09/12/2016

Mauricio Hippie, o Homem que Coloriu Goiânia

Quando cheguei a Goiânia,  em janeiro de 1977, além do Profeta Gentileza, que morava na Vila Nova e por isso descíamos juntos para o centro da cidade: eu  à procura de emprego e o Gentileza desempenhnando uma função que eu não entendia muito prá que, e por isso o via como um um louco, se bem que era uma loucura que me prendia e por isso prestava atenção naquela voz pequena falando da importância da gentileza, o  que me encantava.,.ele carregava nas mãos umas espécie de Tábua de Moisés com inscrições em meio a folhas de palmeira.,..magro, ele usava uma bata e uma barba que o deixava parecido com Antônio Conselheiro,  na Praça do Bandeirante ele fazia suas pregações sobre
a gentileza, com inscrições em meio a palmas (vegetação),.. outra figura que rodava pela cidade era o  Maurício Hippie, este usava roupas que consistia numa sunga e enormes pendões coloridos, geralmente com um centro circular de onde brotavam os traços...ele jogava beijos para as pessoas nas ruas sem distinção de sexo, o que deixava  os homens bastante desapontados.

Há alguns anos atrás fiquei sabendo que ele estava morando de aluguel na Vila Nova, parece-me que na 4a. Avenida, em situação financeira precária e sem dinheiro para as indumentárias do seu personagem que desconcertou muitos caretas nas décadas de 70 e 80.....quando cursava Direito na PUC,  ele chegou e fez uma performance no pátio, usava uma sunga e bastante penachos coloridos, e cantou músicas ao som de sua sanfona..,..vi ao meu redor os caras bem desconcertados diante do artista.....

A última vez em que o vi foi na abertura da exposição de Yashira, uma turma vestida de branco em alusão a paz, e lá estava Maurício Hippie, jovial como sempre...dois Gentilezas, o Profeta e o Maurício Hippie..ah sim, a Yashira tmbm...por falar em pessoas gentis, dias atrás sonhei olhei fui um personagem baseado nesse nome, que o que salva é a Gentileza que se manifesta de várias formas e deixa a pessoal sempre jovial, como o Maurício e o Profeta e a Yashira...,...

Hoje leio no face a seguinte nota:





A imprensa noticiou que a única personagem dessa cidade, Maurício Vicente, ou Mauricinho Hippie, está internado num hospital, após um acidente em casa.
Goiás e Goiânia têm pessoas da memória curta. E os departamentos de cultura do Estado e do município, sequer fazem questão de saber quem foi e é e sempre será Mauricinho.
Todos os anos, as secretarias de cultura fazem homenagens aos amigos e puxa sacos, dando a eles troféus e diplomas de mérito cultural.
Grande merda! Já recebi esses diplomas de mérito umas 3 vezes. E joguei no lixo, no mesmo dia, por saber que essas "homenagens" são feitas sem critério e privilegiam os chegados.
Maurício Vicente merece, por TUDO o que representou e representa nessa cidade, como uma das pessoas que modificou o olhar da cidade, mudou o comportamental de nós goianienses, nos deu mais sensibilidade e talento para enxergar os "diferentes".
Acho, no mínimo, falta de educação das pessoas que mandam na cultura nesse estado de coisas, e sequer sabem quem é importante e quem não é, nessa bagaça.
Desculpem os amigos. Não sou de usar Facebook para ficar criando caso.
Mas o meu respeito pelo artista e cidadão Maurício Vicente, me fazem ficar puto numa hora dessas.
Esse cara deveria ter atendimento vip do Estado e do município.
No entanto, ficou, segundo O Popular, 15 dias num Cais, onde pegou pneumonia.
Mas as otoridades sequer abanam seus rabos gordos.
Grande beijo, Mauricinho.
Melhoras.
Sou seu eterno fã e amigo, desde os anos 60.
Força, menino!



