19/10/2009

O jeito tucano-demo de governar

Na foto, o advogado Roberto Gonçale, que denuncia a homofobia do Prefeito Zito

Homofobia do “Coroné” Zito proíbe Parada LGBT em Duque de Caxias

Por Roberto Gonçale*

No último domingo, 11/10, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, a população daquele município presenciou mais uma manifestação de autoritarismo e homofobia. Desta vez, partiu do alcaide e Prefeito José Camilo Zito (PSDB), que proibiu a realização da Parada LGBTs, não deixando que os Trios pudessem acessar a Av. Brigadeiro, embora os organizadores do evento tivessem toda a documentação oficial que garantia a realização do evento.

Nunca se poderia contar é que o “Coroné” Zito tomou tal atitude na tentativa de “agradar” ao fundamentalismo religioso, conforme afirmou nas entrevistas que concedera aos jornalistas. Para atingir tal objetivo, Zito deu uma ordem verbal a seus funcionários e pronto: lá se foi embora uma Marcha que celebra a diversidade, a luta pela igualdade, o combate à discriminação e ao preconceito contra um segmento de milhões de pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Preconceito e discriminação são fortes na Baixada

A atitude deste Prefeito é perfeitamente compatível com o alto índice de homofobia na região, refletido no alto número de assassinatos e violências contra pessoas LGBTs na Baixada Fluminense.

Utilizando a tosca e falsa justificativa de querer “agradar as igrejas”, o” Coroné” Zito mandou às favas a liberdade das pessoas de se reunirem, de se manifestarem livremente, de postularem o reconhecimento de seus direitos, de lutarem por sua integridade física, batalharem para permanecer vivos com direito a uma vida digna. Zito acabou por utilizar a administração pública de uma cidade importante no Rio de Janeiro para destilar sua homofobia, tentando se “cacifar” com os fariseus que, possivelmente, possam apoiá-lo na busca de uma oportunidade eleitoral, em 2010, na disputa pelo governo do Estado pelo PSDB.

Homofobia como política da administração caxiense

Além de maltratar os servidores da cidade, de pagar salários indignos, terceirizar toda a administração da cidade e não cuidar das necessidades básicas da população caxiense, Zito resolveu ir além, tornando a homofobia uma política pública em sua administração. Duque de Caxias, definitivamente, não merece isto!

É hora de o movimento social, sindical e todos aqueles que fazem da liberdade uma bandeira de luta nas suas vidas se levantarem e gritar para este “Coroné”: Basta de homofobia, de racismo e de machismo.

A luta hoje não é contra uma pessoa homofóbica, é contra a utilização de um aparato público a favor da homofobia e contra a liberdade de seus moradores; pela qual nós todos lutamos durante tantos anos. O Estado não pode ser dirigido de acordo com a vontade de fundamentalistas de “Igrejas”.

Todos juntos, pois esta luta também é nossa,

Fora “Coroné” Zito! Prefeito Homofóbico de Duque de Caxias.

*Roberto Gonçale é membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ.

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