14/05/2009

Você tem mais de 850 mil reais na poupança?

Comentário
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Oi Psiu, isso mesmo.
Você tem maisde 850 mil reais na poupança?
Se você tem a poupança como única fonte de renda e tem lá mais de 850 mil reais, no próximo ano, após longo debate no Congresso Nacional, você poderá vir a pagar Imposto de Renda, isto numa tabela progressiva, algo que faça com que os seus 850 mil reais depositados na poupança não sejam mais atratativos do que as aplicações em renda fixa.
Mas isso só se você tiver mais de 850 mil reais depositados na poupança, isto se você tiver o tal depósito como sua única fonte de renda.
Para quem não tem a poupança como única fonte de renda, o limite para a taxação do Imposto de Renda é acima de 50 mil reais.
É necessário explicar isso, pois a rede de propaganda e marketing de Serra, formada pela Folha, Estadão, Folha, Veja, Estadão, e redes de TV, fazem questão de não explicar.
Lembremo-nos da CPMF, quando a elite, esta sim que pagava o imposto, entrou em campo para detonar com o imposto.
Triste Brasil, por aqui a concentração de renda é vergonhosa, é só se ventilar a hipótese dos ricações pagarem qualquer coisa a mais, os meios de comunicação entram em campo para distorcer as coisas, manipular, confundir com o seu conto do vigário.
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Entenda o que está por trás das mudanças na poupança

Medidas anunciadas pelo governo vão afetar tanto o rendimento da poupança como o de fundos de investimento.
O governo brasileiro anunciou, nesta quarta-feira, medidas que vão afetar tanto o rendimento da poupança como o de fundos de investimento.
As novas regras vinham sendo estudadas pela equipe econômica desde janeiro, quando o Banco Central deu início a um processo de corte nos juros básicos, a Selic, hoje a 10,25% ao ano.
A partir de 2010, os depósitos na poupança acima R$ 50 mil estarão sujeitos ao Imposto de Renda. Já os fundos de investimento terão desconto.
O principal argumento do governo é de que, com juros cada mais baixos, os fundos de investimento perderiam clientes, provocando uma migração em massa para a poupança. O resultado seria um "desequilíbrio" no sistema.
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Entenda o que está por trás das medidas:
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Por que o governo decidiu mudar as regras da poupança?
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Com o agravamento da crise, o Banco Central vem reduzindo a taxa básica de juros no Brasil, a Selic. Desde janeiro, o corte chega a 3,5 pontos percentuais.
A redução afetou o rendimento dos fundos de investimento, muitas vezes baseado na Selic. Nesse cenário, a caderneta de poupança (isenta de imposto de renda), passa a ser mais atraente.
A explicação do governo é de que uma possível migração (dos fundos para a poupança) causaria um "desequilíbrio" ao sistema. Isso porque os recursos da poupança são direcionados a créditos específicos, como por exemplo, o habitacional.
Já os recursos depositados nos fundos podem ser usados para crédito livre. No caso de uma fuga desses fundos, faltariam recursos para financiamentos "normais".
Era preciso, na avaliação do governo, conceder estímulos para que os grandes investidores permaneçam nos fundos de investimento.
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Quem é mais prejudicado com as medidas?
As medidas afetam os chamados "grandes investidores", pessoas que, na avaliação do governo, estariam usando a poupança como mecanismo de "especulação".
O governo definiu esse grande investidor como clientes com depósitos na poupança acima de R$ 50 mil. Essas pessoas terão seus rendimentos afetados com o pagamento de imposto de renda.
No entanto, aquelas pessoas que têm na poupança sua única fonte de rendimentos estão isentas do IR, desde que tenham até R$ 850 mil. A partir desse valor, o cliente será taxado.
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Existem críticas quanto às mudanças?
Sim. Alguns especialistas dizem que essa é uma decisão "paliativa". "A medida resolve uma questão momentânea. O governo precisa se preparar para mudar o sistema financeiro, com vantagens para aplicações de longo prazo", diz o economista Antônio Correa de Lacerda, da PUC-SP.
Segundo ele, o assunto estava gerando "muita especulação", obrigando o governo a antecipar o anúncio das novas regras. "O governo comunicou mal e a oposição também errou, ao falar na possibilidade de confisco", diz Lacerda.
Há críticas, ainda, quanto a própria tributação sobre a poupança. A avaliação, nesse caso, é de que a redução do Imposto de Renda sobre os fundos seria "suficiente" para atrair os clientes.
Além disso, o governo poderia encontrar formas de "forçar" os fundos de investimento a reduzir a taxa de administração cobrada, que também afeta o rendimento líquido.
O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), criticou o fato de o governo aumentar a tributação. "Somos radicalmente contra a criação de qualquer tipo de imposto. Hoje (o limite) é de R$ 50 mil e amanhã muda para R$ 30 mil", diz.
Segundo Maia, a proposta do governo, que será encaminhada ao Congresso por meio de Medida Provisória, terá "dificuldades" para ser aprovada.
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Com as novas regras, a Selic pode cair ainda mais?
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que as novas regras "derrubam" um dos principais impedimentos para uma queda ainda maior na Selic.
"Não estão dizendo que a Selic vai cair. Mas não é razoável, a essa altura, ter um impedimento para a redução dos juros", disse Meirelles.
A proposta do governo é de promover uma maior tributação sobre a poupança na mesma proporção da queda da Selic. Ou seja, quanto menor os juros, maior a incidência do Imposto de Renda.
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O governo sai ganhando com essa tributação?
Sim. Caso os juros caiam, o governo dará um desconto no imposto de renda sobre o rendimento dos fundos de investimento. Ou seja, o governo deixará de arrecadar. Se a Selic cair para 9,25%, por exemplo, a renúncia fiscal no ano chegará a R$ 3,5 bilhões.
No entanto, a queda dos juros também proporciona ganhos para o governo, com a diminuição de sua dívida. A estimativa do Ministério da Fazenda é de que, com a Selic a 9,25%, o governo economize R$ 11,5 bilhões com o pagamento de juros.
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A medida afeta o governo politicamente?
A avaliação do professor da PUC-SP é de que o governo conseguiu, pelo menos nesse momento, preservar o pequeno poupador.
Estima-se que apenas 1% dos poupadores no país tenha acima de R$ 50 mil em suas contas. Com isso, o governo deixou de fora das medidas a grande maioria dos poupadores.
O governo também se preocupou em divulgar logo as novas regras, de forma a evitar especulações. O outro motivo seria ainda evitar um anúncio muito próximo a 2010, o que poderia prejudicar a imagem do governo diante do período eleitoral.BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Fonte: BBC