Mauricio Hippie, o Homem que Coloriu Goiânia, por Carlos Brandão, no Jornal da Imprensa, via Blog do Vladimir


Aos 71 anos, Maurício Vicente Oliveira guarda pouco de um dos maiores personagens que essa cidade conheceu, o colorido e contagiante Mauricinho Hippie

Aciono alguns amigos, para tentar descobrir o paradeiro de um dos caras mais importantes da história cultural e comportamental de Goiânia, o popular Mauricinho Hippie. Faço alguns telefonemas e descubro as pistas todas. Meu editor sonha com uma entrevista para a TV e para o jornal do grupo JI. Do outro lado da linha, Maurício, suavemente, explica: "Brandão, vamos fazer uma entrevista para o jornal e esquecer essa coisa de televisão." Ok, aceito.

Maurício Vicente Oliveira, 71 anos, magro, alto, cabelos brancos e voz pausada, tranqüila, mostra pouco ou quase nada do jovem que agitou Goiânia entre 1965 e começo dos anos 90. Sua história é cheia de estórias. Cada amigo ou conhecido tem um fato a mais para acrescentar. Ele assume alguns e nega outros. Em poucos desses casos, ele pede: "Vamos deixar isso de lado. Não quero falar disso mais. Os tempos passaram e não tem sentido ficar falando do que já passou."

Na hora, me lembro de Mário Quintana, falando do tenor Caruso: "Não é brinquedo estar morto e continuar cantando/ também não é brinquedo continuar vivo e ficar falando para o que passou!" O Maurício poeta, por um instante, se encontra com o poeta Quintana. Como eu dizia, Mauricinho Hippie agitou e coloriu Goiânia por mais de 20 anos. Suas roupas extravagantes, seus animais e sua bicicleta coloridas fizeram dele um personagem inesquecível, para quem viveu na cidade, nessa época.

Uma das lendas sobre o cara, confirmada por ele, é o ano e a motivação que o fez passar a usar roupas totalmente não convencionais. Em 1965, o pai de Maurício, insatisfeito com os caminhos artísticos que o filho resolveu seguir, pegou seus poemas, letras de músicas, partituras, telas e desenhos e queimou tudo numa fogueira. No mesmo instante, Maurício pegou todas as suas roupas caretas e queimou numa fogueira ao lado da feita pelo pai.

Começava aí o Maurício esfuziante. O homem que viria colorir Goiânia nascia ali. "A partir daquele ato de queimar minhas roupas normais, eu passei a fabricar as roupas que vestia", explica. Isso em 1965. Antes da Tropicália. Durante o movimento hippie. Maurício era moderno e politicamente correto, antes dessas frescuras entrarem na moda. Um exemplo: ele pintava seus cachorros e saía com eles pela cidade. Mas explicava: uso violeta de genciana, que não agride o animal".

Maurício, com 12 anos, foi estudar acordeom, influenciado pela família, numa escola badalada na época, Academia Mascarenhas. Ficou lá por seis anos. Ainda fez teoria e solfejo, no antigo Conservatório da UFG. Fez ainda o curso livre de artes, na Escola de Belas Artes, mas parou no primeiro ano. Ao final dos estudos, tocava piano, acordeom, órgão e violão. Fazia pinturas e desenhos, além de muita poesia. Mesmo tendo estudado música, ele conta que compôs apenas quatro ou cinco músicas.

Uma delas, Guerra Nuclear, defendida no palco do Cine Teatro Goiânia, durante o 1º e único Festival Universitário de Música Brasileira. Nesse festival, Maurício mostrou sua canção vestindo uma roupa preta e envolvido por um terço com imensas contas prateadas. Nas mãos uma cruz negra, gigante. Nem precisa falar do frisson que isso causou naquele final dos turbulentos e criativos anos 60. Quase 20 anos depois, assistindo Nina Hagen, cantora alemã que carregava uma cruz durante seus shows, no velho Estádio Olímpico, Maurício virou pra esse repórter e brincou: "Brandão, se lembra da cruz que eu usei no festival? Humilhava essa da Nina."

