06/02/2014

O bode amarrado na linha do tempo




Isso é uma restrospectiva da linha do tempo e dias atrás sonhei com algo parecido e na linha do tempo em si vi quando ainda éramos macacos e era tudo tão apertado tudo esstreito tudo espremido uma forma de ver tão curta que parecia pesadelo.

DEPOIS DE UMA PERÍODO DE ALTA ATIVIDADE, O SOL BAIXOU A POEIRA. Ainda bem. Estou bem. O vídeo tem um poder narrativo muito bom, há algo de poético, de metafórico, tive a impressão de serem ratos num porão ou alguma coisa no fim do túnel ou seria  o BAABR[sonhei com esse noite nesta noite mas não sei do que se trata: Um espaço chamado bode talvez], ah mas estou tão bom, em baixa atividade solar, melhor assim, estou down, mas isso aí, o bode, ele está amarrado aqui dentro do meu apto depois divulgo a foto do capiroto...ah, um momento,,,vou ali na linha do tempo amarrar o bode, pois foi com isso que sonhei nesta noite...OLHA O BODE NA LINHA DO TEMPO! mas calma...ele está amarrado...por isso estou down..seria então eu o bode...????


Evaldo Mocarzel
Documentarista .

Coutinho perto do tempo

A tragédia que se abateu sobre ele parece uma ficção. Só ficcionalizando o fato é possível torná-lo palatável e humanamente compreensível

Ao lado de Vladimir Carvalho, Joaõ Batista de Andrade e Sérgio Muniz, Eduardo Coutinho formava uma espécie de quarteto seminal do documentário brasileiro. Muito se falou do “método Coutinho”, um sistema cinematográfico de trabalho calcado na palavra que, ao longo do tempo, foi sendo transformado e boicotado pelo próprio diretor. Boicotado no sentido de que era preciso abandonar o processo anterior para se renovar, dar um parte adiante na linguagem do documentário.
A primeira guinada no sentido dessa busca pela renovação se deu com “O fim e o princípio” (2006), um filme feito sem qualquer pesquisa prévia. Ele volta às locações de “Cabra marcado para morrer” (1984) — uma produção que nasceu como projeto de ficção, inspirado pelo realismo socialista que, ao longo dos 14 anos seguintes tornou-se um documentário sobre um cineasta perseguido pelo governo militar —, e acaba fazendo um filme sobre personagens que falam sobre a vida e a morte.
Temos também “Jogo de cena” (2007), outro divisor de águas dentro da obra do Coutinho, no qual ele problematiza a automisen-en-scéne dos personagens (atrizes selecionadas por anúncio de jornal) diante da câmera. Coutinho dizia que quando filmava uma pessoa, ela contribuía com seus hábitos sociais e, numa camada mais profunda, com seu próprio imaginário. Uma terceira camada seria o olhar que essas pessoas nos devolvem através do realizador. É um passo além do filme (documental) tradicional.
“Moscou”, seu filme seguinte, no qual integrantes do grupo Corpo ensaiam uma versão da peça “As três irmãs”, de Tchekhov, é um avanço em relação a “Jogo de cena”. Coutinho cria um embaralhamento dos personagens do dramaturgo russo através da memória afetiva dos intérpretes da peça: quem assiste não sabe se são os atores, os personagens de Tchekhov, ou uma combinação dos dois. O resultado é um filme híbrido, que fica entre o real e a ficção, a partir de um dispositivo externo, que é a peça encenada para o cinema.
São exemplos da absoluta fidelidade de Coutinho a sim mesmo, e de sua coragem autoral. A tragédia que se abateu sobre ele parece uma ficção. Só ficcionalizando o fato é possível torná-lo palatável e humanamente compreensível.

(O Globo)


Guardado no dia 35

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