06/03/2012

Viva Villa! Pelo Brasil

SP, sendo o antro do conservadorismo,  vaiou Villa Lobos pq o músico não estava trajado a caráter. Tratamos deste assunto no Mutirão da Semana de 22, quando fizemos uma espécie de levantamento disso que foi uma espécie de Semana Dadadísta não no Cabaret Voltaire mas no Teatro Municipal.
"(...) 17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranqüilo da semana, apresentações músicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos. O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado..(...)
Para ir ao texto na íntegra clique aqui

05/03/2012

Goiás e o caso Leonardo Pareja

"Quem não se emocionou ao ver “Leo” sentado no alto da caixa d’água do presídio em meio à rebelião, à frente da bandeira do Brasil e com o violão na mão cantando “Vida de Gado” do Zé Ramalho? Ele, como nenhum outro, sabia fazer críticas sociais embaladas com emoção.O grande trunfo de um idealista."


Para ir ao texto na íntegra clique aqui

04/03/2012

Imagens de dar água na boca

Que imagens belíssimas, a começar pelas aves de Vass, aqueles cachos que mais se parecem a ovos, humm.. de forma que, para não quebrar a sequência, fiquei em dúvida se, mesmo que a título de humor,  seria conveniente postar este link para uma imagem, mas tudo bem, é que uma nova moeda vem por ai...rssss
Para ir à postagem na íntegra clique aqui

O poder de investigação do Ministério Público ou A operação Monte Carlo e a omissão da imprensa

Frederico, um caso sério, os nomes dos politicos que chefiavam o bando sumiram, incrível, nadica de nada sobre os presentes, de fogão a geladeira, dados por Carlinhos a Cachoeira a Demóstenes Torres. Nadica de nada sobre os cargos que Carlinhos Cachoeira tinha no governo de Goiás. Nadica de nada sobre o preso Wladimir Garcês(PSDB-GO), ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia. Os chefes mesmo não são citados. Gente fina é outra coisa.
Sobre as gentilezas de Cachoeira para com Demóstenes, aliás, associação ao crime organizado não é quebra de decoro parlamentar?
Para ir ao texto na íntegra clique aqui

03/03/2012

Mulher Rendeira, por Volta Seca, o mais jovem cangaceiro

A mulher no gangaço, por Dadá:
" A condição feminina no cangaço é registrada na entrevista de Dadá, enfatizando as 
dificuldades do cotidiano nos sertões nordestinos. De modo enfático, a narradora lembra 
que as maiores dificuldades eram quando do período de gravidez: 
“Era assim que as mulheres davam a luz no cangaço. No meio da 
caatinga, do mato, onde desse, ajudadas pelas companheiras, às vezes 
enfrentando tiroteio com barriga de fim de gravidez... Mas o pior de 
tudo ... O mais triste era não poder criar os filhos. Pois, como é que 
podia, levando uma vida sempre fugindo? Era ter o filho e 
entregar”
23
. 
Na entrevista o amigo de Dadá afirma que cangaceiro não tinha projeto de 
transformação social e de que não se aproximava da imagem de Robin Hood, de roubar 
dos ricos para dar aos pobres: 
                                               
21
 Idem, p. 34. 
22

 Ibidem, p. 40. 
23
 Idem,, p. 45-48. 
Anais do SILEL. Volume 2, Número 2. Uberlândia: EDUFU, 2011.“
- Se vocês queriam ouvir que a gente era um movimento organizado 
que queria ajudar os pobres, não vão ouvir não. A gente não tinha 
essa motivação não. Cada um tinha entrado no bando por motivo de 
sobrevivência”
24
. 
Assim, a imagem romântica e idealizada do cangaço foi questionada pela própria Dadá:  
“... eu não defendo cangaceiro não. Aquela vida ninguém queria. Mas 
quando um vivente não tem meio de levar a sua vida, como é que vai 
fazer? Que teve abuso? Teve sim. [...] 
É, barbaridade teve dos dois lados, não vou negar. Só que só 
divulgavam as cometidas por cangaceiros. Então, se cangaceiro era 
bandido, volante era igual, quando não pior!”
25
Por fim, a narrativa se aproxima dos problemas atuais das grandes cidades brasileiras, 
quando as crianças abandonadas à própria sorte entram no narcotráfico.

