21/05/2011

Por uma vida melhor,,,,..a força das redes sociais

Segue texto sobre a importância das redes sociais:

FHC, o Facebook e a “coalizão de vontades”

por Luiz Carlos Azenha, no Vi o Mundo


Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu um artigo sugerindo rumos para a oposição ao governo Dilma, na revista Interesse Nacional, reproduzido aqui, a mídia corporativa, que obedece primariamente ao princípio da espetacularização comercial da notícia, pinçou uma frase do texto, em que FHC supostamente desprezava o povão, para gerar um debate que perdurou alguns dias na blogosfera.

Porém, como já notou o Gilberto Maringoni de Oliveira, aqui, há mais substância no texto que uma leitura rápida sugere.
Recorto alguns parágrafos:
“Sendo assim, dirão os céticos, as oposições estão perdidas, pois não atingem a maioria. Só que a realidade não é bem essa. Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à TI (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de “classe C” ou de nova classe média.
Digo imprecisamente porque a definição de classe social não se limita às categorias de renda (a elas se somam educação, redes sociais de conexão, prestígio social, etc.), mas não para negar a extensão e a importância do fenômeno. Pois bem, a imensa maioria destes grupos – sem excluir as camadas de trabalhadores urbanos já integrados ao mercado capitalista – está ausente do jogo político-partidário, mas não desconectada das redes de internet, Facebook, YouTube, Twitter, etc.
É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos. Se houver ousadia, os partidos de oposição podem organizar-se pelos meios eletrônicos, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates verdadeiros sobre os temas de interesse dessas camadas”.
Infelizmente, talvez por conta de sua posição na hierarquia partidária, FHC não avançou na questão-chave, que o obrigaria a admitir o fracasso da direção do PSDB — e sua política de conchavos de bastidores, que exclui a grande maioria dos brasileiros, muitos dos quais votaram em José Serra em 2010: o uso das redes sociais para fazer política cotidiana tem como força motriz básica o descompasso entre os partidos políticos em particular e as instituições em geral e as demandas dos eleitores, filiados ou não.

Esse descompasso só se torna mais agudo por uma particularidade das redes sociais: elas aceleram o chamado “processo político”, enquanto a resposta às demandas se dá nos passos jurássicos da burocracia estatal, em todas as esferas.

Um exemplo particular tivemos no já famoso caso da estação de Metrô de Higienópolis: um único internauta, aparentemente insatisfeito com uma decisão tomada a partir do lobby de uma associação de moradores do bairro, sem considerar os interesses do conjunto da cidade de São Paulo, conseguiu arregimentar mais de 50 mil pessoas em um protesto virtual que, em seguida, se materializou de forma autônoma e apartidária nas ruas. Por ironia, aqueles profissionais de “tecnologias de informação” aos quais se referiu FHC muito provavelmente se juntariam à manifestação do Higienópolis, contra a política pouco transparente do Metrô de São Paulo na definição dos locais em que implanta estações.

Como troca horizontal, de várias mãos de direção, entre iguais, “transparência” é um dado essencial na blogosfera e nas redes sociais.

Como notou o blogueiro Eduardo Guimarães, aqui, os colunistas de jornal que foram ao protesto miraram no particular (a suposta falta do “povão” na manifestação) e perderam o essencial: as redes sociais são muito eficazes para promover o que eu chamaria de “coalizão de vontades”. Não estive no protesto de Higienópolis, mas me arriscaria a dizer, a partir de relatos que vi e ouvi, que ele foi importante por demonstrar que há um número crescente de eleitores que exigem participar da definição de políticas públicas.

Foi uma coalizão de vontades que derrubou o governo do Egito, em manifestações que ganharam força depois que um blogueiro chorou numa entrevista de televisão, conforme noticiamos aqui.
O que me leva ao próximo ponto: diferentemente dos jornais e das revistas, que são meios frios, do intelecto, a blogosfera, tanto quanto a televisão, é um meio “quente”, que combina o emocional com o intelectual.

Daí o sucesso, por exemplo, do discurso da professora do Rio Grande do Norte, que protestou contra as condições da educação em seu estado, que reproduzimos aqui. No vídeo da professora, a apresentação enfática acrescentou força à argumentação.