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A oposição pretende lançar campanha para convencer a população de que o governo, com as medidas anunciadas ontem, preferiu proteger o aplicador em fundos de investimento em detrimento do trabalhador que guarda dinheiro na caderneta de poupança, durante anos, para uma eventualidade. A estratégia é minimizar o fato de que a mudança nas regras atingirá apenas as cadernetas de poupança com valor superior a R$ 50 mil - o que corresponde a 1% das contas desse tipo existentes no país, segundo o governo. Ainda não está amadurecida a estratégia da oposição para derrubar as medidas - que não se sabe que formato terão - no Congresso.
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Após reunião para definir posição conjunta sobre as medidas, dirigentes e lideranças do PSDB, do DEM e do PPS, adotaram o mesmo discurso: "O governo federal quebrou a confiança que o Brasil custou a resgatar na caderneta de poupança", afirmaram os três partidos em nota conjunta, divulgada após a reunião, referindo-se ao confisco do governo Fernando Collor de Mello."
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O anúncio feito nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda mostra que o governo Lula optou por prejudicar o pobre, o aposentado, o trabalhador, criando um novo imposto para não perder arrecadação. A caderneta de poupança é o único refúgio da economia popular. O governo sabe disso, mas, estranhamente, anunciou uma desoneração temporária nos fundos de aplicação e uma tributação permanente na poupança, que guarda o fruto do trabalho do povo", diz a nota assinada pelo DEM, PPS e PSDB.
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A oposição acha que, se bem feita, uma campanha nacional pode afetar a popularidade de Lula e ter reflexos na sucessão presidencial. Além de combater as medidas que dependem de aprovação do Congresso, os três partidos pretendem lançar uma mobilização popular, nos moldes da campanha pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - "Xô CPMF".A intenção é vincular a cobrança de Imposto de Renda sobre cadernetas de poupança de valor alto ao confisco feito pelo ex-presidente Collor.
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Em reação, lideranças governistas passaram o dia esclarecendo o pequeno universo de poupadores que serão atingidos e que as mudanças só acontecerão a partir de 2010. "Só serão atingidos aqueles que desvirtuaram a função da poupança para a especulação", disse o líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP). O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), afirmou que a medida atingirá apenas 800 mil das 83 milhões de contas de poupança do país e que a oposição faz "terrorismo".
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Embora haja uma divisão no Democratas, PSDB, DEM e PPS decidiram se posicionar contra as duas medidas anunciadas: a desoneração dos fundos de aplicação e a taxação das cadernetas de poupança de valor alto. O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), manifestou-se a favor da redução de imposto para os fundos. "Como é que podemos ser contra a redução de tributação?", perguntou.
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Em nota do DEM, divulgada antes do documento conjunto das oposições, Maia condenou a criação de imposto para titulares de caderneta de poupança com depósitos acima de R$ 50 mil, mas foi cauteloso em relação à redução do impostos de renda para aplicações de renda fixa. Limitou-se a alertar para o risco de resultar em queda de arrecadação dos Estados e municípios, já que o Imposto de Renda é um tributo compartilhado.
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O líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), afirmou que o partido "não arredará o pé da posição de defender todo o sistema de caderneta de poupança", independentemente do patamar a ser atingido. "A partir do ano base 2010, está garfando os ganhos do trabalho e dando enorme ganho aos bancos", afirmou o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

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