01/12/2009

Por uma CPI da Mídia

Como estamos careca de saber, os tucanosdemos adoram CPI.

E recorrem a Gilmar Mendes para aprovar a criação de CPIs mesmo que não haja qualquer motivo, fato concreto ou prova que justifique sua criação.

Ocorre que este vídeo abaixo onde o dono de um jornal recebe a bunfunfa da corrupção é uma prova inconteste da aliança que há entre a imprensa brasileira e o submundo do crime e da corrupção, o que gera frutos danosos, como por exemplo esta imundice que a Folha publicou contra Lula ( o caso Cesar Benjamin).

Por comecemos ula luta pela criação da CPI da Mídia Já.

Segue abaixo interessante texto de Luis Nassif em seu blog

O fim do modelo político-midiático

Tempos atrás escrevi que a transparência trazida pela Internet e pelo acesso aos bancos de dados mais reservados liquidaria com o modelo político.

Os escândalos de hoje são um bom exemplo.

Com os partidos preparando-se para as eleições, não sobra um. Aí está o DEM envolvido, o PPS, na hora em que se quiser levantam-se os esquemas políticos por trás do Detran-SP, as compras da Secretaria da Educação e tudo o mais. Diria que hoje em dia o partido mais cuidadoso é o PT, mas por uma razão externa: é o mais visado pela mídia. Em compensação, a falsa certeza de blindagem tornou São Paulo suscetível a uma série de futuras denúncias graves.

São práticas seculares, que sobreviviam graças ao cartel que dominava o mercado de opinião. Como escrevi várias vezes, os escândalos ficavam guardados, como produtos de gôndola de supermercados. Quando a velha mídia pretendia atingir alguém ía lá, na prateleira dos escândalos, e tirava o produto de que necessitava.

Com a entrada da blogosfera, o mercado tornou-se competitivo. Não dá mais para prosseguir no jogo hipócrita de utilizar escândalos para interesses políticos, achaques ou chantagem.

É só conferir a Folha de hoje – que não é das publicações que recorre a achaques. Depois do desastre da declaração de César Benjamin, foi obrigada a sair correndo, na tentativa infrutífera de salvar a imagem. A primeira página – inédita – diz que “Ex-secretário liga tucano a mensalão” – em circunstâncias normais jamais sairia, aliás nem tem muita relevância porque pega o inexpressivo diretório do Distrito Federal. Depois, abre espaço para Jânio de Freitas analisar o rombo na tática do PSDB para as eleições. Prossegue com chamada para os escândalos do Detran-SP e ressuscita o quase extinto (para a mídia) tema do inquérito da Camargo Correia.

Não chegará ao ponto de analisar a Fundação de Desenvolvimento da Educação, pois aí seria pedir demais. Mas esse movimento, se não será suficiente para colar a trinca no cristal de credibilidade da Folha, mostra que o jogo das denúncias seletivas acabou.

No fundo, esse conjunto de denúncias traz apenas uma novidade: serve para desmascarar os Catões, como Roberto Freire. Mas o que ele fez não é diferente das práticas de quem ele acusa. Ou seja, são práticas generalizadas, tanto na oposição quanto na situação.

Agora se entrou no período eleitoral. Mas o modelo político-partidário-midiático implodiu. Se a classe política não começar a trabalhar logo em mudanças na legislação eleitoral, no financiamento de campanhas, este país se tornará ingovernável.
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Arruda tentou impedir operação

Leandro Mazzini, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, mostrou-se ser um homem de peito. Na quinta-feira, véspera da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, recebeu em seu gabinete o governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal. Ciente da investigação, não se sabe como, Arruda foi apelar para o bom senso do ministro. Pediu mais tempo para provar que era inocente. Ao que consta, Gonçalves foi solícito, mas não deu esperanças. Arruda ligou para o amigo Aécio Neves, governador de Minas, que também entrou no circuito em solidariedade. Em vão. Logo depois, bastou um telefonema do ministro para a cúpula da PF. Como se sabe, no dia seguinte, 150 policiais federais foram às ruas de Brasília, Goiânia e Belo Horizonte para busca e apreensão de documentos. O DEM faz cena. Sabia de Arruda em risco. Prova disso é que tenta blindar, senão o governador, pelo menos o partido. Na surdina, a cúpula da legenda promoveu segunda-feira à noite um jantar com quatro ministros do Supremo Tribunal Federal, na casa de um senador.
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