E a mensagem dela nunca sairia do Rio Grande do Norte não fosse a existência do You Tube: no tempo do Assis Chateaubriand, a professora jamais opinaria, por não ter dinheiro para comprar uma câmera, por não ter acesso a uma rede de televisão, por não ser uma “especialista” eleita por jornalistas.

Já escrevi, anteriormente, que o fenômeno das redes sociais está provocando uma revolução dos chamados “formadores de opinião”.

Isso se dá, em parte, pela dinâmica das redes sociais: os antigos “leitores” agora também são “produtores de conteúdo”; e, como digo sempre, são polinizadores. Distribuem os textos que julgam interessantes para os amigos, via twitter, orkut, facebook — a perder de vista.

Uma pergunta simples: você compraria um carro recomendado por um amigo ou por um estranho, com o qual não tem qualquer relação pessoal?

De outra parte, se dá também pelo caráter muito particular dos meios impressos:

1. Eles não contemplam a interação, são vias de mão única, são frios (na padaria, lendo o jornal, você já conseguiu obter uma resposta do colunista questionado por você?), pressupõe hierarquia entre autor e leitor.

2. A mídia corporativa, com seus múltiplos interesses econômicos, tende ao discurso “unitário”, centralizado, vertical, controlado do topo, distante da cacofonia da blogosfera e das redes sociais.
Mesmo que pontualmente, eu não concordo com 99% dos posts que reproduzo neste site. Nem, necessariamente, com os comentaristas. Mas posso citar dezenas de textos e livros e vídeos e documentários que li e vi a partir dos comentários. Ou seja, aprendi com os comentaristas. Quando muito, sou um mero administrador da “coalizão de vontades” dos frequentadores do site, como são muitos de meus colegas, do Luis Nassif (um pioneiro) ao Eduardo Guimarães, da Maria Frô ao Altamiro Borges, do Rodrigo Vianna ao Marco Aurélio Mello, do Paulo Henrique Amorim ao Idelber Avelar, do Rovai ao Marco Aurélio Weissheimer (com desculpas antecipadas aos não citados).

Essas coalizões não são formadas por néscios: nossos leitores são médicos, operários, engenheiros, sindicalistas, advogados, professores. Tem o Zé Povinho, o Stanley Burburinho, a Carmen Leporace. Não discriminamos por classe social, por conhecimento de gramática, por nickname.

As coalizões de vontades, como temos visto na Espanha, não respondem a uma liderança centralizada: elas são representativas de demandas amplas, sufocadas por instituições que não respondem ou foram corrompidas por colocar interesses privados acima do interesse público.
Alias, é preciso enfatizar que a blogosfera e as redes sociais, em si, não são revolucionárias. São apenas instrumentos. Os protestos no Egito e na Espanha jamais atingiriam as dimensões que atingiram se não existissem demandas sociais não atendidas institucionalmente.

Felizmente, para a oposição, o governo Dilma parece não ter compreendido essa dinâmica.
Pelo contrário. Independentemente do mérito da decisão, a forma abrupta como o Ministério da Cultura retirou de seu site o símbolo do Creative Commons — uma decisão, repito, banal — teve o dom de afastar do governo algumas centenas de militantes virtuais que, com seu conhecimento das redes sociais, eram responsáveis pela reprodução e multiplicação de textos, fotos, vídeos e notícias de apoio às políticas públicas do novo governo.

Faltou, ao governo Dilma, a capacidade de entender que o Creative Commons é — ainda que alguns digam tratar-se de ferramenta do “imperialismo” — resultado e ferramenta de uma “construção coletiva” do que poderíamos chamar de “nova política”: horizontal, multifacetada, compartilhada. Se o objetivo era detoná-lo do site do Ministério da Cultura, que pelo menos isso fosse feito a partir de um debate e de forma transparente, não como decisão hierárquica, unilateral, de “força”, de cima para baixo.

