas mortas.
e os horizontes
incendiados

esmurram as portas,
depois hesitam
quando se abrem

porque o abismo
abre-se no limitar
de todas as portas

hesita mas segue
adiante, e vê as cores,
os incêndios,
os cadáveres
das plantas
e dos horizontes,

vai lá, e sonha,
e ama e goza no inferno,
infeliz!

persegue os abismos
incolores e devastados,
de teus anseios,
de tua solidão nervosa,
que te encara depois da porta,
como um rosto
conhecido cujo nome
não te lembras

FONTE: Óleo do Diabo
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Do mensário netuno2009 da filha de Olga Benário

Exmo. Sr. Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva

Na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás, sinto-me no dever de subscrever a carta escrita pelo Sr. Carlos Lungarzo da Anistia Internacional (em anexo), na certeza de que seu compromisso com a defesa dos direitos humanos não permitirá que seja cometido pelo Brasil o crime de entregar Cesare Battisti a um destino semelhante ao vivido por minha mãe e minha família.

Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes

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Carta a que D. Anita Leocádia Prestes faz referência:

São Paulo, 14 de novembro de 2009

Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil

Dr. Gilmar Ferreira Mendes

Prezado Senhor:

Escrevo a Vossa Excelência na simples condição de alguém que milita em defesa dos Direitos Humanos desde a adolescência, que passou por várias seções da Anistia Internacional, foi voluntário do ACNUR e da Justiça e Paz.

Não sou membro de nenhum partido político ou seita religiosa, não sou eleitor no Brasil nem em meu país de origem, não recebo dinheiro da Itália, nem de grupos terroristas. Conheci Battisti esta semana; antes que recebesse refúgio, nunca tinha ouvido falar dele nem no grupo a que pertencia. Tampouco tenho interesse intelectual ou profissional no caso: sou um cientista e não advogado, jornalista ou político. O que me move a empenhar‐me nesta causa são o sentido de solidariedade, minha visão ética da vida e, também, a vergonha que me produz pensar que possa viver sob instituições nas quais se pratica linchamento. Embora tenha uma firme ideologia pessoal, repudio igualmente aos neofascistas italianos que perseguem Battisti e aos pseudo‐esquerdistas que se enrolam na causa do revanchismo e a “vendetta”.

Acompanhei muitos casos em minha condição de membro de AI, e vi pessoas liberadas por um STF diferente: vi a liberação de Fernando Falco, na qual participei ativamente, e a do padre Medina, em cujo apoio apenas pude redigir algumas cartas. Antes disso, soube da extradição de Mário Firmenich, que foi correta.

Minha atividade em favor dos DH não foi apenas a de preencher papéis. Na década de 70 protegi refugiados do Cone Sul, vítimas da Operação Condor, com grave perigo para mim e minha família. Na década de 80 participei na resistência contra o Operativo Charlie no México e na América Central. Por tudo isso, não tenho nenhum embaraço em assumir que me sinto plenamente qualificado para exigir justiça para Battisti.

Não estou pedindo clemência. Este é um termo teológico. O extraditando merece justiça. Em meus anos de militância conheci dúzias de vítimas da repressão e posso afirmar que é relativamente fácil, nessas condições, reconhecer a têmpera de alguém. Bastou estar uma hora com Cesare Battisti para perceber que ele tem enorme coragem, o oposto exato de seus inimigos, que se movem nas sombras, protegidos pelo poder. Posso me equivocar, mas me parece certo que Battisti não poderá ser amedrontado, como não foram amedrontados Nicola Sacco, Bartolomeu Vanzetti, Joe Hill, Ethel Rosenberg, Dreyfus, Olga Benário, e muitos outros.

Não vou dizer a VE que a história nos julgará: a história é longa e talvez só mude muito tempo depois que se acabe a única vida que temos certeza que possuímos. A crença na justiça histórica é apenas uma maneira racional de fantasiar um desejo mítico de eternidade. Mas, quero fazer uma observação prática: a realização da vingança de outros, como simples procuradores, talvez não seja um bom negócio e não se possa fazer dela um bom proveito. Muitos dirão que, apesar de que Hitler e Mussolini tiveram má sorte, esse não foi o caso de Margareth Thatcher nem do ditador Franco, e que boa parte da Espanha e da Itália ainda apóia o fascismo e seus similares, e parecem ter muito sucesso.

Mas, será realmente assim? Será que o triunfo de crueldade faz seus autores felizes?

