03/09/2013

Memes viraram uma arma


  • Esse movimento trabalha com produção de imagens e mais nada. Não devemos colaborar. Se virem para continuar com o show! Não tem pauta, não tem liderança, não tem partido... não tem nada. É só imagem. Minha cara, não levam para veicular pelo mundo uma simulação de guerra civil no Brasil.
    • Vera Borda Candido Pereira Isso aí: quando li a convocação me lembrei logo de imagens de guerra civil no Brasil.
      há 6 horas · Curtir · 1
    • José Carlos Lima Spin Imagens e slogans, ou seja, mensagens curtas, nada de debate, nada de agrumentação, enfia-se um lema qualquer na cabeça das marionetes teleguiadas e pronto, é só esperar as bombas da OTAN cairem sobre nossas cabeças, o pre-sal justifica o ataque, por muito menos as grandes corporações que tem a guerra como investimento estáo que nem abutres sobre a Siria
    • Du Magro Xi, naum intendi, do que é que vc tá falando Cristiana ?Castro
      há 4 horas · Curtir · 1
    • José Carlos Lima Spin Du, a Cristiana Castro deve ter visto algum banner fascista que casa imagem com uma "palavra-de-ordem", decidindo por não publicar a imagem que, como ela diz, não deve ser reproduzida pq os fascitódes só tem a ganhar com isso, hoje estes banners desempenham a mesma função do manchetismo: Evitar pensar
      há 4 horas · Editado · Curtir · 1
    • Du Magro Sim, memes viraram uma arma. []s
      há 4 horas · Curtir · 1
    • José Carlos Lima Spin Hoje vivemos à merce desse tsunami de memes (mensagens e imagens), o artista pop Andy Warhol tratou disso "As imagens para Warhol não só representavam, mas compunham o mundo. Em outras palavras, ele entendeu que o mundo era feito de imagens e aquilo era paradoxalmente, posto que apenas superfície"http://br.groups.yahoo.com/.../message/1277

      br.groups.yahoo.com
      Grupos de e-mail gratuitos
    • José Carlos Lima Spin O ANONYMOUS DOMINA AS TÉCNICAS DE MANIPULAÇÃO DE CORAÇÕES E MENES(SIC, MENTES)- Este texto do Meme de Carbono é de 2009 mas bem atual: "(...)As pessoas online são diferentes das offline até mesmo no funcionamento do cérebro, mas ainda são pessoas vítimas dos mesmos instintos e de um sistema límbico que para de se desenvolver antes dos 5 anos transformando-nos a todos em crianças quando nos emocionamos.

      Sendo assim a fórmula da manipulação é muito simples:

      Assuste a pessoa
      Emocione a pessoa
      Crie um dispositivo que a mantenha presa aos 90 segundos que duram a reação bioquímica das emoções. Se você falhar nisso a pessoa vai usar o córtex frontal superior para analisar suas emoções, raciocinar e começar a criar um grupo de conceitos capazes de protegê-la da próxima onda dos ítens 1 e 2
      Sim, o segredo está no item 3, mas tem gente que usa isso muito bem. Vide Mein Kampf e o filme A Terceira Onda.

      Pode-se criar um sistema de retro-alimentação convencendo a pessoa de que ela é portavoz de um poder superior. Pode ser um Deus, a razão no caso de muitos ateus, um líder supremo ou simplesmente uma imagem como a camisa de um time de futebol ou a marca de um refrigerante ou computador.

      É claro que isso cria uma sociedade esquisofrenica, mas quem está interessado em manipular mentes está mais próximo das máquinas da Matrix do que de Guy Debord, aliás está no extremo oposto.