Ousado, contemporâneo e criativo, Mauricinho Hippie logo se tornou uma personalidade na cidade que o acolheu, logo que veio de sua terra natal, Araguari, com cerca de nove anos. Sus incursões pela música ainda o levaram a dois grupos: Santofício, ao lado de Wanda Almeida e Adalto Bento, e "um grupo musical do Mauri de Castro, que se chamava, se não me engano, Aroeira". As pinturas e desenhos, ele vendia nas feiras. Falar em feira, Maurício foi um dos fundadores da Feira Hippie.

"A gente expunha as mercadorias, somente artesanato e artes plásticas, no Parque Mutirama. Foi lá que começou a Feira Hippie. Eram cerca de 20 a 30 pessoas. Me lembro que o artista plástico Tancredo Araújo era um deles. Depois a Feira se mudou para a Praça Cívica e em seguida, para a Avenida Goiás. Eu fui até a fase da Avenida Goiás. Depois parei, quando a feira deixou de ser hippie", comenta. As poesias de Maurício renderam um livro, As Bruxas, lançado no final dos anos 80. "Cheguei a ensaiar duas peças de teatro, Gimba, com Cici Pinheiro, e Apocalipse, com Carlos Fernando Magalhães, mas não fui até ao fim, não cheguei a me apresentar."

Apesar de tantas atividades artísticas, o que levou Maurício a ser reconhecido pela população foram suas roupas extravagantes, sua bicicleta idem e as flores que carregava nos braços e distribuía para as pessoas. Outro caso que contam do artista: no governo de Henrique Santillo, em 1988, o administrador do então Centro Administrativo, proibiu que Maurício entrasse no prédio, para ir até a Secretaria da Cultura, no nono andar. Ele reclamou para alguns amigos, inclusive para mim.

Eu e PX Silveira, fomos ao secretário Kleber Adorno e pedimos a ele que tentasse revogar a proibição. Eu e PX éramos assessores da secretaria. Kleber, na hora, encaminhou ofício ao administrador do prédio, dando ordens para que Maurício pudesse entrar, usando suas roupas "estranhas", motivo maior da proibição. Em seu ofício, Adorno fez uma recomendação para a administração do espaço: que se proibisse, em vez do Maurício, a entrada de corruptos. E completou dizendo que se essa sugestão fosse acatada, o prédio certamente ficaria vazio. Comunicado da revogação da proibição, Mauricinho Hippie pegou sua roupa mais extravagante e entrou triunfal no Centro Administrativo. Ele usou, na época, para irritar seus censores, uma cueca e um bustiê de crochê azul. Cobrindo o corpo, um longo casaco de tricô, que não cobria nada e deixava à mostra seu corpo magro.

Em 1995, Maurício sofreu um acidente e perdeu um pé. A partir daí, mesmo tendo colocado uma prótese, passou a ficar em casa e pouco sai. Numa entrevista feita por mim, logo depois do acidente, monossilábico, ele explicou porque tinha parado de circular colorido pela cidade: "O Maurício esfuziante morreu!" Hoje, aos 71 anos, ele diz ter consciência da importância que teve para Goiânia, argumenta que era uma época muito criativa, sentia que as pessoas gostavam dele, guarda boas lembranças, mas não sente saudades da época e nem guarda nada daqueles tempos. Nem roupas, nem músicas, nem pinturas, nem a bicicleta. Nada. Sequer seu livro As Bruxas, ele tem na sua casa.

"Desde que passei a ficar em casa,  tenho saído apenas para festas e reuniões na casa de alguns amigos." Uma dessas amigas, Adriana Rodovalho, organizou, em 2010, uma festa para comemorar  os 70 anos de Maurício. Muita gente apareceu para um abraço. Velhos amigos e admiradores deram as caras. Ele diz ter adorado a festa, até mesmo porque pode reencontrar muita gente que não via há anos. Algumas pessoas ainda procuram Maurício. Entre elas, jornalistas e estudantes. Alunos de um curso de cinema foram até ele e ficaram de gravar um vídeo sobre sua vida. Mas até hoje não voltaram. Do alto dos seus 71 anos, calmo, voz pausada, frases curtas, ele fala: "Gosto dessas visitas. As pessoas não me incomodam."

