16/04/2016

Dona Irene, a senhora tem razão, prá que votar prá presidente


LInk para a foto, extraída do facebook  - CLIQUE AQUI

Lendo isso me lembrei que na cidade spin as pessoas votam apenas num nome, de pessoas física ou jurídica, para o parlamento da cidade, sendo que a partir dessa instância de poder se desencadeia uma série de sorteios para a formação das demais instâncias de poder.

O poder curador realiza  sorteios de dois nomes dentre os membros do parlamento local, isso  para a formação dos parlamentos estadual e federal.

O poder curador realiza sorteios no parlamento local para que um deles faça as vezes de poder executor, isso que atualmente chamamos de prefeito

O poder curador realiza sorteios no parlamento estadual para que um deles faça as vezes de poder executor, isso que atualmente chamamos de governador

O poder curador realiza sorteios no parlamento federal para que um deles faça as vezes de poder executor, isso que atualmente chamamos de presidente da República

Lá, todo o poder emana do parlamento local.

Lá, não apenas as pessoas físicas como as jurídicas podem se candidatar.

A Casas Bahia, por exemplo, pode se candidatar e, sendo eleita, o poder curador fará um sorteio para escolher, dentre seus funcionários, do faxineiro ao gerente, um para ocupar o parlamento local


Para evitar a teocracia, Igrejas não podem se candidatar

Para evitar a dinastia, Famílias não podem se candidatar

De sorteio em sorteio, qualquer brasileiro para virar presidente e, quanto a se ser letrado para tal, isso é problema do coletivo que, se não dá educação ao seu povo, não pode pretender ver à frente dos poderes legislador e executor, homens sábios.

A foto que chegou a mim[esse relato sobre os saberes do povo] era exatamente o que eu estava procurando: alguma coisa que me fizesse ver verificar, pela ótica do outro, a existência da desqualificação das eleições, e agora sei, pelas mãos de Dona Irene, que isso é fato.

Agora percebo que não é sem lógica e muito menos patafísica a adoção do sistema 1 voto + sorteios. Não! Não é sem lógica, muito pelo contrário, tem sua razão de ser  na fala de Dona Irene:  prá que votar prá presidente se o poder verbalizador comandado pela Globo derruba o eleito na hora que bem entender, basta que o governo não reze na cartilha e não manter-se totalmente submisso aos interesses das grandes corporações.

Votar prá presidente prá que, heim Dona Irene

Atenção: o que estamos assistindo hoje é uma eleição indireta com o objetivo de empossar a chapa Temer-Cunha. Para isso, desavegonhadamente usam um instituto jurídico, constitucional, sem crime de responsabilidade comprovado. É isto o que a imprensa golpista chama de "dia histórico", apoiando um golpe presidido por um réu no STF. Não, não se trata de um dia histórico. Hoje é o Dia da Vergonha. Assim passará para a história, seja qual for o resultado.


Abordemos então dois pontos que despontam deste deabate sobre o golpe: a desqualificação das eleições vs sistema 1 voto + sorteios


1-  A doutrina desqualificadora das eleições



Sinto muito, mas Dona Irene tem razão,..votar prá presidente prá que

Sinto muito: quanto mais bandido mais forte. Se Dilma teve mais de 50 milhões de votos, o Cunha teve mais de 50 milhões de reais de propina, e dai?...Amigos e amigas, que diria, até dias atrás, de nação forte e soberana, cotada para integrar o Conselho de Segurança da ONU, agora vermos nosso país numa situação vexaminosa perante o mundo por estar nas mãos de uma quadrilha que, ao inves de ir prá Papuda, vai é tomar de assalto o cofre da república
A imunidade parlamentar e a covardia do STF

O Brasil copiou[e piorou] dos EUA a lei do impixam
Nosso pais importou dos EUA a legislação do impiximam e, como sempre ocorre quando importamos esse tipo de ideia, como a nossa realidade é outra, como o nosso nível de educação é outro, estamos sendo dando com os burros n´agua, veja só o que aconteceu com a lei da delação, que aqui virou arma de perseguição política - http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Em-seu-primeiro-experimento-delacao-premiada-virou-arma-politica/4/35896 - .
Johnson em 1868 e Clinton em 1998: os processos de impeachment nos EUA
Brasil copiou da legislação americana parte das normas para destituir um mandatário
(...) O impeachment como arma política reaparece de vez em quando nos EUA. Em 2013 e 2014, alguns políticos republicanos falaram –sem nunca ter se concretizado– da possibilidade de tentar destituir Barack Obama por causa da gestão do atentado ao consulado da cidade líbia de Benghazi ou da política de imigração do presidente.