      Não irei além disso nessa questão. Ficarei no alerta: cuidado com o que fala diretamente ao seu medo, suas emoções e suas crenças, essas são as chaves para capturar sua consciência. Não se trata de não ter medo, emoções ou crenças, mas de aprender a deixar os 90 segundos de reação bioquímica passarem e seu sistema límbico deixar seu córtex frontal superior trabalhar. Para mais informações sobre isso sugiro o excelente livro de Jill Bolte Taylor(....)" Leia o texto na íntegra http://www.memedecarbono.com.br/...


      www.memedecarbono.com.br
      A pergunta acima foi feita por alguém na platéia de mais uma excelente palestra ...Ver mais
    https://www.facebook.com/cristiana.castro.967/posts/597416110310194?comment_id=5797028&notif_t=comment_mention


    Atualização - 11/09/2013


    Não sei como foi ai na sua cidade mas aqui(Goiânia) notei a ausência dos jovens de classe média e burgueses que correram paras as manifestações de junho como se dirigissem a uma Parada Gay, de forma que neste 7 de setembro os manifestantes eram compostos por um grupo de uns 20 black blocs que se juntaram ao Grito dos Excluidos. Se estes jovens tmbm são excluídos? Sim, e se dizem anarquistas ao mesmo tempo em que são dirigidos por interesses outros, geralmente por trás deles há um espertinho atiçando-os, dirigindo-os, o mentor goiano, um jornalista, chegou a cogitar no FB mandar para a manifestação as torcidas organizadas, o que teria um caos total, vamos aos ensinamentos de Marx:
    O termo lumpemproletariado (do alemão Lumpenproletariat: 'seção degradada e desprezível do proletariado', de lump 'pessoa desprezível' e lumpen'trapo, farrapo' + proletariat 'proletariado') ou lumpesinato 1 ou ainda subproletariado designa, no vocabulário marxista, a população situada socialmente abaixo do proletariado, do ponto de vista das condições de vida e de trabalho, formada por frações miseráveis, não organizadas do proletariado, não apenas destituídas de recursos econômicos, mas também desprovidas de consciência política e de classe, sendo, portanto, suscetíveis de servir aos interesses da burguesia. Assim, segundo os teóricos da revolução, o lumpemproletariado seria pernicioso, já que seu cinismo e sua absoluta ausência de valorespoderiam contaminar a consciência revolucionária do proletariado.
    O termo, que pode ser traduzido, ao pé da letra, como "homem trapo", foi introduzido por Karl Marx e Friedrich Engels em A Ideologia Alemã (1845).2 O lumpemproletariado seria constituído por trabalhadores em situação de miséria extrema ou por indivíduos desvinculados da produção social, dedicados a atividades marginais, como os ladrões e as prostitutas. Em O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, capítulo V, assim é descrito o lumpemproletariado:
    Sob o pretexto de criar uma sociedade de beneficência, organizou-se o lumpemproletariado de Paris em seções secretas, cada uma delas dirigida por um agente bonapartista, ficando um general bonapartista na chefia de todas elas. Junto a roués arruinados, com duvidosos meios de vida e de duvidosa procedência, junto a descendentes degenerados e aventureiros da burguesia, vagabundos, licenciados de tropa, ex-presidiários, fugitivos da prisão, escroques, saltimbancos, delinquentes, batedores de carteira e pequenos ladrões, jogadores, alcaguetes, donos de bordéis, carregadores, escrevinhadores, tocadores de realejo, trapeiros, afiadores, caldeireiros, mendigos - em uma palavra, toda essa massa informe, difusa e errante que os franceses chamam la bohème: com esses elementos, tão afins a ele, formou Bonaparte a soleira daSociedade 10 de dezembro.