Desde que a mãe morreu, há cinco anos, Maurício mora só. "No começo foi difícil, mas me habituei." Nos anos 90, um estilista de Belo Horizonte veio a Goiânia e quis fazer um desfile usando uma personalidade da cidade como tema. Mauricinho Hippie foi escolhido e teve suas roupas e sua bicicleta recriadas pelos alunos da oficina ministrada pelo tal estilista. O resultado foi um belo desfile que mostrou ao goianiense, como se vestia um dos seus mais ilustres moradores.

Hoje, Maurício diz que acompanha o mundo e as coisas da arte e da cultura, pela televisão. Não usa computador, internet e nem celular. "Pra que?", pergunta com a voz pequena e um sorriso no canto da boca típico de quem já viveu muito e não precisa dessas "novidades" para continuar vivendo. "O Maurício de hoje é mais sério, mais compenetrado. Olho o mundo com olhos de quem tem 70 anos, a minha idade", admite. Seus olhos de 70 anos, quer ele queira, quer não, brilham como os de um garoto de 18. Um brilho de quem nasceu criativo e não vai deixar isso morrer nunca, apesar de se afastar de tudo. Diz que gosta, quando, na TV, aparecem artistas como Caetano Veloso. Mas admite que os bons artistas aparecem muito pouco na telinha.

Para quem achava que o colorido e as "loucuras" do Mauricinho Hippie tinham algum fundo lisérgico ou etílico, uma declaração pra encerrar o assunto e as dúvidas: "Nunca bebi e nem usei drogas. Nunca!" Sobre o fato de não ter guardado nada do seu passado, explica tranqüilo: "As coisas foram se acabando naturalmente. Não senti necessidade de preservar. Tudo me fez muito bem, as coisas passaram pela minha vida, me alegraram, me deixaram feliz, mas passaram. A família de Maurício é uma irmã que mora nos Estados Unidos e, todos os anos, vem visitá-lo. "Esse ano ele vem em outubro", finaliza o papo. Depois posa para as fotos, dá um abraço no repórter, agradece e volta para seu mundo.

Esse é o setentão Maurício Vicente Oliveira, morador de uma tranqüila praça no Setor Aeroporto, cercada de vendedores de carros e residências antigas. Nada nele lembra o Maurício esfuziante. Nada. Sério, sereno, na dele, parece que Mauricinho Hippie se foi e deixou um homem tranqüilo, sabedor de sua importância para mudar o comportamento de Goiânia, numa época que precisava de mudanças. Sua parte foi feita de maneira correta. E ele, agora, não precisa acrescentar mais nada ao que foi feito, ao que deixou de legado. Por isso fala pouco, é monossilábico. Não precisa explicar mais nada. Quem quiser que assuma esse papel, agora.

Maurício é um senhor que achou seu centro e vive dentro dessa sua descoberta. Cabe à cidade respeitar sua decisão e reverenciar um dos seus mais ilustres e criativos habitantes. Feliz de quem pode conviver com ele, como amigo e como jornalista, como eu pude. Paz, meu amigo Maurício! E tomara que Goiânia, no futuro, saiba te agradecer de maneira correta e elegante. Como merece um cidadão que ajudou a mudar a cara da sua cidade. 