Paulo Nogueira, no DCM, em defesa de Dilma: Como governar com boicote incessante?

Como governar com boicote incessante?
Como governar com boicote incessante?
Há um clichê sobre Dilma que deve ser rebatido.
Muita gente diz ser contra o impeachment, embora Dilma seja ruim, péssima, incompetente etc.
Falta reflexão a este tipo de consideração.
Dilma sequer teve a chance de ser uma má governanta. Nem saíra o resultado da eleição e ela começou a ser sabotada brutalmente.
Uma aliança imediata entre Aécio e Cunha no Congresso inviabilizou qualquer iniciativa de Dilma.
A mídia se dedicou a desestabilizá-la desde antes da vitória nas urnas. Na véspera da eleição, a Veja deu uma capa que afirmava que um delator dissera Dilma e Lula sabiam de tudo no escândalo da Petrobras.
Era mentira, era crime jornalístico, ficaria demonstrado quando se soube do teor da delação invocada pela Veja.
Mas a revista saiu impune deste que pode ser classificado como o marco zero no processo de desestabilização do governo pela imprensa.
A Globo com suas múltiplas mídias logo passou também a fazer uma guerra aberta contra Dilma.
O Jornal Nacional se transformou numa Veja eletrônica. Protestos contra o governo e pelo impeachment começaram a ser promovidos descaradamente pela Globo. O objetivo era dar a impressão – falsa, como se vê hoje – de que o país estava unido contra o governo.
A cobertura das operações da Lava Jato foi um capítulo à parte na tentativa da Globo e o restante da mídia em derrubar Dilma.
A crise econômica mundial foi ignorada. Os problemas nacionais foram tratados como se fossem uma coisa apenas do Brasil. Éramos, segundo a imprensa, patinhos feios em meio a cisnes maravilhosos em todo o mundo.
A pergunta que faço, diante de tudo isso, é: como governar?
Não dá. Simplesmente não dá. Já é difícil administrar um país quando você não é boicotado todos os dias e todas as horas. Quando é, fica impossível.
Qualquer pessoa que tenha ocupado uma posição executiva numa empresa sabe do que estou falando. Você não consegue fazer nada, numa companhia, se a seu redor conspiram incessantemente contra você.
Acabou acontecendo uma coisa patética. Os golpistas paralisaram o país, e não se pejaram em colocar a culpa da paralisação em Dilma. Foi o triunfo do cinismo. Eu imobilizo você. E depois o acuso de não se mexer.
Steve Jobs não conseguiria administrar o Brasil nas circunstâncias enfrentadas por Dilma no segundo mandato.
Se fôssemos um time de futebol, Guardiola fracassaria se submetido a uma situação como a de Dilma.
Repito: ela sequer teve a chance de ser ruim no segundo mandato.
Isso tudo quer dizer o seguinte.
Não é apenas injustiça acusar Dilma de inépcia. É ignorância.





A doutrina Hillary: a gestação do argumento golpista


"(...) O que poderíamos definir como “doutrina desqualificadora da eleição” toma corpo em setores políticos, partidos, ONGs, elites intelectuais, grupos universitários, empresários, proprietários de meios de comunicação. Uma colunista venezuelana abordou o tema cruamente e afirmou: “É preciso entender que a democracia não é sobre eleições, mas sim sobre instituições”. E um prefeito envolvido em ações desestabilizadoras sentenciou: “Chávez usa a democracia para destruí-la”. Como estas há muitas outras expressões reveladoras do propósito de desqualificar o voto do povo, de questioná-lo, para atribuir-se o direito de julgar a democracia não por sua origem, mas sim pela opinião que os poderes fáticos, os grupos de pressão nacionais e transnacionais têm sobre ela. Ou seja, que a qualidade democrática e um governo dependeria de valorações de caráter subjetivo e seria alheia à origem do mesmo(...)"

Continue lendo

http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-doutrina-desqualificadora-das-eleicoes


A invalidação do exercício do voto 


A falta de validade do voto para os donos do poder econômico

A doutrina yillary a gestação do argumento golpista



2- O sistema 1 voto + sorteios




Video: Eu não votei - A politica de sorteio.