Ah, a soberba…

[Leia aqui uma didática entrevista com o Sergio Amadeu, que é do ramo]

Por outro lado, se FHC teve a capacidade de perceber, em seu artigo, que nos períodos não eleitorais há gente disposta a fazer política nas redes sociais, é possível que um governador do PT, Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, se torne o primeiro a “institucionalizar” a dimensão política das redes sociais, com a criação de um gabinete digital a partir da próxima semana. Só vendo no ar para saber se, de fato, haverá interação entre os eleitores e o Poder Público.

Como enfatizei acima, a característica central da blogosfera é ser, sempre, uma via de várias mãos.
Integrar as redes sociais à política requer, com certeza, uma nova forma de fazer política. Assim como requer, dos jornalistas, uma nova postura diante de leitores, ouvintes e telespectadores. Mas isso eu pretendo explorar melhor nas palestras que farei na próxima quarta-feira em Salvador e, em seguida, no Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s Gaúchos, em Porto Alegre.

http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/fhc-o-facebook-e-a-coalizao-de-vontades.html

Fazendo um spin na rede:

10:00 - Ótimo texto na Carta Maior: Cresce na Espanha a revolução dos indignados

10:10 - LEN: Jornalismo mafioso: Folha quebrou ilegalmente sigilo de empresa de Palocci

10:15-  LEN: A quebra do sigilo de Palloci: Serra alisa publicamente e enfia o punhal pelas costas 

10:16 - Rita de Cássia Araújo, spin psicanalista: O lado bom do SUS que ninguém vê

10:20 - Eduardo Guimarães:  "Dobradinha" mídia-oposição contra Palocci visa economia 

13:50 -  O "escandâlo" Palocci: É a economia, estúpido!

Scalzilli: o descabelamento da oposição e a histeria da mídia


Conversando com algumas pessoas próximas, ouço que uma severa crise econômica ronda o país. Investigo a fonte desse alarmismo e descubro, com certa surpresa, que são a CBN e os jornais televisivos, em especial o da Cultura.

Por Guilherme Scalzilli, em seu blog

Não ouço a rádio da Globo há muitos anos, e procuro selecionar muito bem os programas da TV pública patrulhada pelo demo-tucanato. Mas é intrigante que a emissão da histeria apocalíptica esteja tão localizada e restrita. Não a encontro, pelo menos não com a mesma ênfase, nos grandes veículos impressos de São Paulo.

Desde que um marqueteiro de Bill Clinton inventou o lema “É a economia, estúpido!”, alguns propagandistas da mídia corporativa passaram a ver na boataria financeira uma arma infalível para abalar todo governo estável do planeta. É fácil produzir bobagens num universo tecnicista, onde frustrar expectativas faz parte do jogo.

O fantasma inflacionário, lembrando a famosa “carestia” da ditadura, pode corroer a confiança do cidadão, refrear o consumo, o investimento, etc. Mas por que um pedaço da direita aposta com veemência na catástrofe, enquanto outros, em tese interessados nos mesmos objetivos político-partidários, preferem silenciar ou utilizar a necessária ponderação?

Interesses pecuniários à parte (o pessimismo pode ser bastante rentável para quem o maneja), a resposta parece esconder-se no fato de que ninguém ainda conseguiu entender a verdadeira natureza do tumulto financeiro que abala Estados Unidos e Europa.

Também existem indícios de esgotamento nessa história de tsunami e marolinha, pauta regular desde o início do governo Lula, antes, durante e depois dos últimos abalos sofridos pelas economias mundiais. O temor de conceder o mesmo triunfo a Dilma Rousseff talvez conduza a guinadas no descabelamento oposicionista.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=154656

17:00 - "Infelizmente sob o prisma da ética, o PT há muito se igualou aos outros partidos, e acha tudo isso normal." ( Ladainha da velha imprensa na Rádio CBN, Globo, Folha, Estadão, Veja....)