FONTE: MATERIA PUBLICADA EM 30/07/2011 NO JORNAL DA IMPRENSA

http://vladimirrec.blogspot.com.br/2012/06/mauricinho-hippie.html


Sônia Elizabeth Nascimento Costa Você tem toda razão no que diz, CarlosCarlos Brandao.
CurtirResponder115 h
Quintal Do Jorjão Perfeito!!!!
CurtirResponder115 h
Kleuber Divino Garcez disse tudo brandas
CurtirResponder15 h
Moacir Brito Nascimento Brito Nascimento Em qual hospital, ele está?
CurtirResponder15 h
Carlos Brandão Hospital Geral HGG
CurtirResponder215 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Daniel de Mello Ele tá precisando de alguma coisa brandao?
CurtirResponder115 h
Carlos Brandão Eu acho que não meu fii. A família está cuidando.
CurtirResponder115 h
Daniel de Mello Carlos Brandão qualquer coisa já sabe né? Estamos ai
CurtirResponder115 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Lúcia Ribeiro Tem que usar as redes sim e sacolejar as pessoas sim,depois dessa bronca fiquei eu,mais fã sua é claro do Mauricinho. Mentalizo melhoras para esse eterno garoto
CurtirResponder115 h
Angelica Gomes Grande Maurício. Fez parte da minha adolescência quando vinha de Jaraguá passear em Goiânia e fazer compras na feira hippie. Realmente uma figura!!! Só não dá importância ao Maurício quem não dá importância na história da cidade. Histórias e mais histórias.
CurtirResponder415 h
Cleverlan Do Vale Vc é cara Brandão! Disse tudo!
CurtirResponder115 h
Gomes de Souza Mauricinho Hippie foi precursor da arte contemporânea em Goiás.
CurtirResponder515 h
Pedro Diniz Maktub!
CurtirResponder15 h
Vítor Lucena Brandão Falou tudo primo! Nós vivemos em um país que não valoriza a sua história! Muito triste isso!
CurtirResponder15 hEditado
Santana Rosa Euripedes Esse nosso povo tem memória curta, como o Escurinho, Mauricinho,e Gilcinho, todos nós que trabalhamos com cultura, vamos cair no esquecimento, seremos apenas uma foto amarelada, em alguma parede, depois nem isso. lamentável.
CurtirResponder15 h
Claudio Paiva Esses babacas de hoje faz o que o Maurício fazia há 50 anos que andar de bicicleta, com uma diferença, Maurício o fazia por amor
CurtirResponder15 h
Izabel Campos Izabelzinha Muito bem dito Brandão... concordo plenamente com vc.. Viva Mauricinho!!!!!!
CurtirResponder115 h
Lucas Carvalho de Oliveira Mostrei a foto e o texto pra minha mãe e ela resolveu me contar a história da Feira Hippie e como Goiânia virou a cidade das feirinhas. Bom conhecer nossa história e nossa cultura. Mas se depender dos órgãos governamentais de cultura estaremos todos fu... O Mauricinho Hippie merece mais respeito dos goianienses!
CurtirResponder215 hEditado
Marcos Caiado II Assino embaixo.
CurtirResponder15 h
Walter Carvalho Pôrra, até que enfim...!!!!!!
CurtirResponder15 h
Regina Jardim Poxa. .. que cidade de povinho bunda. Falou tudo o que penso, Brandão. Melhoras, Mauricinho!!!
CurtirResponder115 h
Ivan Lima Concordo plenamente!!!
CurtirResponder15 h
Leila Junqueira Carlos Brandao. Estou muito orgulhosa com tudo que disse. . Parabéns. Maurício foi tudo de bom e continuará pois mudou tudo com seu caráter bom. TEM QUE TER TRATAMENTO VIP SIM .É O MÍNIMO QUE ESPERAMOS DE VOCÊS POLÍTICOS QUE ELEGEMOS.
