02/03/2011

Exposição no Centro Cultural UFG: Prêmio Marcantonio Vilaça

Na foto, eu ou você ou ele ou nós com a boca no mundo. Ou nós abelhas ou força ou bando ou comunidade ou politica ou polis ou cidade ou arte concreta ou ampliada
                        
Pelo Carlos Sena eu ponho a mão na massa, não deixe de atendender ao convite do mestre. Vá à exposição. Não é puxação de saco não, é verdade, o cara é de uma responsabilidade e sensibilidade ímpares. Eu que fui aluno dele eu sei, sempre respeitou minha linguagem, meu jeito de pintar ou desenhar ou escrever, e se há uma coisa que não consigo é ser ingrato, esta gratidão da minha parte para com o Carlos Sena será eterna.


Como já disse aqui no blog, não sei porque cargas d´agua,  não consegui executar as obras que estavam na minha cabeça ou olho ou ser. Tudo bem, agora que o meu espaço ou spin está finalizado, posso
Ao retornar de Samba juro que vou por a mão na massa, fazer mais as coisas, arrumar as obras, o problema é que me falta um espaço para guardar as coisas que pretendo fazer para, se for o caso, ou seja, se passarem pelo crivo do poder curador, expô-las para o conjunto da cidade.


Ultimamente minhas obras não tem saido do plano das idéias, isto está me incomodando, preciso de uma solução ou espaço ou tempo, não sei o que ocorre, talvez o sistema tayloristas esteja me impedindo. A cidade não está organizada como tal, kd o Poder Curador para, existindo no lugar do Judiciário, receber estas dádivas.

Sim, é necessário que o Estado tome a frente, quando falo "Estado" estou me referindo, em primeiro lugar, à cidade-estado, onde de fato as coisas acontecem, em segundo lugar a província que, no SPIN, quer dizer um rio com suas cidades situadas às margens direita e esquerda, com direito, por exemplo, a decretar seus próprios feriados, os dias em que no espaço daquele rio com suas cidades tudo pára, claro, fora os feriados da cidade e da confederação de rios brasileiros ou brasilinos, isso que chamamos de Brasil.

Por uma nova geografia, por um novo mundo onde as pessoas pessoas possam existir. Quando falo em pessoas estou me referindo não apenas aos seres humanos, mas também às demais personas ou individualidades: os animais e as pessoas jurídicas. Juntos, animais, humanos e jurídicos, formam a sociedade. Quando falo "sociedade' não estou falando de País ou Província, até mesmo porque uma sociedade é, no máximo, uma cidade-estado, o que vai além disso já não é mais uma sociedade mas uma teia de sociedades ou cidades-estados, o espaço onde acontecem as exposições de obras geradas no interior dos consultórios médicos, que dizer, no âmbito do Poder Curador, a principal instância ou instituição da cidade.

P.S. - Esqueci de dizer que vou viajar, caso o spin fique durante 1 ano sem ser atualizado é porque morri ou fiquei inválido para a escrita

Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas 2009/2010

Por Carlos Sena, na página do Centro Cultural da UFG

O Centro Cultural UFG, setor da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Goiás, tem o prazer de apresentar ao público goiano o Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas 2009/2010, mostra que reúne obras de cinco artistas representativos das inquietações da arte contemporânea brasileira: Armando Queiroz, Eduardo Berliner, Henrique Oliveira, Rosana Ricalde e Yuri Firmeza. A exposição apresenta trabalhos de força plástica, intensidade poética e inteligência conceitual, que provocam o olhar e o raciocínio do público.

O Prêmio evoca a memória de Marcantonio Vilaça, o galerista apaixonado e engajado na difusão da arte contemporânea brasileira e que tanto trabalhou para a sua inserção no circuito internacional. O trabalho de Marcantonio Vilaça abriu espaços, ultrapassou fronteiras e apostou no novo, por isto é chamado a tutelar os novos talentos da produção nacional.

A realização do Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas no Centro Cultural UFG reafirma a vocação desta casa, no sentido de promover o diálogo com a arte brasileira, de atualizar as questões artísticas junto ao meio de arte local, de formar público para a produção de arte contemporânea, e de democratizar o acesso aos bens culturais por meio tanto da exposição quanto do programa de ação educativa. Além disto, as ações do Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça de Artes Plásticas são importantes em contextos fora do eixo Rio-São Paulo, como Goiânia, pois inserem parâmetros de qualidade técnica que ajudam a aprimorar o trabalho dos profissionais locais e a sofisticar o olhar do público.

Carlos Sena Passos
Diretor Centro Cultural UFG

Nota do editor do SPIN:


Visite a página do Centro Cultural UFG, clique aqui

P.S.1- Nada fora do processo, só tem validade aquilo que, por algum motivo, entra no SPIN, não rola façar obras por encomenda, daí a necessidade da instituição para garantir isso, o Poder Curador no lugar do Judiciário.

P.S.2- Este assunto não tem a ver com a postagem.Só estou aproveitando este cantinho para guardar isso aqui, para olhar depois. Para quem gosta de fotografia, charges e tirinhas, clique aqui

P.S.3- Agora sei, o P.S.2 faz sim, parte deste processo, se estava fora agora não mais, assim como meus pais que, também, não faziam parte do SPIN até o dia em que me contaram histórias, como era a vida na roça, a relação com os bichos, a passagem da Coluna Prestes e o presente deixado pelos revoltosos (uma panela apelidada de "gaiosa"),  os frutos silvestres,

P.S.4- Sobre a luz de Carla...isso(a luz de Carla) não faz parte desta obra, uma vez que não me lembro mais do que se trata, os videos e outros registro existiam, no entanto num determinado momento da história os descartei. Era uma luz do tamanho de um ponto que,  a qualquer momento, poderá entrar no SPIN assim como se fosse, e era, restauração.

P.S.5- No ítem anterior tratei de coisa que fazemos e no entanto não as compreendemos, daí a necessidade de um espaço institucional para a recepção destas dávidas e, assim, garanta ao vivente o afastamento ou compreensão que, distante, ocorrerá. É este o significado da transformação dos distritos policiais em espaço do Poder Curador:  para receber as obras não compreendidas. Daquilo que compreendemos não precisamos nos afastar,  não há conflito, não há brigas, nestes casos nenhum casal na Delegacia da Mulher. Nenhuma dúvida com relação à flor de amendoeira que acabamos de pintar ou olhar ou ser. Nos distritos, somente as obras incompreendidas. É deste espaço que precisamos, aliás, a cidade-estado. 

P.S.6- Agora me lembro, dias atrás entreguei para o Carlos Sena uma obra incompreendida, aliás, não me lembro ao certo, sei que escrevi na camiseta sobre as obras incompreendidas, o fiz para afastar-me da minha criação, não me lembro ao certo. Nunca entendemos estas coisas feitas em estado de ponto cego ou buraco negro ou loucura estelar, isto que chamam de Big Bang mas que, no SPIN, chama-se Deiscência ou GDI, sigla de Grande Deiscência Estelar. Preciso ir, estou variando. Ao afastar-me compreenderei e, após a compreensão, apagarei tudo isso. Não faz sentido manter as coisas que atingiram o nível da compreensão. Isto já não é mais sonho e sim realismo. Não sei o que aconteceu com o gato misantropo que subiu até o topo de uma árvore que, de tão alta, nós o perdemos de vista. Talvez ele tenha morrido. Aquela mulher na rodoviária não me compreendeu e fugiu com minha obra: um autoretrato dela mesma.

Nenhum comentário:

A História do SPIN