Armado, vai ser respeitado. Até quando? "
Para  ir à postagem na íntegra clique aqui

As peças da Benetton contra o racismo

Chamar PHA de racista é de uma injustiça sem tamanho. PHA sempre defendeu os direitos dos negros, dentre eles a cota racial, de forma que o movimento negro perde e muito ao fazer coro com a direita, esta sim, racista e que inclusive ingressou na Justiça, o DEM, contra a cota racial. O que há é uma estratégia da direita brasileira sufocar financeiramente PHA ao acionar o jornalista na Justiça por qualquer motivo que seja. Neste caso envolvendo Heraldo Pereira, o PHA não foi condenado por racismo, até mesmo porque houve um acordo e não uma condenação. O próprio termo do acordo é omisso quanto ao propalado "racismo" de PHA, pelo contrário, reconhece que PHA não praticou racismo no caso, reconhecendo-se tão somente a prática da ofensa. Tá aqui, "não quis ofender a moral do jornalista Heraldo Pereira ou atingir a conotação de 'racismo'".
Para ir à postagem na íntegra clique aqui

01/03/2012

Em "Mais Estranho Que a Ficção" Deus é um Mal Escritor


Por "Deus é um Mal Escritor" entendi como um mal que escreve e, como consta do texto, é isso mesmo, um Deus que, por exemplo, mata e, por isso, mal mesmo, o mal que escreve, embora no texto original tenha sido gravado "Deus é um Mau Escritor", o erro ficou valendo, mal x mau, tanto faz.

Gravado ou grafado, tanto faz.

Wilson, muito bom,  peço liçença para postar o restante do seu texto:

O “Oceano da Gnose”

O principal tema do filme é a gnose de Harold. Ele tem uma vida vazia, burocrática e repetitiva (típica caracterização do personagem “O Viajante” nos filmes gnósticos) cujo processo de gnose deve ser através de um Jogo (o processo metalingüístico da descoberta do plot narrativo da sua vida) onde os limites entre a ficção e a realidade se confundem, como uma viajem através do qual o protagonista despertará. Tal ambigüidade é o caminho aberto para a gnose.

Essa gnose de Harold se inicia na simbólica cena onde Harold folheia as fichas da gaveta de uma imensa sala de arquivos da Receita federal. A voz off de Karen Eiffel narra: “O som do papel contra o separador tinha o mesmo tom de uma onda a rebentar na areia. E quando Harold reparou nisso, percebeu que já tinha escutado ondas o suficiente para constituir o que ele imaginou como sendo um profundo e interminável oceano”. Temos aqui o simbolismo do “Oceano da Gnosis”, o cerne de inúmeros ensinamentos metafísicos Sufis (Sufismo, corrente mística e contemplativa do Islamismo que se ocidentaliza através do hinduísmo) como, por exemplo, do poeta e místico muçulmano Jalal AL-Din Rumi. Para ele, percebemos Deus não através de ensinamentos mas pelo “coração”, como se estivéssemos “imersos num oceano”.


Harold sabe que vai morrer, luta contra esse destino narrativo imposto pela escritora/demiurgo. Tal como no filme “Blade Runner” (filme de 1982, baseado em livro do gnóstico escritor Philip K. Dick onde um robô replicante luta para encontrar seu criador para reivindicar por mais tempo de vida), Harold vai ao encontro do seu criador, a escritora Karen Eiffel. Chocada, ela se confronta com sua própria criação.

O professor Julius e Harold lêem os originais da escritora e chegam à conclusão: Harold tem que aceitar a morte, afinal, o novo livro é a obra-prima de Karen Eiffel. Novamente, o recurso meta-narrativo da estória: como em qualquer roteiro, o protagonista deve se sacrificar por uma causa maior, no caso, a obra-prima de Eiffel. Julius Hebert, como professor de Teoria Literária, tenta convencer Harold da inevitabilidade da sua morte. Tem a ver com um “Plano Maior”, o desfecho de uma excelente obra literária, o ponto alto da carreira da Escritora/Demiurgo.

Com tantas referências bíblicas e místicas que o filme faz, é inevitável a comparação com a Paixão de Cristo. Harold, assim como Cristo, sabe que vai morrer. Jesus Cristo deve morrer por uma causa maior (a salvação da humanidade) assim como Harold deve morrer por causa de um “Plano Maior”: a necessidade imposta por uma engenhosa narrativa. Mas, estamos em um filme gnóstico: assim como no Gnosticismo onde Cristo não veio para nos salvar (sua morte nada teve a ver com isso), mas para nos “curar” (trazer a gnose, mostrar que estar no mundo não é ser dele), Harold não veio ao mundo para morrer por um “Plano Maior”, mas para alcançar a gnose.

Ao descobrir a “sensação oceânica” na banalidade dos gestos cotidianos, Harold interpõe o elemento do acaso na causalidade narrativa: o fragmento do relógio estanca uma hemorragia que seria fatal ao protagonista em um acidente ironicamente genial elaborado por Eiffel. Novamente a limitação do poder do Demiurgo: o tempo, representado pelo relógio despedaçado.