CurtirResponder215 h
Luu Celestino concordo plenamente.
CurtirResponder15 h
Gilson Cavalcante Muito bem, meu caro Brandão. Manifestação oportuna. Conheci i Mauricinho nos anos 70, espargindo alegria pela feira hippie, na pç. Cívica. Massa!
CurtirResponder215 h
Robney Bruno Almeida A história dele ainda vai virar um filme. Sei que a Cláudia Nunes fez um documentário sobre ele, mas falo em um filme de ficção. Desses de dar orgulho e levar a nossa cultura pro mundo inteiro. Fica aqui a dica.
CurtirResponder315 h
Carlos Brandao Concordo que dá filme. Tem passagens cinematográficas na vida dele
CurtirResponder14 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Gilson Cavalcante Branda, podemos fazer uma campanha pra ele? Estou no TO, MAS abraço a CAUSA
CurtirResponder114 h
Carlos Brandao Vou ver com a família dele e te falo
CurtirResponder14 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Tania Lima Sproesser Melhoras querido , bons anos aquela filosofia de vida, de respeito e amor ao próximo.,empatia, amor .
Disseste bem meu caro Carlos Brandão.
CurtirResponder114 h
Rosana Martins "A suave leveza do ser." Nas manhãs de domimgo na Praça Civica, Feira Hippie, não era à mesma sem presença de Mauricinho. " O abre alas que eu quero passar."
CurtirResponder214 h
Dairan Lima Gente boa, muito querido.
CurtirResponder114 h
Edilvan Da Silva Maia Brandão , sua opinião deveria ser publicada no mesmo espaço do jornal que originou a matéria do Maurício , como se fosse ( e é ) uma resposta para as " otoridades "
CurtirResponder214 h
Danny Oncinha Cahill Lemes Bradão é foda! Lembro dele aqui na Vila Nova... vi o doc q fala dele e fo( Escurinho campinas?) Esse doc parece não estar no youtube. Mas é foda! Devia ser passado em mostars e shows por ai vai... Brandão quando fala mata a paulada o descasus goianuss.
CurtirResponder114 h
Carlos Brandao Kkkk descasus goianus kkk
CurtirResponder114 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Marina Oliveira Parabéns Carlos Brandao, Mauricinho foi e é o cara, merecia mais respeito, lamentável!!!
CurtirResponder214 h
Luiz Antonio Alvarenga Freire correto Carlos Brandao. Mauricinho encantou Goiânia com sua alegria, cores vibrantes, vestuário impecável e nunca foi homenageado por ninguém. hoje internado no HGG, esquecido. a última matéria que o DM fez com ele, tinha engordado bastante, mas o que mais me chamou a atenção foi o seu olhar triste, perdido. Mauricinho Hippie merece todas as homenagens.
CurtirResponder214 h
Leonardo Morais Te fala viu!!!
CurtirResponder113 h
Cido Verissimo Bispo Meninos eu vi um espetacular cidadão rompendo com preconceitos e vivendo seu "FREE STATUS QUO" em plena Goiânia dos anos 60, no Liceu de Goiânia, extremamente tradicional e com preconceitos diversos, senti o racismo na pele e o Mauricinho então nem se fala com a Xenofobia explícita do machismo vigente, Ele sem se preocupar com os fius fius da vida, estendia sua toalha no chão e fazia seu lanche no intervalo das aulas o chamado recreio, sem dar a mínima pelota a nós que assistíamos aquilo sem entender o que estava acontecendo. Ele foi macho paca para dar sequencia à sua vida à sua maneira e com todo talento artístico que Deus lhe deu mestre Carlos Brandão.
