16/04/2012

Os autores e a literatura das periferias

“A literatura que eu escrevo vem de ruas que os anjos não frequentam, de pessoas que não têm voz”, 
Não é por outro motivo que a Veja, tempos atrás, fez uma intensa campanha contra este tipo de literatura. A revista do "impoluto" Civita classificou como degenerados os novos escritores, dentro os quais Marcelino Freire. Vou ver se localizo algum link que remeta ao assunto. 
Voltei, não difícil localizar. Seria muito interessante se ressuscitássemos essa história, já que a Veja foi desmascarada e pega na boca da botija, será que essa campanha da Abril contra este tipo de literatura tem a ver com os interesses da dupla Civita-Cachoeira pela educação, a conferir.
Carta aberta ao escritor Mário Sabino, [ Redator-chefe da revista Veja e autor dos livros
"O dia em que matei meu pai"  e "O Antinarciso" ]
Por Marcelino Freire, na Cronópios, em 18/05/2005

SABINO, só posso pedir socorro a você. Aí, dentro da Veja. Você será
meu ponto de respiração, creia. Minha escapatória.
Você que, além de redator-chefe da revista, é escritor, ora. Estreou o
ano passado. Já publicou dois livros. Eu li na Veja. Duas resenhas
elogiosas, de página inteira. E li em outros veículos. Críticas boas. É
sinal de que você é bom.

Ou não?

Sinal de que você vai me ouvir. Porque com o Jerônimo [o Teixeira] eu
não posso mais conversar. Ele não me ouve. Ele parece uma criança
mimada. De pistola automática na mão só quer saber de atirar.
Pá, pá, pá.
Cara, confesso que estou com medo. Estados Unidos contra Bagdá. No
domingo, acordei cedo. E fui cagar. Coloquei a revista no colo e fiquei
pensando: "porra, o que fazer?". Meu blogue só tem uns duzentos e
cinqüenta acessos por dia. Os leitores da Veja são milhares.
Em toda parte, nesta segunda-feira, tive que responder: "a crítica do
Jerônimo foi pessoal, vingança desigual". Mas não dá para convencer. O
pessoal me olha assim, enviesado. Mesmo que eu tenha sido apontado,
entre outras láureas, oh!, como "Revelação da FLIP 2004".
Mas era exatamente essa a matéria: Jerônimo queria jogar eu e o
escritor baiano João Filho (revelação de 2005) no mesmo fundo do
balaio. Disse ele: "Um dos grandes aborrecimentos de ter um evento como
a Festa Literária Internacional de Parati no calendário é a 'revelação'
de escritores que ficariam melhor no anonimato".
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