17/04/2012

Os 28 anos do "Diretas Já"

Márcia, vídeo interessante, chamou-me a atenção o discurso de esquerda Cristiane Torloni, sua palavra de ordem Fora FMI após saudar todos os partidos ali presentes, dentre eles PT e PC do B. Tem o Caco Barcelos. A impressão que tive é a de que, apesar do alinhamento da Globo à ditadura, nesta época ainda não havia a degradação atual, ou seja, a cumplicidade da imprensa nacional com o crime organizado encabeçado por Carlinhos Cachoeira, processo que, ao que tudo indica, começou com o impeachement de Collor, ocasião em que a mídia mordeu a mosca azul ao dar-se conta de que poderia derrubar um presidente.

16/04/2012

A Ditadura Gay no Brasil, por Laerte

Gunter, parabéns pela postagem, bárbaro o Laerte, com essa mídia dos HQs então


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Os autores e a literatura das periferias

“A literatura que eu escrevo vem de ruas que os anjos não frequentam, de pessoas que não têm voz”, 
Não é por outro motivo que a Veja, tempos atrás, fez uma intensa campanha contra este tipo de literatura. A revista do "impoluto" Civita classificou como degenerados os novos escritores, dentro os quais Marcelino Freire. Vou ver se localizo algum link que remeta ao assunto. 
Voltei, não difícil localizar. Seria muito interessante se ressuscitássemos essa história, já que a Veja foi desmascarada e pega na boca da botija, será que essa campanha da Abril contra este tipo de literatura tem a ver com os interesses da dupla Civita-Cachoeira pela educação, a conferir.
Carta aberta ao escritor Mário Sabino, [ Redator-chefe da revista Veja e autor dos livros

Manifestação contra Marconi Perillo, que ocorreu neste sábado em GO - Clique aqui

15/04/2012

A reportagem dadaista

Duchamp do Maranhão com certeza o Dadá não é, muito pelo contrário, pois se tivesse um mínimo de sensibilidade para as artes não estaria envolvido no submundo do crime.

A título de desagravo do MA, vale um João do Vale.
Peba na Pimenta, de João do Vale, por Marinês  - CLIQUE AQUI

Sobre as ligações mídia-Cachoeira: O que é crime organizado?

Caro Nassif, tenho feito buscas sobre o crime organizado no Brasil. Não encontrei nada recente. Aliás, para ser atualizada, a pesquisa teria que incluir esta nova modalidade de crime organizado, refiro-me à sofisticação da rede comandada por Cachoeira. Na falta de tal pesquisa, convêm nos debruçarmos sobre os antigos estudos que arrolavam apenas gente como Fernandinho Beira-Mar e Leonardo Dias Mendonça, Marcola, PCC, etc.
O problema é que, se novidade essa organização criminosa com seus personagens sofisticados, cujo modus operandi  envolve a Veja (com direito a ser veiculada no JN/Globo), o conceito é o mesmo de sempre, os crimes praticados, também, em pouco se diferem: Arapongagem, lavagem de dinheiro, quebra do sigilo profissional, corrupção ativa e passiva...
O que é crime organizado? 
A Academia Nacional de Polícia Federal do Brasil enumera 10 características do crime organizado: 1) planejamento empresarial; 2) antijuridicidade; 3) diversificação de área de atuação; 4) estabilidade dos seus integrantes; 5) cadeia de comando; 6) pluralidade de agentes; 7) compartimentação [6] ; 8) códigos de honra; 9) controle territorial; 10) fins lucrativos.
Diante destas características recordo-me que, já em 2004, a revista Veja, de Robeto Civita, publicou uma matéria falsa, por ocasião da CPI da Loterj, para livrar Carlinhos Cachoeira da cadeia. Nesta e noutra ocasiões, a Veja foi mais do que telespectadora ou empresa jornalística registrando um fato: Fez parte da trama criminosa.
Daí para cá, o modus operandi da organização criminosa, com a Veja no papel de partícipe, sofisticou-se. Assim diversas farsas foram engatadas, como por exemplo  o falso grampo falso grampo contra Gilmar Mendes. Nesta ocasião, Cachoeira aproveito-se do caso Daniel Dantas para detonar a Abin e de cara, livrar o banqueiro da cadeia, o que de fato ocorreu.
Diante de tais exemplos, o que podemos concluir é que a Operação Monte Carlo trouxe à tona uma modalidade de  organização criminosa até  então desconhecida, uma vez que, ao que tudo indica, não se destacava por assassinatos, excetos os de reputação  na páginas da Veja. A par disso,  os crimes praticados são os mesmos de qualquer outra quadrilha, indo de lavagem de dinheiro a quebra de sigilo profissional, passando por corrupção ativa e passival, afinal de contas a rede era bem grande, dela fazendo parte uma grande teia de autoridades públicas.
A revista Veja  integrou de corpo e alma, por todos estes anos, a mais ampla e poderosa organização criminosa que poderíamos imaginar. Duvidododó que em algum outro país uma rede voltada para o crime tenha tido esta sofisticação e tenha ido tão longe. Para se combater o crime organizado é preciso conhecê-lo. Mãos à obra.
Publicado originalmente no blog do Luis Nassif