    ;wikipedia

    Isso também:


    ECOS DOS PROTESTOS

    O programa do caos

    Por Luciano Martins Costa
    Comentário para o programa radiofônico do Observatório
    As notícias sobre o recuo das manifestações de rua, realizadas em junho para dar voz a reivindicações da sociedade, desalojadas pelas incursões dos bandos de predadores encapuzados que se denominam Black Bloc, se reduzem à crônica policial.
    Na terça-feira (10/9), os principais jornais de circulação nacional trazem o rescaldo das prisões efetuadas no sábado em algumas capitais. O Globo conta também a história da estudante, integrante do movimento, que fugiu para Buenos Aires e pretende pedir asilo político na Argentina.
    Mais interessante do que esse relato factual sobre detenções e inquéritos é o debate que corre nas redes sociais digitais sobre o significado político e social desse fenômeno do ativismo que se completa na violência. Em algum momento, essa discussão vai ganhar mais espaço na mídia tradicional, que geralmente se prende ao factual e demora a buscar uma compreensão maior dos eventos sociais.
    Mas, por enquanto, o leitor ou leitora pode se distrair com os exercícios intelectuais que procuram enxergar um valor político relevante nos atos de jovens delinquentes cujo propósito parece ser apenas o vandalismo. No entanto, como já se afirmou aqui (ver “O fim da inocência nas ruas“), a organização e expansão dos blocos de encapuzados, observada em várias capitais no dia 7 de setembro, indica que o fenômeno alcança um nível mais elevado de operação e elimina qualquer traço de inocência em suas intenções. O caráter militar dessas ações desautoriza lucubrações isentas e exige um olhar mais comprometido com a defesa da democracia.
    Quando a violência se organiza e não oferece justificativa além do próprio ato violento, deve-se desconfiar que seus autores estão escondendo o propósito final de suas ações. Não se pode mais afirmar que se trata de “rebeldes sem causa”, ou que os Black Bloc estão, como afirmou uma intelectual, registrando de maneira óbvia “seu inconformismo com o contrato social”, ao qual não aderem.
    A glamourização do vandalismo inclui a afirmação de que seus autores lançam mão de “tecnologias derivadas da provocação artística, mais especificamente ainda de uma combinação de simbologias contraculturais de extração punk e digital”, e por aí vai.
    A estética da violência
    Intelectuais ganham a vida por pensar, ou seu pensar é um meio de vida, mas não se deve ignorar que há uma responsabilidade profunda na reflexão. A glamourização da violência só se justifica em casos muito específicos.
    O surrealismo, que usava técnicas apuradas de produção artística como forma de confrontar a racionalidade e o utilitarismo da sociedade burguesa, ainda produzia arte. Já o fascismo e o nazismo, que brotaram no mesmo período, buscaram justificativas ideológicas na estética do surrealismo, porém seu propósito não era produzir política, mas destruir toda forma de política. O caos como ação política é quase sempre um programa de minorias que não se justifica numa democracia, ainda que deficiente.
    É certo que, entre os milicianos dos Black Bloc, há jovens oriundos dos extratos menos favorecidos da população, mas os que têm recursos e tempo abundante para alimentar suas páginas nas redes sociais são mais bem representados pela jovem que pode fugir para Buenos Aires quando a lei se aproxima.
    De qualquer maneira, não terá sido a primeira vez que os desfavorecidos são manipulados pela classe dominante como instrumento contra seus próprios interesses. Não há, portanto, uma justificativa social para se falar em ação política como objetivo da violência.
    O que parece mais claro é que se trata de uma ação de despolitização que repudia a reflexão, daí a importância de observar o esforço de intelectuais tentando enquadrar em conceitos mais ou menos aceitáveis o que se apresenta na verdade como negação da política. E da própria reflexão.
    Mesmo as tentativas de interpretação do vandalismo como manifestação estética soam como um esforço para prover de valor simbólico o que é apenas a negação de valor do social.
    Se formos buscar um significado político para os Black Bloc, o exemplo histórico mais apropriado são as milícias da primeira etapa do fascismo, que também começaram atacando os símbolos do capitalismo e do liberalismo econômico, propondo a coletivização da produção e, entre outras medidas, o imposto progressivo sobre fortunas herdadas. Também na Alemanha, os nazistas combatiam o status quo e os grandes bancos, culpando-os pela depressão moral da população após a I Grande Guerra.
    Nos dois casos, intelectuais e artistas se deslumbraram com a estética da violência.


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