13/11/2009

Do mensário netuno09 de Luiz Pinguelli Rosa

Por Luiz Pinguelli Rosa*
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Não há sistema tecnológico sem falhas. Mas o sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica Por Luiz Pinguelli Rosa, no jornal Folha de S. Paulo
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Ainda pairam algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro.É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
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Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
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Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.
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O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente. Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
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O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.
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O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga. Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora. Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
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No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas.Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas. É uma hipótese.
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Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas.Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal. O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.
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Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de controle ponto a ponto ao longo das redes.
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Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave.Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica. Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.
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O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.
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*Físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Foi presidente da Eletrobrás (2003-04).
FONTE: Vermelho
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Apagão foi causado por três raios simultâneos, diz ONS
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LEONARDO GOY AGÊNCIA ESTADO 13/11/2009 - 20:03O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse nesta sexta-feira Agência Estado que três descargas elétricas provenientes de raios, praticamente simultâneas, foram as causadoras do blecaute ocorrido na noite da última terça-feira.
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“Cada linha recebeu uma descarga, praticamente simultânea”, disse Chipp, por telefone. “Foi uma ocorrência tripla, três descargas quase simultâneas. Algo de baixa probabilidade”, completou.
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Segundo o diretor, o fato está comprovado por equipamentos registradores de descargas elétricas do ONS e também por fotos de equipamentos chamuscados. De acordo com ele, esse material consta do Relatório de Análise de Perturbação (RAP), que será apresentado pelo ONS, na próxima terça-feira, ao Comitê de Monitoramento do Setor elétrico (CMSE).
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Chipp destacou que as três descargas caíram nas linhas nas proximidades da subestação de Itaberá (SP), o que torna ainda mais grave o ocorrido. “Nenhum sistema do mundo é planejado e dimensionado para este tipo de ocorrência, é muito antieconômico pela baixa probabilidade de acontecer. O sistema de Itaipu existe desde a década de 80 e nunca ocorreu algo assim”, disse.
FONTE: Amar Natureza
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Minha opinião

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Lamentável a forma grotesca e golpista como a imprensa tratou o caso.


Por que São Paulo nao isolou o blecaute?


Por Stanley Burburinho - no blog do Paulo Henrique Amorim


1 – Presidente da Eletrobrás diz que problema deveria ter sido isolado em Itaberá-SP

(…)

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/11/11/materia.2009-11-11.1279709012/view

2 – “Região Sul segurou o dominó da penumbra

Aos primeiros sinais da oscilação da carga a Eletrosul isolou o Sul do restante do sistema interligado

(…)”

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a2715250.htm

3 – Comentário meu – Stanley: por que São Paulo não se isolou do sistema interligado conforme fez a Eletrosul tão logo percebeu a oscilação?

4 – Por que a Sabesp — que atende a cidade mais rica do país e o governador anuncia nos quatro cantos do Brasil como sendo uma empresa competitiva com ações na Bolsa — não possui geradores de energia? Onde está a governança?

“Quinta, 12 de novembro de 2009, 16h30 Atualizada às 16h33

Atingida por apagão, Sabesp não possui geradores de energia

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4097732-EI6578,00.html

Leia mais

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Twitter de Zé Pedágio*** espalha informação falsa sobre Itaípu

Ele age na calada da noite

Ele age na calada da noite

O Zé Pedágio se aproveitou do blecaute de duas horas para espalhar via twitter uma inverdade que contaminou o PiG (*): que Itaipu tinha entrado em colapso.

Itaipu continuou a produzuir energia.

O blecaute começou na distribuição em São Paulo.

Ou seja, Zé Pedágio passou a noite a disseminar a crise.

É o que ele costuma fazer à noite, já que não dorme.

Clique aqui para ler as atividades dele noite adentro.

Paulo Henrique Amorim

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*** Zé Pedágio = Zé Serra

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