14/10/2009

Este é o meu normal 1/70 (I)

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Esta postagem em construção será retirada daqui e colocada na postagem anterior
Foi a única saída que achei para continuar escrevendo
É que daqui a pouco tenho que bater ponto
Tudo exato no meu trabalho, há 5 minutos de tolerância
Lá a tolerância zero
Como continuar escrevendo com esta falta de ponto, digo tempo
Talvez eu pegue isso como drama, conflito a ser abordado aqui
Nesta noite, dormindo, tive um sonho que me chamou bastante a atenção
Você sabe aquele sonho que você não quer acaba de tão agradável?
Mas como descrever um sonho tão agradável?
Como passar esta sensação através de palavras
É muito complicado descrever com palavras um sonho que foi totalmente visual
Como reconstituir este sonho
No sonho eu estava de saco cheio com a exatidão do mundo, este perfeccionismo que nos assombra, as coisas certinhas, o horário de chegar ao trabalho, a minha falta de tempo para escrever
De repente vi-me dançando
E durante a dança, à medida em que eu mexia com as mãos a la Carmem Miranda, dos meus saiam letras
Cada dedo virou um spot de raios laser
Os raios desenhavam as letras no espaço
Uma sincronicidade entre dança e palavra
Os raios que na verdade eram letras, o verbo não matava ninguém, apenas desenhava letras no espaço
Ney Matogrosso estava me observava e, sabendo disso, caprichei ainda mais na dança
Pois quanto mais fluente a dança mais letras no espaço
Ao final da performance sentei-me, dirigi-me à platéia
E disse: este é o meu normal
Comentário
Esqueci de dizer que a imagem que ilustra este post foi extraída do vídeo feito por Maitê Proença em Portugal, fiquei encantado com este 3 invertido

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