18/05/2011

Dzi Croquettes e Lennie Dale



"Nem homem. Nem Mulher. Gente." Assim os Dzi Croquettes se definiam. Era uma gente extraordinária que, em plena ditadura militar, ousou quebrar a rigorosa censura vigente no Brasil com irreverência e graça. Pense em um bando de 13 homens peludos e escrachados que subiam ao palco em vestidinhos, meias-calças, saltos altíssimos, maquiagem pesada, piscando imensos cílios postiços em performances de dança, esquetes de comédia em espetáculo inclassificável, mas tão único que arrebatava fãs por onde passava.

A irreverência foi tanta que por vezes foram proibidos de se apresentar no País. Mas caíram nas graças do público brasileiro e também do europeu, mais precisamente de Paris. É a história desta gente extraordinária que Tatiana Issa e Raphael Alvarez resolveram contar quando começaram, há quase três anos, as filmagens de "Dzi Croquettes", documentário que estreia hoje nos cinemas. Misturando docudrama e cuidadosa pesquisa de arquivos com entrevistas inéditas e uma edição apurada, já integra a lista de um dos mais premiados e bem recebidos documentários brasileiros da história.

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Atualização - 19/05/11

Agora fiquei em dúvida
É que este post ganhou volume na comunidade LNO
Não sei se considero o acréscimo como nova postagem
Não sei
Agora sei, vai aqui mesmo
O assunto da postagem anterior gerou bom debate em família, quer dizer, no LNO, no onde assino como IV Avatar do Rio Meia Ponte

Meu comentário

isso também



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Outro assunto que ganhou força foi este aqui, engraçado, isso tem a ver com a (des)mistura, assunto desta postagem, afinal de contas a elite brasileira não quer saber de povo:

O livro "maldito"
Por IV Avatar do Rio Meia Ponte

Sobre a língua dos diferenciados. A velha mídia está em pé de guerra. Afinal de contas a linguagem popular desta "gentalha" não pode ser objeto de debate nas escolas, nem ao menos ser citada. Mesmo que se diga que o certo é escrever certo. Eta nóis. Este texto do Miguel trata disso:


“Não tenho sabença,
pois nunca estudei,
apenas eu sei
o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho,
vivia sem cobre
e o fio do pobre
não pode estudá”
(Patativa do Assaré)
Li o capítulo do livro amaldiçoado pela mídia e por todos que tropeçaram na pegadinha.
Merval Pereira afirma hoje em sua coluna que o livro irá prejudicar a produtividade da economia brasileira!
Esse escândalo, obviamente, tem o objetivo de horrorizar setores da classe média, que até hoje se recuperam do trauma de ter um presidente da república que não falava segundo a "norma culta" da língua.
É interessante como há segmentos da sociedade vulneráveis ao discurso da mídia. A procuradora federal Janice Ascari, provocada pelos jornalistas do Globo, interpretou o fato não como algo que merecia ser debatido pela sociedade e pelos especialistas (o livro foi indicado e aprovado por uma comissão de notáveis acadêmicos), mas como um caso de polícia! E ameaçou acionar o Ministério Público! Mereceu, como era de se esperar, uma grande homenagem do pasquim kamelista, uma foto gigante na página 3, em seu melhor ângulo fotogênico.
Ora, o que Janice Ascari entende de pedagogia, linguística, ensino de português?

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