CurtirResponder413 hEditado
Silas Rodrigues disse tudo, Carlão. Já estava sentindo falta dos seus verbos rasgados rsss. Força pro Mauricinho da bicicleta!
CurtirResponder13 hEditado
Patrick Oliveira São estes tipos de "micro fascismos dos pequenos medos" que Estado vai criando pra gente - a gestão disso é uma violência tamanha.
CurtirResponder213 h
Elson De Souza Ribeiro Eu estava lembrando dele essa semana.A última vez que tive noticias dele foi durante uma homenagem que foi feito a ele no antigo Restaurante Macrobiótico Setor Sul.Nessa ocasião cantou lá Luis Luiz AugustoAmauri Garcia.Isso deve ter sido uns 5anos
CurtirResponder113 h
Vania Ferro Mauricinho, nasceu em berço de muito dinheiro e se aborreceu com o pai abandonou tudo e foi viver ao seu modo! Sempre foi leve, alegre despreocupado. Bom com o próximo, lindo como pessoa, merece o maior respeito e atenção dos goianienses! Fico triste em sabê-lo novamente internado! Precisamos contar com pessoas q tenha lado doativo ou donativo no sentido de doar tempo e amizade para alegrá-lo, com um pouco de atenção ou algo q aqueça seu espirito triste, abandonado, ele merece é um amigo lindo!!!
CurtirResponder313 h
Alvaro José Vallim Brandão, belo texto seu sobre esta situação. Mauricinho é realmente um dos personagens que deixaram sua marca em Goiânia. Marca de alegria, rebeldia, alegria, de protesto contra as intolerâncias e preconceitos... Lamentável que isso aconteça com ele. Lembro bem dele passando pelas ruas com suas bicicletas enfeitadas seja num dia de semana comum ou no final do 7 de setembro ou no Carnaval.Que ele se recupere!
CurtirResponder13 h
Beatrice Labaig Brandao desculpa a ignorância, mas sei quase nada desse amigo aí. Fala mais dele pra essa criança aqui! Obrigada
CurtirResponder113 h
Carlos Brandao Na matéria do Popular tem um pouco da história dele. Entrevistei ele há uns 4 anos. Vou tentar achar o link e te mando. Mas a história dele é genial. Certeza que vc vai curtir
CurtirResponder112 h
Beatrice Labaig Eu conheço a figura por alto, bem por alto... queria mais relatos! 😊
CurtirResponder112 h
Carlos Brandao Me grita no whats e eu te falo o que sei 98204-0625
CurtirResponder12 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Maria Jose Da Costa Assis Lembro muito dele ..sempre sorrindo naquela bicicleta enfeitada cabelos ao vento ..bons tempos .. qua do na feira só tinha mesmo artesanato ..
CurtirResponder113 h
Maria Jose Da Costa Assis Acho que alguém teria mesmo que falar ..foi bacana da sua parte Carlos BrandaoBrandao.
CurtirResponder113 h
Marcelo Jose Da Silva Marcelo Silva mauricinho faz parte de goiania
CurtirResponder112 h
Thatband Thatband ISSO MESMO BRANDÃO,CONCORDO COM VOCÊ
CurtirResponder212 hEditado
Carlos Edu Bernardes Xará Carlos Brandao, bom ter notícias dele, apesar de não serem boas. Espero que ele melhore logo. E, coincidentemente, o mencionei num pequeno conto meu, de um novo livro:

