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06/05/2018

Embraer: radiografia de uma operação criminosa (2)

Ocorreu no Brasil o mesmo tipo de guerra que aconteceu no Iraque e outros paises do Oriente Médio: a guerra de dominação, ou seja, ataque imperialista......
......houve participação criminosa dos meios de comunicação alinhados aos interesses que não os do povo que teve seu pais dominado....me lembro das fake news repetidas repetidas, todos os dias, no JN, sobre as tais "armas de estruição em massa em poder do governo Iraquiano, o que soube depois era uma farsa para justificar a invasão e destruição de um pais....
.......e olha lá que os Chicagos Boys fizeram concessões ao Estado iraquiano, que aqui não está havendo....
....
...após a guerra de dominação, as  províncias ficaram com parte dos poços de petróleo, por aqui nem isso, que o diga o RJ, que dentre embreve será terra de desolação e fome em meio a alta produção de petroleo para financiar a educçãao, saude, cultura\: dos americanos, ingleses, noruegeses e oligarquias nacionais e internacionais que financiaram o golpe ..,..
....a diferença é que no Brasil não foram usados mísseis, o que de fato não se fazia necessário num pais que tem uma classe dominante como a nossa: de pendor colonial e escravistga até na tampa....
como ocorreu no Iraque, num jogo de baralho que todos os dias eram exibidas no JN, foram caindo uma a uma, sendo o último a cair o Partido Baath,, secularista..que aqui são, guardadas as diferenças, Lula e o PT......

que deus tenha piedade desta nação....

A propósito, segue postagem:

Embraer: radiografia de uma operação criminosa (2)

Perda completa de autonomia tecnológica. Transferência aos EUA das atividades estratégicas. Risco de demissões em massa. Veja as consequências reais da possível venda da empresa brasileira à Boeing
Por Nazareno Godeiro

(...)
Por que a venda da Embraer à Boeing prejudica os trabalhadores da empresa e o Brasil?
Com essa venda, os trabalhadores da Embraer e o povo brasileiro entregarão o controle de uma empresa estratégica ao governo dos Estados Unidos, que, em última instância, determina as decisões fundamentais da Boeing.

A Boeing pode até não fechar a Embraer (como fez com a McDonnel Douglas), mas o Brasil perderá a soberania sobre as decisões relativas à empresa.
Como todos sabem, quando o governo dos Estados Unidos ou os donos da Boeing tomam uma decisão, visam favorecer seus interesses geopolíticos e financeiros. Eles não se importam com o país onde está sediada a empresa (principalmente se for um país dominado) ou com os trabalhadores e técnicos da subsidiária.
Vejamos um exemplo hipotético: caso a economia norte-americana entre em grave crise, como entrou em 2008, e a Boeing resolva demitir 40% da sua mão de obra, onde será feito o corte? Nos Estados Unidos, onde está a matriz, ou nas subsidiárias espalhadas pelo mundo? Sem dúvida, o governo norte-americano e a Boeing agirão em causa própria, como demonstraremos a seguir:
Donald Trump, em 2017, vetou a venda da empresa norte-americana Lattice Semiconductor para uma empresa chinesa, argumentando que “a transação representa um risco à segurança nacional dos Estados Unidos” (CAPITAL, 2017). Em 2008, no governo Obama, o Departamento de Justiça dos EUA bloqueou a venda da National Beef para a JBS, argumentando que o mercado de bovinos ficaria excessivamente concentrado nas mãos da empresa brasileira. Obama também vetou a venda da Aixtron, fabricante alemã de chips para os chineses, com argumento de que “prejudicava a segurança nacional dos Estados Unidos” (WEI, 2017). O governo vetou também a venda da Unocal (grande petrolífera norte-americana) para os chineses. O governo alemão vetou por muito tempo a venda da Opel (subsidiária da GM na Alemanha), com receio do fechamento de fábricas (HOLLAND, 2010).
Na compra da McDonnell Douglas, em 1996, a Boeing fechou a empresa, colocou seu logotipo por cima do outro e vendeu divisões que não lhe interessavam, como a de helicópteros. Fez isso com uma empresa que era a terceira maior fabricante de aviões comerciais e militares do mundo, três vezes maior do que a Embraer.
Em 2006, a Embraer foi impedida de vender seus aviões Super Tucano para a Venezuela, porque a operação foi vetada pelo governo dos Estados Unidos. A Embraer está proibida de vender Super Tucano para o Irã, Iraque, Coreia do Norte e outros países porque o governo dos EUA veta a venda, já que esses aviões têm tecnologia norte-americana embutida na fabricação.
Esses três exemplos mostram que os países imperialistas preservam sua soberania, enquanto o Brasil já não toma decisões econômicas importantes sem o aval dos EUA.
Provavelmente a Boeing, adquirindo a Embraer na forma em que se der, deixará no Brasil as operações de baixas rentabilidade e tecnologia, preservando na matriz os processos de alta tecnologia. Isso pode significar, inclusive, incorporar uma parte dos engenheiros brasileiros.  Porém, o grosso da engenharia se tornará desnecessário porque a matriz da Boeing opera com alta tecnologia. É, inclusive, fornecedora da Nasa e não vai abrir esse nível de informação para a engenharia tupiniquim. Teremos milhares de engenheiros brasileiros excedentes. O que acontecerá com eles?
Todas as decisões importantes serão tomadas de acordo com o interesse da matriz da Boeing, que é praticamente um braço do Pentágono, Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Por exemplo, a base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, está proibida de ser usada por outros países, devido ao veto do governo dos Estados Unidos, já que a maioria dos equipamentos espaciais do mundo tem tecnologia norte-americana. Todo o desenvolvimento tecnológico e militar da Embraer e do Brasil será dominado pelo governo estadunidense.

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