Todos os anos, milhares de flores chegam ao túmulo de Bobby Sands e dos outros 9 heróicos garotos que levaram até a morte sua greve de forme em 1981, e não o fizeram para pedir liberdade, apenas para manifestar seu desprezo por seus infames opressores. Seu carrasco, a senhora Thatcher, só recebe os cumprimentos de subservientes empresários que enriqueceram com a ruína de seu país. Os que já não podem beneficiar‐se dela, se afastaram. Aliás, se o ódio compensa, eu gostaria de saber: por que o racismo atravessa a Itália?

Por que os mesmos vândalos que exigem a cabeça de Battisti andam com tochas ateando fogo em acampamentos de africanos, árabes e ciganos, matando mulheres e crianças? Será que pessoas felizes precisam de violência?

Não digo que esses atos deveriam parar por razões morais. Os que os praticam não tem uma moral humanista: eles não acreditam na humanidade, mas nos mitos, na raça, na linhagem, nas armas.

Mas, será que os massacres, a punição coletiva, a perseguição e o papel de inquisidores medievais leva alguma felicidade a suas mentes doentias? Se não for assim, qual é a vantagem desse ódio?

Não posso evitar pensar no famoso coronel de Carandiru. Ele sentiu‐se muito feliz quando massacrou 111 pessoas indefesas, mas, será que era feliz junto a sua namorada, que aplicou com ele a mesma metodologia criminosa, a única que eles conhecem?

Não estou dizendo a ingenuidade de que “a vida se vinga” ou “o mal acaba recebendo seu castigo”. A história mostra que isso não é verdade. Esta é uma idéia antropomórfica, válida para os que acreditam num destino personalizado. Há, porém, uma razão mais básica. A crueldade, a vingança e o revanchismo tornam as pessoas doentes. Não é o castigo divino; é o “castigo” de nossas próprias células.

Estatísticas feitas nos Estados Unidos, na França, durante a Guerra de Argélia, e na Nicarágua, depois da libertação, mostram que torturadores, carrascos, linchadores, têm o maior índice de problemas em sua vida afetiva. Na Georgia, por cada 9 famílias de militares com graves quadros de violência familiar, há apenas 2 famílias civis com os mesmos problemas. Em Alabama, por cada mulher de civil que apanha de seu marido, há 4,7 esposas de policiais que padecem desse problema.

Contrariamente às opiniões cheias de ódio, de sede de sangue e de “vendettas”, há muitas pessoas que valorizam Battisti, sua integridade, resistência e inteligência, sua qualidade de escritor, sua capacidade de lutar durante 30 anos e estar disposto a morrer, em vez de tornar‐se delator, “arrependido”, um lacaio da máfia peninsular.

Ele não estará sozinho em sua greve de fome, e não será possível para nenhum tribunal extraditar para Itália todos os amigos de Battisti.

Excelência, sei que o VE está num nível cognitivo muito superior ao de outras pessoas que se manifestaram contra Battisti. Sei reconhecer a inteligência de alguém, mesmo quando nossos valores sejam opostos. Ouso dizer que Vossa Excelência apreciou 100% da brilhante intervenção do Ministro Marco Aurélio, e reconhece, sem dúvida, que naquela longa argumentação não há uma palavra desnecessária, uma frase que não seja precisa, uma verdade que não tenha sido exaustivamente provada.

O Ministro Marco Aurélio fez, como ninguém tinha feito, uma análise profunda da Sentença 76/88, RG 49/84 da Corte d’Assise de Milano. Ele enumerou 34 provas de que Battisti foi tratado como autor de crime político e acusado diretamente de subversivo (evversivo). Não acredito, mesmo sendo um outsider, que em direito absolutamente tudo seja assunto de opinião.

Não posso pensar que o VE acredite realmente que esses crimes foram comuns. Nunca pensaria isso, porque seria insultar vossa inteligência, e eu nunca cometeria essa impropriedade. Também tenho certeza de que o VE sabe que a causa está prescrita. A prova dada pelo Ministro Marco Aurélio é um verdadeiro teorema, que só pode nos inspirar pena pelos que pretendem defender o parecer contrário.

Percebi que VE ouviu às poucas mas precisas ironias do Ministro Marco Aurélio sobre o cinismo do governo italiano e seus xenófobos e racistas partidários, ao descrever as 12 maiores injúrias que os mais altos políticos fizeram da cultura e do povo brasileiro e até de seus magistrados. Ele fez isso, olhando “olho no olho” no Embaixador Italiano, que naquele momento abandonou a empáfia e fechou o rosto.

Sei que VE entendeu que o Ministro Marco Aurélio desmascarou os interesses políticos e psicológicos (ressentimento, vingança, propaganda, revanchismo) que nada têm de jurídico e se escondem detrás de um julgamento feito com todas as violações possíveis aos Direitos Humanos e ao devido processo. E que ele também ressaltou o idealismo das gerações que lutaram contra a barbárie na década de 70, sem se importar que os vândalos usassem farda ou se vestissem à paisana.