Meu comentário


Que blá blá blá dos mais batidos, apesar de tudo o PT é o partido mais ético, menos corrupto, várias pesquisas junto aos tribunais indicam quem são os corruptos, o DEM em primeiro lugar no ranking da corrupção, o PT é lanterinha, mas a velha imprensa não quer saber disso, vc também não, a conferir:

Dobra número de processos contra parlamentar no STF

qua, 09/06/2010 - 10:28 — MCCE

Veja reportagem do site Congresso em Foco:

"Na relação das pendências judiciais, há 33 inquéritos e 11 ações penais contra 21 senadores e 97 ações penais e 256 inquéritos contra 148 deputados. Em números absolutos, nenhum partido tem mais parlamentares processados do que o PMDB, dono da maior bancada do Congresso. Ao todo, 36 dos 108 peemedebistas - ou seja, um terço da bancada - são alvos de inquérito ou ação penal no Supremo. O DEM, com 23 dos seus 70 parlamentares (32,85%), e o PSDB, com 20 dos seus 72 representantes (27,77%), aparecem na sequência entre os partidos que mais têm nomes na lista de congressistas sob investigação. Depois deles, vêm o PP, com 19, o PR, com 18, o PT e o PTB, com 11 cada(...)"

http://www.mcce.org.br/node/289

19:57 - Ao vivo: A entrevista do Ministro Padilha aos blogueiros 
A transmissão foi muito boa, o Livestream parece ser melhor do que o Ustream.Tv para longas transmissões ao vivo, o Livestream parece ser menos burocratizado, inclusive é usado pelo twitcam, tem também o Vimeo, um evento histórico, que se repita com outros ministérios, viva as redes sociais

20:20 - Por Uma Vida Melhor: Associação Brasileira de Linguistas denuncia cobertura tendenciosa da mídia  clique aqui: Nas duas últimas semanas, o Brasil acompanhou uma discussão a respeito do livro didático  Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, distribuída pelo Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Diante de posicionamentos virulentos externados na mídia, alguns até histéricos, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LINGUÍSTICA - ABRALIN - vê a necessidade de vir a público manifestar-se a respeito, no sentido de endossar o posicionamento dos linguistas, pouco ouvidos até o momento. 

20:30 - O caso Dominique Straus-Kahn. Estupro relâmpago? Muito pouco tempo para acontecer tanta coisa. Ao que tudo indica Dominique, que estava dentro do banheiro sem saber que funcionários estavam na suíte, saiu pelado, talvez estivesse tomando banho uma vez  que iria sair para encontrar-se com a filha. A camareira pode ter -se assustado. De qualque forma, não entendo porque uma polícia tão eficiente não fez exame de corpo de delito para averiguar provas meteriais da suposta agressão sexual, o que seria fácil de se dectar, presença de esperma no corpo da vítima ou outros sinais de agressão. Muito estranho este caso. Pelo andar da carrugagem os famosos vão ter que viver feito Bin Laden, clique aqui.


22:00 - PM paulsita  reprime Marcha da Maconha. Se há uma instituição que vive como se ainda tivéssemos em plena ditadura militar é a PM, inclusive com órgãos de informação funcionando nos moldes do ex-SNI, com direito a futricar a vida alheia, vide o caso ocorrido no governo Yeda Crucius.

22:40 - Kit Gay,  homofobia, falta de educação, etc, 

Atualização - 22/05/11

Rodrigo Vianna: Palocci e as escolhas de Dilma
Rodrigo Rovai: Caso Palocci é desatroso para o governo
Miguel do Rosário: O caso Paloci: ingenuidade, oportunismo e manipulação  Imperdível este texto do Miguel

Isso também: twitteiro foi o primeiro a noticiar a prisão de Dominique Satrauss-Kahn.
Ganha força a tese de que Dominique foi vítima de armação
Me preocupa muito esta despolitização do eleitorado
Vi esta despolitização  no dia da eleição
O baronato da midia porta-voz da oposição sabe que a classe média emergente, consumidora voraz, pode desistir do projeto Brasil em andamento
O  eleitorado precisa se politizar se quiser manter suas conquistas.
Ou o PT dá um jeito de politizar suas bases ou Dilma perde em 2014
A este respeito leia este texto do Paulo Henrique Amorim

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Procurando textos e imagens sobre o Encontro de Blogueiros Progressistas de PE, vejo que a blogosfera está em processo de evolução, aqui um texto sobre o Encontro de Blogueiros Jovens do Maranhão

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A História do SPIN