21/12/2008

Não mais

Nunca mais assim como ontem = louco = fora
Fora da realidade só não sei nem prá que
Onde eu estava para fugir do real só prá ficar na festa, não a nossa festa, mas a festa ilusória = imaginária
Tudo ficção
Não sou real, por isso não me levem a sério
Sou apenas uma velocidade, não exatamente escrevo por ter tempo = vontade = disposição = saúde, muito pelo contrário, tenho ler = busriste digo bursite = sinusite, todas as doenças terminadas em "ite"
Nesta noite sonhei que me enviaram um link contaminado que abriu todos os meus segredos tiveram acesso à minha senha = coração e, de posse, destruiram minha obra, não exatamente uma obra mas uma velocidade estonteante, apenas isso, não posso ir além da velocidade do som, se bem que o som anda tão devagar, me lembro quando eu era pequeno, um amigo batia com o machado num oco, num pau oco. Ele batia de lá e o som demorava chegar. Naquela época vai ver que sofria de inquietação = ansiedade, pois ficava impaciente com o quanto o som demorava chegar aos meus ouvidos, por isso tinha que correr prá cima do spin amigo para ver o que estava o correndo para o som demorar tanto. Chegando lá o som já não estava já estava bem longe batendo na serra. O eco. Sob o eco. Eco, falando nisso. Falando nisso dias atrás o Edson Barrus escreveu esta palavra "eco" não no sentido de som mas de nojeira, ele estava se referindo a que mesmo, ah, nem sei, agora sei, era sobre a forma como tratataram o vazio da bienal digo a Bienal do Vazio.
ai tinha que correr prá cima do machado para ver o motivo pelo qual o som não andava

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A História do SPIN