Seria impossível duvidar de que VE ouviu a um dos maiores magistrados da atualidade falar da ditadura do judiciário, algo que conduzirá à catástrofe não apenas da instituição do refúgio, mas de toda a democracia.

Tampouco VE ignora muitos fatos que, embora não tenham sido narrados no dia 12, são de absoluta evidência: Que o governo da Itália se utiliza da organização DSSA para sequestrar refugiados no exterior, que o ministro italiano Clemente Mastella disse aos parentes das vítimas que não cumpriria sua promessa feita ao Brasil de limitar a prisão de Battisti aos 30 anos, que Battisti morreria na Itália pelas mãos de seus algozes e, portanto, que a declaração de greve de fome de Battisti é a evidência de que prefere uma morte digna por sua própria mão.

Em fim, Senhor Presidente: Vossa Excelência sabe que o Ministro Marco Aurélio está certo, e hoje há milhares de pessoas que sabem disso. Não o conheço e não posso julgar se os Direitos Humanos e a Justiça são importantes ou não para Vossa Excelência.

Mas, caso o sejam, VE tem uma excelente oportunidade de cumprir com esses direitos e honrar a justiça:

Admita o empate e outorgue ao réu o benefício da dúvida!

Atenciosamente

Carlos Alberto Lungarzo

Matrícula de Anistia Internacional (USA) 21525711

FONTE: Vi o Mundo
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Do mensário netuno2009 de Zé Serra

SERRA MANDOU, GOOGLE OBEDECEU : SISTEMA DE BUSCA NÃO APRESENTA IMAGENS DO DESABAMENTO DAS VIGAS DO RODOANEL

do Cloaca News
Clique aqui e tente encontrar você também.
Nota do Viomundo: Nós e vários leitores tentamos, ninguém conseguiu.
O blog FBI também sumiu! Seria mais um "sequestro" ordenado pelo Serra?
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17/11/2009

Do mensário júpiter2002 de Sarney

Clique aqui para ler isto do mensário júpiter2002 de Sarney.
Trata-se de um discurso que ocorreu no dia dia 21 de março de 2002, quando tinham se passado vinte dias desde o episódio da Lunus, uma trama de alta espionagem montada por Zé Serra para tirar do páreo a candidatura Roseana Sarney à presidência.
Dias depois, em 7 de abril, Roseana Sarney retirou sua candidatura.
Não se trata aqui de uma defesa dos Sarney e sim uma amostra de como age Zé Serra, um velho gatuno que dá o tapa e esconde a unha.
Zé Serra e seus auxiliares sempre adotaram esta prática para destruir quem ouse atrapalhar seu projeto de poder.
Marcelo Itagiba, naquela época delegado da Polícia Federal, esteve à frente deste serviço de alta espionagem que teve como objetivo tirar Roseana Sarney do caminho de Zé Serra.
Como se sabe, o delegado foi transformado em deputado federal do PSDB.
Não que eu considere Zé Sarney um santo mas convenhamos, desde quando o outro Zé o é?
Questino sim, o comportamento desta imprensa que já há muito tempo faz as vezes de legislativo, judiciário, substituindo também partidos políticos e oposição.
Sempre a imprensa agindo como testa de ferro de interesses ocultos.
Engraçado que estas arapucas montadas por Serra e cia são tão bem feitas que não deixam rastros dos mandantes
Me lembro de algunas casos famosos:
-Furto das provas do ENEM na gráfica da Folha.
-Dossiê anti-FHC, atribuido a Dilma, na verdade confeccionado pelo senador tucano Alvaro Dias.
-Dossiê anti-Serra, a isca jogada por Serra e mordida por aloprados do PT.
-Factóide Lina Vieira e sua famosa agenda encontrada numa mala 3 meses depois.
-O falso grampo contra Gilmar Mendes que, em conluio com a Veja, gerou a CPI dos grampos que, por sua vez, deu ainda mais poder ao gilmarzão, hoje cabo eleitoral dos tucanos-demos
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Do mensário netuno2009 do ator José de Abreu

Eu, José Carlos Lima, a partir de agora verificarei como as pessoas constroem seus mensários no decorrer do tempo.

Por José de Abreu - no blog do Luis Nassif

LN

No primeiro caderno da Folha é o Cesar Maia espinafrando o Serra. No Segundo é a Monica Bergamo publicando nota onde Aécio prevê o pior dos dias se Serra fosse eleito. Junte-se a isso o post do Azenha vendo no interior de São Paulo a construção de mais 12 pedágios para sererm inaugurados no ano que vem, ano da eleição… Há algo de novo no ar e não são apenas aviões de carreira.

Deem uma conferida:

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