30/10/2010

Entregue por US$ 3 bi, Vale lucra R$ 10,5 bi no 3º trimestre

 A Vale bateu novo recorde em seu lucro liquido. Isto ocrreu não graças à privatização da estatal e sim devido ao aumento do preço dos minérios no mercado internacional. O inacreditável em tudo isso é que FHC sabia que tal valorização iria ocorrer, o que não impediu que ele(FHC que, por sua vez, culpa Serra) vendesse este valioso patrimônio nacional por 3 bi, quando 1 dólar valia 1 real,  para facilitar a doação de nossas riquezas. Este valor pelo qual a estatal foi vendida(ou doada?)  não paga nem os navios da companhia, e muito menos os mais de 800 mil hectares de terras contendo minérios, que entraram no rolo da privataria, prédio, etc. E olhe lá que, antes de ser "vendida', FHC investiu 35 bi na empresa, arcou com débitos fiscais e trabalhistas da estatal, os tais esqueletos da privataria. E mais: o BNDES, que naquele momento virou balcão da bandidagem, deu os 3 bi para o "comprador". Não é por outro motivo que atualmente muitos tucanos estão em cargos de direção da Vale. Alguma dúvida que noutro país FHC estaria no xilindró? Por muito menos o seu congênere o ex-presidente Carlos Menem foi  preso, embora tenha ficado depois em prisão domiciliar. Por aqui esta Justiça leniente, sob a batuta do ministro Gilmar Mendes(STF), arquivou o processo criminal aberto contra seu padrinho FHC.
Eta nóis

Segue interessante artigo:

A Vale abocanhou um lucro líquido recorde no terceiro trimestre deste ano, equivalente a R$ 10,5 bilhões, o que equivale hoje a cerca de 6,2 bilhões de dólares. Vale lembrar que o governo FHC entregou a empresa à iniciativa privada por apenas US$ 3 bilhões, valor que arrecadou em dobro durante apenas três meses de atividade. Foi, como diz o ditado, um verdadeiro negócio da China.

Os números falam alto sobre o caráter das privatizações realizadas no governo neoliberal de FHC. O falso discurso da modernização, maior eficiência da iniciativa privada e outros trololós, foi na verdade produzido para encobrir interesses menores de alguns grupos capitalistas que estão em franca contradição com os interesses nacionais.

China

A performance da Vale se deve à recuperação da demanda mundial por minério, alavancada sobretudo pelo extraordinário desempenho da economia chinesa, que apesar dos efeitos deletérios da crise continua crescendo em torno de 10% ao ano.

Foi isto que impulsionou os resultados da mineradora, que estabeleceu um novo recorde para o lucro trimestral, superando em 33% a marca anterior, registrada há dois anos, antes do início da crise mundial. Se a empresa continuasse nas mãos do Estado, o saldo não seria muito diferente, mas o povo brasileiro ganharia mais na medida em que o excedente seria apropriado pelo poder público, podendo ser usado, em parte, para aumentar os investimentos estatais e melhorar os serviços públicos.

Reajustes trimestrais

Os reajustes no preço do minério de ferro, que este ano passaram a ser trimestrais, e a recuperação da demanda mundial elevaram o lucro líquido da empresa ao patamar recorde de R$ 10,554 bilhões, 33,5% maior do que o último recorde da empresa, no segundo trimestre de 2008, imediatamente antes do baque provocado pela crise mundial do capitalismo.

Se comparado ao terceiro trimestre de 2009, quando a mineradora ainda buscava recuperar o mercado que a crise reduziu, o aumento foi de impressionantes 253,4%. O documento de divulgação do resultado, distribuído na noite de ontem, intitulado “Um excepcional desempenho”, destaca recordes de receita operacional bruta, lucro e geração de caixa. "Este desempenho resultou da forte demanda por minerais e metais e dos nossos esforços para aumentar a produção, mantendo os custos sob controle", diz o documento, sintetizando a estratégia da empresa de elevação de preços, aproveitando o aquecimento da demanda, e de segurar custos de produção.

Receita recorde

A receita operacional também foi recorde: chegou a R$ 26,4 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 23,3% em relação ao recorde anterior, de R$ 21,4 bilhões, registrado no segundo trimestre de 2008. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 39%.

Classificando os meses posteriores a setembro de 2008, quando foi deflagrada a crise mundial, como "a grande recessão", a empresa projeta uma manutenção do crescimento, acompanhando a recuperação do mercado global - principalmente a forte demanda da China, que respondeu, no terceiro trimestre, por 46% de todas as compras de minério de ferro da companhia.

Investimentos

"Há motivos sólidos para se esperar melhora expressiva nas perspectivas de crescimento global para a primeira metade de 2011", prevê a empresa. O documento lembra que os últimos dados mostram que o nível de atividade econômica na China está bastante robusto, "o que sugere que o crescimento do PIB tenha atingido seu pior momento no segundo trimestre de 2010". De acordo com cálculos da Vale, o PIB chinês anualizado cresceu 8,5% no terceiro trimestre.

A Vale destacou, ainda, seus investimentos no terceiro trimestre, que somaram US$ 3,081 bilhões, sem contar as aquisições - US$ 1,902 bilhão foi gasto na execução de projetos, US$ 346 milhões em pesquisa e desenvolvimento e US$ 833 milhões na manutenção das operações existentes. Em aquisições de ativos foram gastos, de janeiro a setembro, US$ 6,37 bilhões nas áreas de fertilizantes (US$ 5,78 bilhões), minério de ferro (US$ 500 milhões) e carvão (US$ 92 milhões).

Vendas

As vendas de minério de ferro e pelotas da Vale totalizaram 78,628 milhões de toneladas no terceiro trimestre, um incremento de 7,8% se comparado ao mesmo período de 2009. Esse é o terceiro melhor resultado trimestral da história do grupo. As vendas de minério somaram 68,043 milhões de toneladas, 1,9% a mais do que no mesmo trimestre de 2009. No acumulado do ano, as vendas de minério e pelotas alcançaram 313,873 milhões de toneladas, um aumento de 19,6% frente ao apurado entre janeiro e setembro de 2009.

Em posição financeira bastante confortável, a geração de caixa da Vale será suficiente para financiar seu crescimento e "satisfazer o acionista". A dívida total da empresa em 30 de setembro de 2010 era de US$ 25,267 bilhões, com prazo médio de 9,6 anos. A alavancagem (relação entre dívida e patrimônio) da empresa caiu substancialmente, ficando em 1,3 vez. Em setembro do ano passado, era de 2,2 vezes.

Com o caixa desafogado, a empresa se dedica a novas captações de recursos no mercado internacional. "Como parte da estratégia de financiamento, estamos assinando contratos com instituições oficiais de crédito de vários países, envolvendo financiamento de longo prazo nos nossos projetos de mineração e logística", diz a empresa.

Da redação, com informações da Agência Estado

FONTE: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=140345&id_secao=2

Cantinho da leitura

01- E saber que por pouco a Petrobrás não entrou no rolo da privataria de FHC
Veja no que deu a alienação do patrimônio nacional, estas teles lutando contra os interesses do Brasil, leia-se reativação da Telebrás e banda larga pra todos, refiro-me ao fato de que, mesmo após decisão do TSE, a Vivo e Claro continuam enviando para seus clientes, praticamente a totalidade de eleitores no Brasil, mensagens anti-Dilma.

02- Kirchner e o nacionalismo revolucionário  http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/kirchner-e-o-nacionalismo.html

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