“Mais Estranho que a Ficção” explora o gnosticismo tanto no conteúdo como na forma: a realidade que aprisiona Harold como um “constructu” arbitrário e a desconstrução metalingüística do próprio roteiro fílmico ao longo da narrativa.

Para ir ao texto na íntegra clique aqui

Forças Armadas vão punir militares que assinaram manifesto

Walter, são 100 desocupados que não representam as Forças Armadas e estão querendo insuflar a tropa, quem quer trabalhar tem espaço na Instituição, no momento há quase três mil vagas para várias funções no Exército, Marinha e Aeronáutica, que estes "Cem Sem Noção" deem seus lugares para quem quer servir ao pais. Estamos num novo tempo, há um novo formato,  já não temos mais como alvo o inimigo de dantes, sim, os tempos são outros,  há muito o que se fazer, navios, plataformas, ferrovias, estradas a serem construidas e reconstruidas, não se justifica mais a paranóia da invasão pelo inimigo externo, até mesmo porque, por mais que nos armemos, jamais poderemos medir forças com a OTAN, o Japão está aí para servir de exemplo, uma grande potência sem ser grande potência militar.
Segundo comentário do nosso colega André Araújo, que ainda vive nos idos de 64, é temerário a punição a membros das FFAA pq uns 200 podem invadir o Palácio do Planalto e dar um golpe de Estado, matar a presidente, algo assim.  Desde quando o Brasil, 5a. potência econômica do mundo,  tem que ficar refém deste tipo disso? Imagina só ficarmos todos tremendo de pavor por conta destes desocupados que tem mais é que sair para dar o lugar a quem quer trabalhar e servir ao País. Como pode estas tristes figuras se verem ameaçados por  uma simples comissão que pretende resgatar a história do Pais,  explicar fatos não explicados. 
Par ir ao texto na íntegra clique aqui

27/02/2012

Sobre o colapso da malha ferroviária

Deixa eu ver se entendi; a Vale cujo valor estava na casa das centenas de bilhões, foi vendida por 3 bi mas, por outro lado, daqui a 10 anos o governo vai ter que receber, de volta,  a sua linha ferrorviária da qual nada terá restado pois que já há um bom tempo vem sendo vendida como ferro velho e, mesmo, assim, pasmem,  vamos ter que pagar a pilhagem à concessionária ALL.  O valor da conta em valores de 2011: 25 bilhões de reais.
Ao invés de investir, a concessionária roubou de tudo, de vagões a trilhos, passando por dormentes e material de escritório, coisas que, mesmo sendo vendido no mercado como sucata, custou milhões de reais.  Mesmo diante deste quadro surreal, a ALL alega ser legal, coisa prevista no contrato. 
Tudo isso ocorreu por causa de um espúrio contrato espúrio de concessão assinado entre FHC e ALL que, diz e com razão, é tudo legal. Sim, legal mas totalmente ilegítimo tal contrato, desde quando somos obrigados a continuar nas mãos destes ladrões, as custas de que mesmo, medo que o Brasil seja denunciado por quebra de contrato junto a OMC? Que se f... esta corporocracia que, acima das nações, manda no mundo.
Alguma coisa tem que ser feita. Não há saída, o governo vai ter que pagar dezenas de bilhões para os ratos, garantindo o reembolso à ALL que, como se vê, além de ter praticado o que particou ainda por cima quer receber uns bilhões de reais por investimentos não realizados.  
No primeiro video abaixo o Boechat comenta o caso, embora tenha errado no valor do prejuizo, bem abaixo do que é na verdade. Moral da história: A ALL foi contratada para roubar, onde já se viu esse tipo de autorização em contrato. O FMI e FHC se formas mas deixaram esta bomba de efeito retardado, o pior de tudo é que, por causa do contrato(de roubo autorizado) o Brasil não pode se livrar dos ratos, sob as bênçãos das agências reguladoras. Videos:
a-Reportagem da TV Bandeirantes exibida dia 25 de maio de 2010 às 19:36:22. América Latina Logística está na mira da Polícia Federal.
b- Filme que mostra o desmonte das ferrovias no Brasil após a privatização (1996, principalmente da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil - RFFSA. Fotos Tatiana, Latuf, Roque, Roberval, sindicato dos ferroviarios, Musica ameno grupo era
c-  CPI Ferroviária constata roubo da malha ferroviária pela ALL
 
d- fotos


Para Ir à postagem na íntegra clique aqui