02/11/2009

Azenha: FHC acusa Lula de fazer obras históricas

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Por Luis Carlos Azenha - em seu blog

"(....) Eu, sinceramente, não consegui enxergar no texto uma unidade lógica. FHC recorre a todos os chavões que sugerem uma conspiração anarco-sindicalista. Como disse um leitor deste site, mais parece uma produção intelectual do professor Hariovaldo: "Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos".
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É a primeira vez na História da política nacional em que alguém é ACUSADO de fazer obras importantes e históricas. Obras que, obviamente, não foram feitas nos oito anos de FHC. Por quê? A quem servem essas obras? Quais foram as grandes obras de FHC e a quem serviram?

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Sim, sim, eu sei que o manifesto de FHC foi político. Foi um chamamento às bases mais reacionárias e conservadoras do Brasil. E uma forma de tentar deslocar o debate de uma comparação entre os governos FHC e Lula no campo econômico, onde os números para os tucanos são devastadores, para o campo da política, em que embusteiros como o próprio ex-presidente contam com a máquina publicitária da mídia corporativa para propagar suas teorias conspiratórias e reproduzir o discurso do medo.

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Pouco importa se o discurso não faz sentido. Quem está falando em razão? O que o ex-presidente faz é açular o medo da classe média, a insegurança que ela sente diante da ascensão social de pretos, pobres e nordestinos. O texto de FHC explora toda a gama de preconceitos contra Lula, Dilma "a mentirosa", os sindicalistas, poderes difusos e obscuros que operam nos bastidores, as estrelas do PT. Tem, portanto, um objetivo político bem definido: mobilizar o pavor contra "essa gentinha".

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Mas esse ato de priapismo ideológico não deixa de ter suas vantagens: abre espaço para que façamos uma comparação objetiva sobre as diferenças entre os oito anos de FHC e os oito anos de Lula no poder. Não era esse o sonho do Planalto? (...)"

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Comentário meu
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Quebrei meu feriado.
Do que estou falando?
Hoje é Dia dos Mortos.
Estou fazendo uma coisa que me obriga isso, ou seja, um mensário artístico, literário e social, no qual nos dias feriados não posso escrever, tenho que ficar quieto.
Esta regra quebrei hoje.
Como ficar calado diante disso?
A não ser que o silêncio seja coletivo, inclusive de FHC.

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