14/04/2012

O medo da Veja

Pensei que a Veja viesse com o assunto "Delta Construções" para esconder seus próprios podres. Ao que tudo indica, o Demóstenes Torres, garoto de recado de Cachoeira,  optou pelo "mensalão", por sinal uma cria do trio Veja-Demóstenes-Cachoeira. 
Realmente chega a ser divertido ver o crime organizado se movendo para livrar o Poderoso Chefão, no momento num presídio de segurança máxima.
É caso de estudo, de livros e tudo mais sobre o crime organizado no Brasil, em nenhum outro lugar do mundo a máfia foi tão longe, a ponto de quase derrubar o presidente da República com a farsa do mensalão.
Até as areias do mar sabem que Demóstenes Torres foi a fonte da Veja desta semana, enfim, o esquemão do Cachoeirão não foi desbaratado e dificilmente o será,  no máximo os capos substituirão a conhecida rede de arapongas por gente como Demóstenes e outros que não podem ser investigados pela polícia, como por exemplo advogados bandidos, beneficiados por uma lei proposta pela máfia.
"A Delta negou ter feito doação para a campanha de Agnelo e declarou que o presidente do conselho de administração da empresa, Fernando Cavendish Soares, não conhece o governador e nem se reuniu com ele.
Marcelo Lopes declarou que não tem envolvimento com o jogo do bicho.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que pediu que a Polícia Federal apure a origem do vazamento de informações sobre a operação Monte Carlo e negou que o vazamento tenha partido da polícia."
E falando em máfia, eles se deram mal dias atrás. Na Itália, não no Brasil, claro, por aqui os mafiosos tem a imprensa no bolso, quer dizer, a própria imprensa faz parte do crime organizado.
Sobre prisão de seus congêneres na Itália, deu no JN no dia 19/3/12, já os mafiosos daqui, cuja rede é bem mais ampla e cometeram crimes parecidos e até mais graves, continuam com seu esquema intacto:
"Na Itália, a polícia prendeu 50 acusados de associação mafiosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Entre eles, 16 juízes que teriam dado sentenças favoráveis aos chefes da Camorra, a máfia que atua na região de Nápoles. Também foram apreendidos bens no valor aproximado de R$ 2,5 bilhões."
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Trivial da serenata

A serenata consiste numa espécie de adoração, na qual o(a) presenteado(a) acorda com músicas que parecem querer enterncer a pessoa amada. Adoro - CLIQUE AQUI

13/04/2012

As redes de cumplicidade a Cachoeira



Nassif, será que, quanto a maior e mais poderosa rede do crime organizado no Brasil, serão desvendadas as redes de cumplicidade e de proteção a Cachoeira? Tenho minhas dúvidas. Senão vejamos:
p>Em nenhum lugar do mundo o crime organizado foi tão longe como no Brasil. "Sofisticada", a rede criminosa aliou-se à imprensa e confundiu-se com o Estado, promovendo coronéis, indicando pessoas ao governo de GO e se alastrando por todo o Brasil e até mundo afora. Mesmo as máfias italianas eram tinha seus territórios restritos, como Corleone, sendo que no Brasil o crime organizado dominou até a imprensa, o que torna difícil, senão impossível, sua extirpação, isto por causa do poder de manipulação de uma imprensa asssociada ao crime organizado que, no momento, tenta jogar a batata quente no governador do DF para livrar a cara de outros implicados, dentre estes a própria imprensa com sua teia de cumplicidade e proteção a Cachoeira.
Em nenhum outro lugar do mundo um mafioso poderia se gabar de ter  uma Veja no bolso, inclusive-se  dela(Veja) se utilizando para,  para em pool com os demais veículos de comunicação, por em prática seu modus operandi. Ou se desvenda e desarticula essa poderosa rede que tantos males causou ao Brasil nos últimos anos ou, como escreveu Nassif, se entrega de vez as chaves do Brasil ao crime organizado. A hora é agora. Verique neste artigo que Corleone, o maior mafioso da história, é fichina diante de Cachoeira.
A rede do Cachoeira não tem paralelos no mundo, tratando-se de algo em comum, uma vez que, na legalidade,  atua na área da construção civil (Delta Constuções), farmacêutica(Vitapan), Educacional(Demóstenes entrou neste ramo, bem como Civita, fora "O Maior" de GO que, dizem é dono de uma conhecida faculdade por aqui, sendo que estaria no nome de um laranja).
A par da sua atuação legal mediante empresas legalmente constituidas, Cachoeira operava no submundo do crime, estendeu seus braços pelo STF, Senado e outras instâncias do poderes legislativo, judiciário e executivo. E olhe lá que nem falei da associação da impresna com esta rede criminosa. 
Quanto a Operação Mãos Limpas, na Itália, que muitos gostam de citar, o que me chama a atenção no caso italiano é que, talvez devido a grande publicidade do tema corrupção naquele momento, um dos resultados desatrosos foi a eleição do "impoluto" Silvio Berlusconi, que mantêm-se no poder até hoje, uma vez que o atual governante daquele país é do mesmo esquema berlusconniano, o que faz perguntar-me se não há uma saída. Não é por coincidência que, como na Itália, a imprensa quer porque quer que o Brasil eleja seu Berlusconi em 2014, sendo que as eleições municipais deste ano são parte deste processo.  O "show do mensalão" vem aí.
Texto escrito sob o heterônimo Juriti do Cerrado -  LEIA MAIS