05/11/2009

Perón, Getúlio, Lula

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Por Emir Sader - na Carta Maior

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Quando acusou Lula de uma espécie de neoperonista, FHC vestia, em cheio, o traje da direita oligárquica latinoamericana. Que não perdoou e segue sem perdoar os líderes populares latinoamericanos que lhes arrebataram o Estado de suas mãos e impuseram lideranças nacionais com amplo apoio popular.

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Os três – Perón, Getúlio e Lula – têm em comum a personificação de projetos nacionais, articulados em torno do Estado, com ideologia nacional, desenvolvendo o mercado interno de consumo popular, as empresas estatais, realizando políticas sociais de reconhecimento de direitos básicos da massa da população, fortalecendo o peso dos países que governaram ou governam no cenário internacional.

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Foi o suficiente para que se tornassem os diabos para as oligarquias tradicionais – brancas, ligadas aos grandes monopólios privados familiares da mídia, aos setores exportadores, discriminando o povo e excluindo-o dos benefícios das políticas estatais. Apesar das políticas de desenvolvimento econômico, especialmente industrial, foram atacados e criminalizados como se tivessem instaurados regimes anticapitalistas, contra os intereses do grande capital. Quando até mesmo os interesses dos grandes proprietários rurais – nos governos dos três líderes mencionados – foram contemplados de maneira significativa.


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Caetano Veloso e a Perfeita Imbecilidade Ególatra

Por Mauro Carrara - no Grupo Beatrice

Disse o baiano ao jornalão dos Mesquitas, declarando seu voto em Marina Silva:

- Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem.

A declaração é reveladora. Serve bem a desmascarar esse Caetano ególatra, subproduto pós-moderno de si mesmo, tolo que substituiu o poeta sem lenço e sem documento.

O atual Caetano, aliás, converteu-se numa espécie de Gabeira sem carreira parlamentar.

Folga em construir frases de efeito (?) que ecoem o pensamento da malta conservadora.

Aliás, ególatras, tanto um quanto outro, pronunciam aquilo que os eleva a ícones publicitários da mídia reacionária e monopolista.


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Deixem o Sebastião Almeida falar


por Luiz Carlos Azenha - em seu blog


Estamos no século 21. As pessoas querem concretude. As pessoas não querem repisar os velhos debates ideológicos dos anos 60. As pessoas não querem o preconceito expresso pelo Caetano Veloso. As pessoas compreendem que a ética é mais importante que a gramática. Elas querem água em casa, banheiro com privada, energia elétrica, segurança pública e alimentar, oportunidades de educação e trabalho.

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O resto é firula ideológica. O PT precisa prestar bem atenção nisso. Os tucanos fogem do assunto e tentam construir um embate ideológico calcado na imaginação fértil de FHC, dos editorialistas dos jornalões e de outros "artistas", que vão encher as páginas de jornal, as emissoras de rádio e as telinhas de TV com essa discussão estéril. Uma discussão cerebral, armada pelos tucanos por absoluta falta de opção. Eu, se estivesse no lugar deles, faria exatamente o mesmo: proporia discussão sobre o sexo dos anjos, atribuindo ao adversário o papel de capeta. Qualquer comparação concreta é mortal para a oposição.

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O eleitor quer o realismo do prefeito. Toda política é local. Ouçam a concretude do prefeito Sebastião:


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FT: Brasil, superpotência pronta para alimentar o mundo

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do site da BBC - no blog do Luis Carlos Azenha

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O jornal britânico Financial Times traz em sua edição desta quinta-feira um caderno especial dedicado a oportunidades de investimento no Brasil em que chama o país de "superpotência agrícola pronta para alimentar o mundo" mas aponta para deficiências no setores de infra-estrutura e educação.

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Lembrando que o país foi um dos que se saiu melhor na recessão, e que muitos de seus setores não foram sequer afetados, o FT afirma que se o Brasil mantiver o rumo de sua política econômica e social e se não houver outra grande recessão no mundo, o mais provável é que continue no caminho do crescimento, apresentando uma série de oportunidades de investimento em diferentes setores.

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“O sucesso demorou muito tempo a chegar e a noção de que o país está mudando está alcançando os brasileiros a um ritmo lento”, afirma a reportagem de abertura, explicando que a classe média emergente – que este ano, pela primeira vez, corresponde a mais da metade da população, segundo dados do governo - é uma das forças por trás deste crescimento.


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Minha resposta:


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Azenha, esplêndio este seu texto sobre FHC.

Quero destacar a palavra "naftalina".

Naftalina?

Esta palavra só tem a ver com FHC.

Senão vejamos.

Em naftalina encontra-se a palavra NAFTA Como se sabe, o ingresso do México no NAFTA levou o país a falência.

Imagina só se o Brasil sob FHC também não teria aderido ao Naftalina, quer dizer, ao NAFTA.

O Naftalina traz mais supresas.

Veja só: NAFTA + Lina

Enfim, Nafta, Naftalina, Lina, FHC... tudo a ver.


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