A SÓCIA...Ver mais
CurtirResponder412 h
Carlos Brandao Que massa!
CurtirResponder312 h
Beirão Neves FALOU BONITO EM BRASILIA ROLAM AS MESMAS COISAS.
CurtirResponder312 h
Reinaldo Assis Pantaleão Oportuna manifestação amigo Carlos Brandão. As chamadas autoridades culturais infelizmente, não se posicionam diante do descaso como o a imprensa, através do Google jornal do O Popular noticiou, com relação ao dos símbolos dos anos 60,o nosso poeta e cancioneiro da liberdade Mauricinho. O descaso faz parte da nossa desgraça cultural. Força Mauricinho. Parabéns Brandão.
CurtirResponder412 h
Fernando Diniz Linhares Mauricinho foi a personagem mais marcante dos anos 70 em Goiania, na feira Hippy com seu cachorro colorido (corres diversas todas semanas) muita cultura e extravagância. Foi muito amigo do meu irmao , ia sempre na casa dos meus pais, em 77 ganhei um filhote de Dalmata dele, muito gente boa ele.
CurtirResponder212 h
Danilo Verano Grande Mauricinho!!! Exalava liberdade e muita luz.Brandão,vamos organizar uma homenagem a ele?
CurtirResponder611 h
CurtirResponder111 h
Rosana Schmidt Há um documentário chamado Mauricinho e a bicicleta.
CurtirResponder211 h
Spin José Carlos Lima
Escreva uma resposta...
Karnillo Kozlowski lembro demais do mauricinho
CurtirResponder211 h
Marco Rogerio Ele saía da praça Cívica e ia pra Tamandaré assobiando tão alto que não tinha ninguém que não olhasse!
CurtirResponder311 h
Vania Ferro Sim Danilo Verano, vamos organizar uma linda homenagem para nosso querido Mauricimho!!!!
CurtirResponder411 h
Otto Caetano " nos deu mais sensibilidade e talento para enxergar os diferentes". Salve, Salve !! Melhoras , fica bem Guerreiro!
CurtirResponder311 h
Marcos Lobo Lobo Lobo CARLOS Carlos Brandao FALOU TUDO É ISTO AI !!! ... A SECRETARIA DE CU-LTURA É UMA GRANDE PANELA !!! CHEIA DE CABEÇA DE GALINHA COM PEQUI !!! EITA GOIÁS !!! VC SABE ONDE FICA GOIÁS !!!! haaaaaaaaa....
CurtirResponder411 hEditado
Nonatto Coelho de Oliveira Esse é o cara! Vanguarda da cidade com sua personalidade unica.
CurtirResponder311 h
Wilson Silvestre Disse tudo, amigo Brandão! O Maurícinho foi o músico contratado por mim em meu primeiro casamento, realizado na Capela da Santa Casa, hoje ao lado do monstrengo Centro de Convenções.
CurtirResponder411 h
Vania Ferro Ele também é artista visual! Fez várias mostras de arte! Tudo com muita paixão!!!
CurtirResponder311 h
Renato Costa Isso Brandão... Merece sim todo o nosso respeito...era criança e via ele com seu assovio no Setor Coimbra... e depois estudando no Ateneu ele pulava o muro e dava palestras pra gente... reuníamos em volta dele para ouví-lo... sempre esteve à frente do seu tempo...
CurtirResponder310 h
Wanderley Marques Carlos Brsdao o maurisinho a inda vivi ru conhecia andando de bicicleta no centro de goiania voce tambem lembrs
CurtirResponder210 h
Irapuan Bezerra Desejo pronta recuperação pra ele. Mas,eu achava que ele já tinha virado uma estrelinha Brandão.
CurtirResponder110 h
Darwinson De Melo Rocha Salve Mauricinho! Concordo contigo, Brandão! Melhoras pra ele!
CurtirResponder29 h
Carlos Sena Mauricinho com seus cabelos soltos, descia pro centrão de bike com seu cãozinho colorido de violeta genciana. E dava um assovio ensurdecedor pela avenida Goiás abaixo. Cena única que até as crianças e coroas se identificavam. Uma pena esse descaso com pessoas que sabiam ver o futuro com respeito às diferenças que convivemos hoje. Falou tudo Véi!
CurtirResponder59 h
Edivaldo Junior Realmente, mauricinho foi um importante agente transformador de algumas gerações goianienses. Merece mesmo um tratamento ao nivel de sua importância na cultura goianiense.
CurtirResponder39 h
Maria Eunice Angelino da Silva É isso aí Brandão Maurício faz parte da cultura goianiense me lembro até do macaquinho dele
CurtirResponder39 h
Sylvinhoqueiroz Queiroz ...é isso aí meu nobre brother "Brandão", por essas e outras tantas, que nunca acreditei nesses diplomas e certificados que não condizem com a realidade...parabéns,mais uma vez, pela sinceridade automática !!!...bjsmusikkaisqueirozísticos...quânticos...
CurtirResponder26 h
Márcio Paixão Júnior Grande Brandão!!! "as otoridades sequer abanam seus rabos gordos"
CurtirResponder4 h
Chainha Saralista Oi gente....
Estive hoje com Mauricinho. Ele está melhor e ainda hospitalizado. Recuperando bem.
Mostrarei a ele essas lindas palavras de vocês. Domingo estarei com ele o dia todo no hospital. Assim que chegar lá informou a vocês para ele mesmo responder.
CurtirResponder3 h
J Bomfim Cerimonial Qdo trabalhei no Clube Jaó ,na área social deu muito apoio ao Maurício hoje. ELE fazia lindos shows em nossa a noites de ser estas. Sempre admirava seu trabalho.Boa sorte querido e estimo sua rápida recuperação.
CurtirResponder1 h

lembrete: criar coragem e passar uma zap zap para o andré baiochi...assunto: as maquinas de costura....

Nenhum comentário:

A História do SPIN