Sim, diante da inutilidade do voto, a saída é  a adoção do sistema 1 voto + sorteios para a instalação das várias instâncias de poder a partir da cidade-estado. 


Indiretas Já!, por Wilson Gomes


O uso do sorteio na política: para uma nova democracia

A ideia da volta do sorteio na política vem ganhando fôlego e surpreendendo muitos daqueles que num primeiro momento desconfiam desse saber profano 

Por André Rubião


"'O uso do sorteio constituiu a essência da democracia ateniense, bem como desempenhou papel político fundamental nas repúblicas italianas do século XIII. Mais tarde, os fundadores das repúblicas modernas, temendo a participação dos cidadãos comuns, preteriram o sorteio para a seleção de cargos estatais, erigindo um arcabouço institucional baseado apenas no mérito e na eleição. Após esse eclipse e, com o advento das incoerências da Modernidade, autores como Peter Dienel e Ned Crosby recuperaram o uso do sorteio nas democracias ocidentais, sendo a experiência dos júris de cidadãos berlinenses uma das mais inovadoras. A prefeitura da capital alemã disponibilizou 500 mil euros para diversos bairros da cidade. Um júri paritário, composto de cidadãos ativos na comunidade e sorteados ao acaso, foi constituído para debater como esse dinheiro deveria ser investido. A experiência revela a importância da participação do cidadão comum, não diretamente envolvido nos processos participativos, para a construção de uma razão pública."


Sumário e parte inicial de pesquisa de André Rubião sobre modelo de educação universitário, não tem a ver com o tema do post (clique aqui)


O poder ao povo - Júris de cidadãos, sorteio e democracia participativa 

Yves Sintomer

Sinopse


O poder ao povo: júris de cidadãos, sorteio e democracia participativa, de Yves Sintomer, propõe o uso do sorteio na política como forma de renovar a democracia. Para o autor, a democracia está em crise e o sorteio possibilita que os cidadãos comuns sejam chamados para a esfera pública para tomar decisões. O uso do sorteio na política era uma tradição na Grécia antiga e nas repúblicas italianas renascentistas. Com a modernidade, o sorteio desapareceu, ficando apenas o seu uso restrito ao tribunal do júri. Na obra, Sintomer apresenta experiências com uso do sorteio que apareceram a partir da segunda metade do século XX e demonstra como a ideia do sorteio pode levar a outras iniciativas dentro da democracia participativa.


"Com o enfraquecimento do modelo de democracia representativa, surge uma nova forma de governo: a democracia de opinião, caracterizada pelo papel precípuo da mídia na vida política. A dominação deixa de ser baseada nos aparatos burocráticos, dando lugar a dominação baseada nos artifícios carismáticos da mídia. 

Por outro lado, o autor aponta duas contratendências à democracia de opinião. A primeira é o surgimento de uma série de movimentos sociais, baseados em uma coordenação horizontal, com forte dimensão deliberativa, capazes de atrair a atenção da mídia. Eles expressam uma recusa da lógica representativa, dando a cada um a oportunidade de falar por si mesmo. Por esse motivo, em movimento horizontalizados, os partidos têm sua participação mitigada. A segunda é a multiplicação dos dispositivos institucionalizados de “democracia participativa” e “democracia deliberativa”, que valorizam a discussão, o debate e a participação, criando novas características para a ação pública. Essas contratendências ilustram o renascimento de um ideal de uma democracia radical, garantindo aos cidadãos uma verdadeira capacidade de se governar, maximizando os espaços de autonomia coletiva. Com relação a esse ideal, Sintomer pretende saber se o sorteio tem algo para acrescentar." 

Segue link para texto na íntegra



Videos:
( Https://www.facebook.com/jaipasvote & https://twitter.com/jaipasvote ) para obter mais documentação e siga os próximos filmes.
Condicionada - Étienne Chouard , Jacques e Yves Testart Sintomer - Capítulo abaixo :
00:25 O sorteio muda nada em uma democracia ?
06:22 Pode o cidadão fazer política ?
09:05 Como o destino puxando agora?
13:13 Quem sorteando ?
17:49 uma revolução popular é possível?
21:08 O que você acha da Primavera Árabe ?
26:24 Na França nós estamos em uma democracia?
31:24 O que bloqueia a modernização da política?
Etienne Chouard que aprende que a China começa a refletir o sorteio na política https://youtu.be/xiDpyNtasGQ?t=1463 é muito engraçado e legal , torna-se muito popular, muito humano.

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